Indianos podem produzir conversor para TV digital
O governo federal apóia a criação um consórcio formado por empresários indianos e brasileiros para a oferta de receptores de TV digital a um custo baixo, em reação ao preço elevado do aparelho estimado pelas indústrias da Zona Franca de Manaus. O ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse ontem que um grupo de investidores da Índia e empresários brasileiros garantiram a montagem no País do chamado set top box - receptor que converte o sinal digital para o televisor analógico - ao custo final de R$ 180.Aqueles que diziam que a caixinha da TV digital ia custar R$ 800, R$ 900, estão totalmente equivocados, afirmou Costa, que participou do lançamento da rede 3G da Telemig Celular, em Belo Horizonte. No ano passado, o ministro, reiteradamente, anunciou que o equipamento custaria R$ 100 ao consumidor. Mas foi surpreendido pelo valor apresentado pelos fabricantes. Costa confia que, no prazo de um ano após o início das transmissões, o receptor poderá ser vendido pelo preço estimado. Daqui a um ano, vai custar R$ 100.Segundo ele, o valor apresentado de R$ 180 pode ser reduzido com a isenção de impostos. Se nós tirarmos o PIS e o Cofins e trabalharmos com as distribuidoras de eletrodomésticos, que colocam uma taxa de 30% de lucro sobre qualquer produto vendido, nós podemos baixar esse custo consideravelmente, observou. Vamos permitir que todos os brasileiros tenham acesso à TV digital. O ministro se reuniu em Brasília na quarta-feira com empresários indianos e brasileiros. Dentro de 15 dias, o grupo deverá fazer uma apresentação de transmissão digital em Brasília. Na próxima semana, Costa recebe novamente empresários do País, que se reúnem também com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.Três multinacionais na Zona Franca de Manaus já iniciaram a produção do set top box, mas precisam definir o preço ao consumidor. O preço é R$ 200 para baixo. Se eles vierem com uma caixinha de R$ 200 para cima, não vão vender. Segundo Costa, os indianos estão com a caixa pronta e perfeita, mas o anúncio oficial depende da incorporação de um porcentual de 30% de tecnologia nacional. O ministro defende que o aparelho seja montado em Santa Rita do Sapucaí, no sul de Minas, que reúne 115 empresas de base tecnológica.
Fonte: Potal EXAME
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