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Archive for November 27th, 2007


Published November 27th, 2007

Windows pode ter falha de segurança que permite que crackers controlem PC

Vulnerabilidade pode ser um “retorno” de bug que dirigia tráfego da web

O sistema Windows tem uma vulnerabilidade de segurança que permite que crackers controlem um grande número de PCs que usem o sistema operacional, revelou um hacker durante a conferência Kiwicon.

Aparentemente, esta falha é a reencarnação de uma antiga localizada no protocolo Windows Proxy Autodiscovery (WPAD), que as versões 6 e 7 do Internet Explorer usam para encontrar um proxy na web automaticamente e colocá-lo em sua configuração, segundo a Heise Security.

Se os crackers fizerem uma manipulação para convencer o browser a surfar por este proxy manipulado para navegar em seu próprio servidor WPAD, é possível absorver o tráfego HTTP, tendo acesso a dados supostamente confidenciais dos usuários.

Além disso, conexões SSL criptografadas também podem ser absorvidas por um ataque que ocorre quando os usuários clicam consecutivamente em janelas pop-ups com mensagens de erro no navegador.

O hacker diz ainda que o ataque, neste caso, funciona remotamente. Segundo o anúncio da consultoria, a Microsoft já foi informada do problema e afirmou que vem trabalhando sobre uma solução.

Fonte: Pcworld

Published November 27th, 2007

França: utilizadores de P2P podem ficar sem acesso à Net

A França está a analisar uma proposta de cortar o acesso à Web a quem descarregar ficheiros protegidos.
Um pacote de leis antipirataria foi apresentado por representantes da indústria discográfica, de estúdios de cinema e de revendedores de conteúdo audiovisual, entre eles a rede de lojas FNAC, muito popular no nosso, e naquele, país.

Na proposta, os grupos defendem que utilizadores habituais de redes P2P, que sejam identificados a descarregar músicas e filmes protegidos de forma reincidente tenham as suas ligações à Internet bloqueadas pelos ISP.

A tarefa de monitorizar as redes de troca de ficheiros ficaria por conta dos donos dos direitos de autor, no caso, a indústria discográfica ou editores de software proprietário. Sempre que identificassem donwloads ilegais, tomariam medidas para advertir por e-mail ou telegrama os utilizadores prevaricadores. Em caso de reincidência, pediriam ao ISP que fornece a ligação suspeita para bloquear o seu funcionamento.

A proposta foi entregue ao presidente francês, Nicolas Sarkozy. O governante disse que vai analisar a ideia, pois está convencido que é preciso agir com rigor para combater o avanço da pirataria na França.

«Corremos o risco de testemunhar a destruição da cultura», afirmou o presidente numa conferência de imprensa, em Paris. A ideia foi mal acolhida junto a associações de consumidores e utilizadores de Internet no país. Segundo a UFC, um grupo de consumidores franceses, a intenção é «muito rude, potencialmente destrutiva das liberdades, antieconómica e contra a história da cultura digital». Para o grupo, já há leis suficientes para proteger a propriedade intelectual no país.

Fonte: ExameInformatica

Published November 27th, 2007

Na prática, internet no celular ainda é uma realidade distante

Apesar de todos os avanços, empresas não resolveram problemas simples de navegação

Aparentemente, a internet móvel está acontecendo. Temos aí o iPhone em toda a sua glória. Mais de 30 empresas se inscreveram na Open Handset Alliance, do Google, que pretende trazer o ambiente de desenvolvimento completamente aberto da internet para os aparelhos móveis. A Nokia, que controla quase 40% do mercado mundial de celulares, está abocanhando empresas de tecnologia de internet - fez uma oferta de US$ 8,1 bilhões para compra da Navteq, serviço de mapeamento digital. E existem ainda as empresas recém-abertas, em busca de mercado.

Tudo isso parece bom, mas as atividades no campo das comunicações sem fio parecem uma novela, oscilando sempre do mesmo modo que as quedas de sinal do seu celular.

Em 2000, acreditava-se que o protocolo de aplicação de comunicações sem fio traria a internet para o celular. Mas tudo acabou sendo só fogo de palha. Isso por causa da escassez de redes de dados de alta velocidade. Assim, o que se viu em seguida foi um frenético e dispendioso esforço para a criação de redes de terceira geração, as 3G.

Numa conferência recente, porém, essas redes foram consideradas um ””fracasso”” por Caroline Gabriel, analista da Rethink Research. Segundo Caroline, em 2007 os dados representaram apenas 12% da receita média por usuário, ficando muito longe dos esperados 50%. (Esses 12% não incluem mensagens de texto. Porém, você não precisa de uma rede 3G para enviar uma mensagem de texto.)

Ao mesmo tempo, pesquisas realizadas pelo Yankee Group mostraram que somente 13% dos usuários de celulares na América do Norte utilizam seus aparelhos para navegar na web mais de uma vez por mês, enquanto 70% dos usuários de computador pesquisam diariamente os websites.

””A experiência do usuário tem sido um desastre””, diz Tony Davis, sócio da Brightspark, empresa de capital de risco de Toronto, que investiu em duas empresas de internet móvel. Apesar de muitos celulares possuírem algum modo de acesso à internet, a sua utilização é difícil. Encontrar o lugar para digitar o endereço de um site pode ser um grande desafio. E, mesmo que se consiga digitar, grande parte do conteúdo não fica muito claro na tela.

Até o navegador do iPhone pode ser uma decepção. Ele possui uma versão do Apple Safaria, que não suporta a linguagem de programação Flash, usada amplamente pelos websites, de modo que os usuários ficam limitados quanto ao que podem ver na internet.

Lewis Ward, analista da International Data Corp., compara a internet móvel de hoje à America OnLine (AOL) antes de ter uma tarifa uniforme no início dos anos 90. Muitas pessoas navegam na internet usando o sistema de pagamento por kilobyte, o que as encoraja a navegarem o mais rápido possível, diz ele.

As operadoras parecem estar mudando de opinião quanto à internet móvel. A AT&T permitiu um controle extraordinário da Apple sobre a rede no iPhone, e a Sprint e a T-Mobile aderiram à plataforma de desenvolvimento Android, da Open Handset Alliance. Para observadores da indústria, uma vez iniciada, a internet móvel será inexoravelmente aberta nos próximos cinco anos, resolvendo muitos dos problemas atuais.

Atualmente, é grande a dificuldade de se encontrar coisas na web a partir de um celular. John SanGiovanni, fundador e vice-presidente de produtos e serviços da Zumobi, empresa que derivou da Microsoft Research, diz que espera facilitar isso. Em 14 de dezembro, ele vai lançar a versão teste do seu novo software de busca, que terá ””ladrilhos”” coloridos, dos quais os usuários podem entrar e sair rapidamente, quando passam de um website para outro. (Esses ladrilhos são semelhantes aos ””widgets”” do iPhone, ou os ícones no desktop do computador.)

Entre outras propostas para solucionar os problemas de navegação estão o Yahoo Go, um produto certificado para exibir corretamente as páginas do website em mais de 300 aparelhos móveis, e uma outra da InfoGIN, empresa israelense, cujo produto adapta automaticamente as páginas do website para os celulares. Mas, no momento, o uso generalizado da internet móvel continua ao mesmo tempo distante e inevitável.

Fonte: Estadao

Published November 27th, 2007

Arch Linux: uma distro otimizada para i686

Já sou usuário fiel do Arch Linux a cerca de um ano e estou bastante satisfeito. Já traduzi e escrevi diversas documentações, mas nunca uma falando sobre a distribuição em si. Por isso resolvi criar esse bê-a-bá do Arch, mostrando como ele surgiu, características e outras coisas mais. Vamos lá. :-)

O Arch foi criado em 2001 por Judd Vinet e desde então vem crescendo bastante. É uma distribuição rápida, leve, elegante e bastante flexível. No Brasil ainda é uma distro pouco conhecida e usada.
Judd Vinet

Seus pacotes são otimizados para i686, o que significa que o Arch só roda em processadores mais atuais que o Pentium II. Graças a essa otimização o desempenho do Arch é superior ao da maioria das distribuições (que usam pacotes para i386).

Esses pacotes são, geralmente, as versão mais atuais dos softwares. Uma atualização destes não demora muito para entrar nos repositórios oficiais. Demora muito menos que a maioria das distribuições, para falar a verdade.

O gerenciamento de pacotes é feito pelo pacman, que é capaz de resolver dependências e trabalha com um formato binário de pacotes. Além disso, o pacman permite que os pacotes sejam facilmente customizados pelos usuários.

O Arch conta também com o AUR, um repositório de pacotes alimentado pelos próprios usuários da distribuição. Se um usuário deseja um pacote que ainda não existe nos repositórios oficiais ele pode simplesmente criar um e colocá-lo no AUR.

Um pacote que se encontra no AUR pode ser usado por todos os usuários. Estes podem votar a favor ou contra um pacote, dependendo da qualidade do mesmo. Quando um pacote recebe muitos votos um desenvolvedor do Arch pode adotar esse pacote e colocá-lo nos repositórios oficiais. Isso é ótimo, pois permite que qualquer usuário possa ajudar o desenvolvimento do Arch.

Outra coisa que também é muito legal no Arch é o ABS. Ele é um sistema muito parecido com o ports do BSD e permite que os fontes de um pacote sejam baixados, descompactados, compilados e instalados sistema. Tudo isso automaticamente e de uma forma bastante simples. Ele permite, também, que todo o sistema seja reconstruído utilizando flags específicas para o seu processador.

Oficialmente não existem interfaces gráficas para as ferramentas e a maioria das configurações devem ser feitas na linha de comando, por isso o Arch não é muito recomendado para usuários iniciantes. Hoje já existem algumas interfaces criadas pelos próprios usuários, mas nenhuma foi adotada oficialmente.

O Arch não fornece nenhum suporte oficial, mas existe muita coisa documentada e é possível encontrar ajuda rapidamente em lista de discussão, fórum e no IRC. O problema é que tudo isto se encontra principalmente em inglês e se você não tem afinidade com este idioma isso pode ser um problema. O ArchLinux-BR foi criado para tentar melhorar isso, mas a situação ainda não é muito boa.

Resumindo:

Prós:

  • rápida e leve
  • pacotes otimizados para i686
  • configuração centralizada
  • gerenciamento de pacotes fantástico, capaz de resolver dependências e customizar os pacotes
  • pacotes extremamente atuais
  • repositório criado por e para os usuários da distribuição
  • capacidade de otimizar e reconstruir todos os pacotes do sistema com apenas um comando
  • ótima distribuição para aprendizagem

Contras:

  • não possui muita documentação em nosso idioma
  • precisa de uma boa conexão para aguentar as várias atualizações dos pacotes
  • não possui suporte oficial
  • não possui ferramentas voltadas para os iniciantes
  • por ter sempre as versões mais atuais dos pacotes às vezes ocorrem alguns conflitos (mas isso só aconteceu uma ou duas vezes desde que comecei a usar o Arch)
  • não é muito popular (principalmente aqui no Brasil)

Bem, é isso. Se você quiser conhecer mais o Arch recomendo que visite a página oficial do projeto. Lá você encontrar diversas informações e poderá baixá-lo para testar. Se preferir você pode entrar na página do Arch Linux Brasil ou em contato comigo.

Fonte: Under-linux

Published November 27th, 2007

UMA MARRADA NAS TARIFAS

É bom ficar atento à movimentação que está acontecendo em Tauá. Em abril deste ano, o município, encravado no sertão dos Inhamuns, já havia se notabilizado por ser a terceira cidade digital do País. No último fim de semana, lançou outra novidade que, se der certo, vai dar muita dor de cabeça para as empresas de telefonia. A Prefeitura instalou, em caráter experimental, quatro telefones públicos com Voz sobre IP, a tecnologia que fez o sucesso do Skype e que vem pondo as telefônicas em xeque mundo afora. Os aparelhos são chamados de “bodefones”, numa referência ao fato de Tauá ter um dos maiores rebanhos de caprinos do Nordeste.

Dá-se o seguinte: o cidadão quer ligar para um amigo que esteja ligado a Internet por VoIP. Vai ao bodefone, pega o aparelhinho e fala de graça. De graça. Quer falar com outro amigo que não tenha VoIP? Compra um cartão telefônico, pagando tarifas com 60% a 70% de descontos com relação a uma ligação comum. Para operar a idéia, a Prefeitura quer criar sua própria empresa de telefonia - a DigiTauá. A idéia é, num primeiro momento, instalar quatro bodefones para cada um dos quatro quiosques digitais da cidade. Por enquanto, todos estão na sede do município, mas a idéia é estender o programa para todos os prédios públicos da região. Se o plano for totalmente efetivado, estará criada uma rede com mais de 300 pontos de telefonia via VoIP. Com todas as ligações gratuitas entre si.

O projeto ainda depende de parceiros e financiamento para poder se viabilizar (por enquanto, o custo da operação é bancado pela Prefeitura e por uma parceira privada, a Red Mobi). Mas, se conseguir, a tecnologia vai trazer um pouco de século XXI para algumas comunidades cuja vida ainda lembra o século XIX.

Fonte: Opovo