Zeinal Bava reforça poderes na PT e assume presidência em Março
Granadeiro apresentou ontem estratégia prioritária para a PT
Henrique Granadeiro anunciou ontem ao conselho de administração da Portugal Telecom (PT) a renúncia ao cargo de presidente executivo da operadora após a assembleia geral de Março, reunião onde vai propor a nomeação Zeinal Bava para ocupar a sua actual função. Até essa data, Zeinal Bava fica como vice-presidente da PT, mas como poderes reforçados. O responsável assume, desde já, a presidência da PT Comunicações.
Zeinal Bava fica com os pelouros da relação com investidores, sustentabilidade do modelo social, estratégia integrada de sistemas de informação e inovação e estratégia de convergência e distribuição. Além disso, terá funções executivas na TMN, PT Pro, PT.Com, PT Corporate, PT SI, PT Inovação, PT Wifi, PT Prime e na nova empresa do grupo, a PT Portugal. Esta nova companhia, que ficará responsável pela integração da rede fixa com a móvel, é uma das novidades na estratégia da PT após o spin-off da PTM.
Do lado da PT Multimédia, Rodrigo Costa irá liderar a equipa que estará definitivamente separada da PT até final de Outubro. Contudo, a conclusão de todo o processo só será finalizada até 9 de Novembro, com a creditação das acções da PTM nas contas dos accionistas da PT (recorde-se que a PT vai distribuir os 58,43% que tem na PTM pelos seus accionistas). Os investidores com títulos da PT terão, portanto, de esperar até 9 de Novembro pelas novas acções. Rodrigo Costa, que foi o responsável pelo lançamento da Microsoft em Portugal, deixa todos os cargos que desempenhava na PT. Mas nem só de órgãos sociais se falou ontem na reunião de administradores da PT. Henrique Granadeiro apresentou a estratégia da empresa, agora que vai ganhar o seu maior concorrente, a PTM.
O presidente da PT espera por uma desregulamentação no mercado do retalho, sustentando que essa medida vai ao encontro da proposta da Comissão Europeia para o sector das telecomunicações. Contudo, o presidente da Anacom, afirmou esta semana, num encontro com jornalistas, que podia aumentar a pressão regulatória sobre a PT, se o spin-off não trouxesse mais concorrência.
Granadeiro revelou ainda que pretende ter uma oferta do serviço de televisão a nível nacional dentro de três a seis meses. O “Meo”, pacote de televisão da operadora, está ainda limitado a zonas específicas do território nacional. Foi ainda discutida a importância de uma estratégia de evolução da rede fixa.
Fonte: Diário de noticias
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