TV brasileira se prepara para a tecnologia digital
A 20ª edição do Congresso SET – Tecnologia de Televisão marcou uma representativa mudança na comunicação do País. Encerrou-se o debate sobre transmissão analógica e a radiodifusão brasileira entrou na era da TV digital. Mais de 1,5 mil congressistas e 150 palestrantes debateram a tecnologia digital e os rumos da televisão brasileira. Durante o evento, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, como bom mineiro, lembrou da criação do grupo de trabalho para a TV Digital Brasileira e a legislação pertinente e, em seguida sacou do bolso um celular, mostrando a todos a recepção do novo sistema no aparelho móvel.
Paralelo ao Congresso, a SET realizou a feira de equipamentos e serviços Broadcast & Cable. O evento foi aberto ao público. No total, mais de dez mil visitantes conferiram as novidades nos 130 estandes. Roberto Franco (presidente da SET e diretor de engenharia do SBT), foi extremamente feliz ao citar na abertura do evento duas frases que certamente ficarão na história. Em uma delas lembrou que “o Brasil é um dos únicos países do mundo que discute e busca seus próprios caminhos na radiodifusão. O exemplo é o padrão digital de TV e rádio”. A outra frase soou para os radiodifusores como um desafio: “A convergência digital ainda terá um longo caminho, não mudou muito do ano passado para cá, mas teremos que continuar estudando muito. Onde debates, discussões, opiniões divergentes será o caminho para o bem de nossos negócios.”
Para João Braz Borges, diretor-geral de Operações da TV Anhanguera e membro do Comitê Editorial da SET, “vivemos o último Congresso analógico e o primeiro digital da história brasileira”. De acordo com ele, o evento, que movimentou a cidade de São Paulo no período entre 22 e 24 de agosto, foi bastante criterioso, percorrendo o lado técnico científico da radiodifusão, telecomunicação e TV paga, sempre atento à discussão acadêmica do mildlewere Ginga (software desenvolvido para a TV Digital Brasileira), que além de brasileiríssimo traz no seu bojo a viabilidade de interatividade na programação regional.
“São muitos os caminhos que poderão ser percorridos, mas o que fica latente é a necessidade da produção de conteúdo para as diversas mídias, com qualidade para garantir audiência e presença no mercado dos players”, explica João Braz Borges.
Ele destaca que a TV brasileira aberta mais uma vez saiu na frente, pela inteligência e dedicação ao estudo de um padrão e midleware que atendessem ao povo brasileiro em todas as suas nuances. “Agora, é torcer para que os incentivos fiscais do Governo Federal e financiamentos especiais do BNDES não fiquem apenas na legislação, mas que venham para a prática, para que o radiodifusor tenha fôlego para investir em plataformas de produção, geração, transmissão e retransmissão digitais”, ressalta.
Fonte: Na Hora OnLine
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