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Archive for November 21st, 2007


Published November 21st, 2007

Semp Toshiba investe U$ 50 milhões para fabricar celulares

A Semp Toshiba aproveita a chegada da TV digital e investe perto US$ 50 milhões numa fábrica de celulares na Zona Franca de Manaus (AM). Após quase 15 anos afastada da produção de celulares, a companhia, que é joint venture entre a brasileira Semp (60%), e a japonesa Toshiba (40%), decidiu voltar para o mercado. “Um dos subprodutos mais importantes da TV digital é a televisão no celular”, afirma o presidente do Grupo, Afonso Antônio Hennel.

Ele observa que, como o padrão da TV digital brasileira é baseado no modelo japonês e essa tecnologia é dominada pela Toshiba, o caminho para atingir a mobilidade na TV digital está facilitado. Hennel conta que em 1993, a companhia desistiu de produzir celular porque optou por centrar esforços na área de entretenimento, isto é, na produção de aparelhos de áudio e vídeo. Agora, com a convergência tecnologia e o início das transmissões da TV digital no dia 2 de dezembro, na Grande São Paulo, a fabricação de celular ganha importância.

“Somos empresa líder na produção de TVs e queremos ficar em pé de igualdade com os concorrentes”, diz Hennel. Jairo Siwek, diretor da área de celulares da companhia, diz que entre seis e nove tipos diferentes de celulares estarão à venda no mercado no primeiro trimestre do ano que vem. Nesse rol, estão incluídos desde os modelos mais simples até os sofisticados, como o celular que capta os sinais da TV digital e o smart fone, que desempenha funções de computador, isto é, permite acesso à caixa de e-mails e baixar programas da Internet.

“Vamos usar a tecnologia GSM e 3G e trabalhar com todas as operadoras de celular.” Como já ocorre no segmento de computadores da companhia, os celulares, dependendo do modelo, sairão da fábrica com uma das duas marcas da empresa. A marca Toshiba será usada os celulares mais sofisticados e a marca STI para os demais. Sem revelar expectativas de faturamento, Siwek diz que a meta da companhia é conquistar 10% do mercado interno de celulares em três anos e, numa segunda etapa, exportá-los para os vizinhos.

A empresa apresentou dois modelos de conversores para TV digital que estarão disponíveis no varejo de São Paulo a partir da segunda-feira. Um dos modelos é recomendado para televisores de alta definição e custa R$ 1,1 mil. O outro modelo é básico e sai por R$ 800. Em ambos os casos o preço está muito acima do previsto pelo governo, que projetava R$ 200.

“Nosso setor é competitivo e o preço reflete custos e tecnologia. O governo prometeu medidas de desoneração que não saíram”, diz Hennel. Inicialmente importados, os conversores serão fabricados em Manaus a partir de março.

Fonte: MonitorMercantil

Published November 21st, 2007

Na 3ª idade, TV entra na era digital com qualidade

Nova tecnologia de transmissão começa a operar no dia 2 em São Paulo

Aos 57 anos, a televisão brasileira começa a ganhar nova forma em duas semanas. A partir do domingo 2 de dezembro, a telinha entra na era digital e passa a oferecer ao telespectador imagem e som de alta qualidade, interatividade, mobilidade, portabilidade e multiprogramação (leia mais na página 9).

A Grande São Paulo é a primeira a receber a novidade, que depois segue gradativamente para outras capitais. Pela previsão do governo federal, os telespectadores do Interior só devem experimentar a transmissão digital a partir de 2009, mas a pensionista Iracema Motta de Aguiar, 81 anos, que começou a ver tevê em preto e branco, não vê a hora de conferir a “nova telinha”.

Espanto
“Nossa, vai ficar ainda melhor do que já é hoje? Quero viver até os 100 anos para ver tudo isso!”, diz ao saber de alguns dos recursos que virão pela frente.

Ela compara o início das transmissões digitais à chegada das cores na telinha, em 1972 (veja quadro abaixo). “Quando a tevê passou a ser colorida, foi um acontecimento. Acho que agora com a TV digital será uma nova revolução”, diz Iracema, mesmo sem saber ao certo o que será a tevê high-tech.

Novelas
Mas como vivenciou toda a trajetória do entretenimento mais popular do país, ela sabe bem o que diz. “Comecei a acompanhar novelas ainda pelo rádio”, diz. Para Iracema, ver um aparelho de tevê pela primeira vez foi um fato marcante. “Foi na extinta Casa Lusitana, no Centro. Era uma televisão marfim, que estava em cima de uma mesinha com rodinhas douradas. Era linda. Implorei para que meu marido comprasse”, conta ela, viúva há 21 anos.

Hoje Iracema tem em seu quarto uma aparelho de 29 polegadas, TV a cabo e desfruta de uma boa imagem, mas nem sempre foi assim: “Antes a gente tinha de colocar esponja de aço, tampa de panela ou concha de alumínio na ponta da antena para conseguir assistir tevê. Era horrível”, comenta.

Com a TV digital, Iracema, esses problemas chegarão ao fim. O sistema corrige possíveis distorções e ou há ou não há sinal. Portanto, com o novo formato de transmissões não haverá “fantasmas”, ruídos e interferências nas imagens.

Para acessar os canais em alta definição é necessário ter um conversor digital (set-top box) ou uma TV já adaptada e uma antena UHF. Para obter a melhor qualidade das imagens de alta definição, também é preciso ter um aparelho de TV com tecnologia Full High Definition (1.920 x 1.080).

A telinha ganhará “cara” de telona. Os programas gravados e transmitidos em alta definição têm formato 16:9 (relação entre largura e altura da tela), como acontece no cinema, enquanto na transmissão analógica, o formato é mais quadrado: 4:3.

Por isso, com a TV digital será possível ver mais áreas de uma cena nos televisores modernos. Assim, as emissoras terão de se preocupar com o que aparece nas áreas laterais, que até então não existiam.

Fonte: BomDiaBauru

Published November 21st, 2007

Conversor da TV digital cria chance de negociata

KENNEDY ALENCAR
Colunista da Folha Online

A entrada do Brasil na era da TV digital tem chance de virar uma grande negociata. Com demanda mais do que garantida, empresários que fabricarão o conversor de sinal para os atuais aparelhos de TV desejam cobrar R$ 750 por produto. É dinheiro suficiente para comprar uma TV nova de 29 polegadas.

Quanto custarão os novos televisores que receberão sinal digital se o conversor sair na faixa dos R$ 750? Curiosamente, essas novas TVs serão mais caras, mas a indústria não estima uma elevação de custo que mude significativamente os preços atuais. Estamos diante de um absurdo, mas um absurdo que foi relatado por empresários ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em encontro na última quarta-feira, no Palácio do Planalto.

“Não se pode achacar o povo”, espantou-se Lula, segundo relato de quem estava na reunião que contou com empresários do ramo de TV e integrantes da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão). O governo estimava um custo por conversor de cerca de R$ 250, já alto. Em outros países, esse tipo de equipamento vale mais ou menos US$ 100, o que, na cotação de hoje, equivaleria a algo entre R$ 170 e R$ 180.

Lula disse aos empresários que adotaria medidas para impedir achaque aos consumidores. A transmissão digital no Brasil na TV aberta terá início em 2 de dezembro. TVs já em uso precisarão do conversor do sinal digital para o analógico se o consumidor quiser receber a nova transmissão, que terá melhor qualidade de imagem. Haverá um período de transição, de 10 anos, no qual conviverão transmissões digital e analógica. Mas, obviamente, a maioria das pessoas desejará o conversor.

O presidente está preocupado com o impacto político negativo de um conversor que custe os olhos da cara. A escolha do padrão japonês de TV digital foi vendida como uma evolução tecnológica que beneficiaria o consumidor. Mas conversor acima de R$ 250 parece abuso por causa da demanda garantida.

Na conversa com Lula, empresários alegaram que, no início da produção, não teriam escala para lucrar. Assim, o custo do conversor necessariamente seria maior. Falaram em queda no futuro. Lula e auxiliares argumentaram que os empresários ganhariam bastante no médio e longo prazo porque a TV é, de longe, o meio de comunicação de massa mais importante do país. Praticamente todo o território nacional recebe sinal de TV.

O setor industrial que lucrará com a escolha do padrão japonês já recebeu incentivos do governo, como redução de impostos e linhas de financiamento. Uma ação do Estado que impeça abuso dos fabricantes deve estar no topo da agenda do governo, caso não queira transformar num fiasco a entrada do país na era da TV digital.

Fonte: Folha

Published November 21st, 2007

As 10 ciber-ameaças a ter em conta em 2008

Perigos na Internet devem aumentar no próximo anoO que há a temer nos serviços online? De acordo com a McAfee, há dez ciber-ameaças a ter em conta no próximo ano, sendo que se espera «um aumento dos perigos na Web e das ameaças dirigidas ao sistema operativo Windows Vista da Microsoft», refere o grupo de tecnologia.1. O «Bulls Eye» na Web 2.0
Os programas «maliciosos» no Salesforce.com, Monster.com e MySpace, entre outros, representam uma nova tendência de ataques a aplicações online e a websites de redes sociais.

2. Os «botnets» seguem o Storm
Tendo por base os principais processos de «botnets» (redes de computadores infectados por vírus) herdados de 2007, prevê-se que os cibercriminosos tentem encontrar melhores formas de camuflar os seus caminhos.

3. «Malware» instantâneo
O número de vulnerabilidades verificadas em aplicações de mensagens instantâneas duplicou em 2007 face a 2006. Além disso, as principais famílias de vírus de mensagens instantâneas verificadas em 2005 e 2006 foram substituídas por novas ameaças. O Skype observou a sua primeira série de «worms» em 2007. «E muitos mais são previstos que aconteçam», diz a McAfee.

4. Ameaças nos jogos online
A ameaça às economias virtuais está a ultrapassar o crescimento da ameaça à economia real. Mais ciber-criminosos vão ver forma de os capitalizar. O número de vírus criados para roubar «passwords» e dirigidos a jogos online, em 2007, cresceu mais rapidamente que o número de «trojans» dirigidos aos bancos.

5. Windows Vista acumula vulnerabilidades
Em 2008, o Windows Vista está disposto a ganhar quota de mercado adicional e a chegar à barreira dos dez pontos percentuais. O lançamento do Service Pack 1 para o Vista é tido também como uma ferramenta para acelerar a adopção do sistema operativo da Microsoft. Foram registadas 19 vulnerabilidades desde seu lançamento no início deste ano. E esperam-se mais para 2008.

6. O «adware» em declínio
A combinação de acções judiciais, melhores defesas e a conotação negativa associada a esta forma de publicidade ajudou a começar o declínio do «adware» (software que exibe publicidade ao utilizador sem este o solicitar) em 2006.

7. Esquemas de vírus mais resistente
Os cibercriminosos vão direccionar-se para websites menos populares e mais pequenos com esquemas de «phishing» (software fraudulento) para roubo de dados. Estes esquemas têm-se tornado mais resistentes e arriscados, quando dirigidos a websites populares, já que as grandes empresas estão a responder de forma mais rápida e a fornecer segurança aumentada.

8. Crimeware Parasita enraíza-se
Os parasitas são vírus que modificam os ficheiros existentes num disco, injectando código dentro do ficheiro. Enquanto o «crimeware» crescia nos últimos anos, o «malware» parasita saía progressivamente das raízes. Em 2007, os principais autores de «crimeware» voltaram a distribuir ameaças como o Grum, Virut e Almanahe: vírus parasitas com uma missão económica.

9. A virtualização transforma a segurança da informação
Os vendedores de segurança vão adoptar a virtualização para criar novas e mais resistentes defesas.

10. Ataques VoIP devem aumentar 50%
Em 2007, mais do dobro do número de vulnerabilidades de segurança foram registadas em aplicações voz sobre o protocolo de Internet (VoIP), comparativamente a 2006. «Está claro que as ameaças ao VoIP chegaram e não existem sinais de que vão diminuir. Os laboratórios McAfee Avert esperam um aumento de 50% nas ameaças relacionadas com o VoIP em 2008», refere a marca.

Fonte: AgenciaFinanceira

Published November 21st, 2007

HTC fecha parceria com Celéstica para montar smartphones no Brasil

A fabricante taiwanesa High Tech Computer Corporation (HTC) está fabricando smartphones no Brasil desde outubro e deverá oficializar a produção nacional até o fim de novembro.

Segundo fontes próximas à questão, a companhia fechou um contrato com a integradora canadense Celéstica para montar seis modelos de smartphones para os mercados brasileiro e latino-americano. Procurada, a representação da empresa no Brasil confirmou a informação ao IDG Now!.

Além da HTC, a Celéstica também tem contratos com supostas rivais da fabricantes de Taiwan, como Nokia, Motorola e Palm.

A produção inclui uma parceria com a Microsoft para que todos os modelos introduzidos no mercado nacional tenham o sistema operacional Windows Mobile.

Entre os modelos confirmados pela blogueira Bia Kunze no seu Garota sem Fio que terão fabricação nacional, estão o HTC S621, aparelho GSM conhecido como Dash que tem câmera de 1,3 megapixel, Windows Mobile 5.0 e tela colorida.

Outros dois modelos confirmados pelo IDG Now! são o HTC S711, que tem sistema Windows Mobile 6.0, aplicativos para e-mail corporativo, reprodutor de músicas digitais e suporte às redes WiFi e EDGE; e o S411, aparelho com flip com sistema Windows Mobile 5.0, câmera de 1,3 megapixel, suporte a redes EDGE e tela de 2,4 polegadas.

Em entrevista dada ao Taiwan Economic News, César Keller, presidente da HTC na América Latina, afirma que a empresa espera que, com a montagem nacional, a participação da HTC entre smartphones no Brasil salte para até 4% no final de 2008.

Fonte: COMPUTERWORLD