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Archive for November, 2007


Published November 26th, 2007

HackerTeen vira gibi editado por O´Reilly

SÃO PAULO - A editora americana O´Reilly, conhecida por publicar livros técnicos sobre programação e linux, vai editar gibis da HackerTeen.

A HackerTeen é um projeto educacional sobre redes, internet e ética hacker voltado para adolescentes.

No Brasil, o HackerTeen desenvolve jogos, cursos e conteúdo de internet em português para ensinar jovens usuários como funcionam sistemas de segurança e as diferenças entre o uso lícito (hacker) e ilícito (cracker) de técnicas de programação.

Segundo Rodolfo Gobbi, diretor da 4Linux, parte do conteúdo desenvolvido pela HackerTeen será usado para produzir revistas em quadrinhos que serão distribuídas em vários países.

A edição dos gibis ficará por conta da O´Reilly, que fechou acordo com a HackerTeen. A primeira edição do gibi HackerTeen ficará pronto em fevereiro de 2008.

Fonte: Info

Published November 26th, 2007

Fedora 8 ultrapassa marca de 50 mil downloads

A oitava versão da distribuição Linux Fedora, projeto patrocinado pela Red Hat e apoiado pela comunidade open source, em apenas quatro dias foi baixada 54 mil vezes.

Disponibilizada online no dia 8 de novembro de 2007, a distribuição inclui recursos estendidos para criação de distribuições derivadas (spins) e aplicações personalizadas, além de ter sua segurança melhorada e ganhar uma nova interface gráfica.

Com o recurso de criação de spins, inicialmente programado para a versão Fedora 7 e melhorado para a versão atual, é possível criar combinações específicas de softwares para as necessidades de cada usuário. Três novos spins foram incluídos no sistema, um voltado para jogadores (Games), um para desenvolvedores (Developer) e outro para criadores de aplicações eletrônicas (Electronic Lab).

O Fedora 8 também possui o novo servidor de som PulseAudio ativado por padrão, que permite alterar configurações de áudio como volumes diferentes para cada aplicativo, integra o Linux a tocadores portáteis USB e oferece suporte para áudio em rede.

É possível baixar o Fedora 8 em Live CD, que permite ao usuário executar o sistema sem precisar instalá-lo no computador (com recursos limitados) ou em um DVD de instalação para estações de trabalho e servidores. Há ainda suporte para a chamada Live USB, sendo possível instalar o sistema em um dispositivo USB.

Interessados podem fazer o download do sistema gratuitamente através do site oficial do projeto.

Fonte: Geek

Published November 26th, 2007

Vem aí a maior rede de TV na Internet do mundo: RKTV

BRASILIA- Está sendo finalizada a implantação da Rede RKTV, que terá mais de 300 canais gratuitos. Além a RKTV, está sendo criada a RKTVNet (datacenter), especializada em Voip e venda de servidores dedicados. A inauguração oficial está marcada para o dia 13 de dezembro de 2007, no mesmo dia em que será inaugurada a RK Gráfica e Editora. A Rede RKTV é uma empresa com sede em Brasília.

Fonte: Nahoraonline

Published November 26th, 2007

Polícia alemã fracassa ao tentar decifrar encriptação do Skype

WIESBADEN, Alemanha (Reuters) - A polícia alemã não conseguiu decifrar a encriptação usada no software de telefonia pela Internet Skype para monitorar chamadas de suspeitos de crimes e terroristas, afirmou a principal autoridade policial da Alemanha nesta quinta-feira.

O Skype permite aos usuários fazer chamadas por telefone na Internet em seus computadores para outros usuários do Skype sem nenhuma cobrança.

Agências policiais e serviços de inteligência usam grampos desde a invenção do telefone, mas fazer isso nas telecomunicações modernas é muito mais difícil, já que as operadoras são frequentemente empresas estrangeiras.

“A encriptação do software de telefonia Skype… cria graves dificuldades para nós”, disse a jornalistas Joerg Ziercke, presidente da agência da polícia federal alemã, em um encontro de segurança.

Especialistas dizem que o Skype e outros softwares do tipo Voice over Internet Protocol (VoIP) são difíceis de interceptar porque trabalham quebrando informações de voz em pequenos pacotes de dados em vez de em um circuito constante entre duas partes, como acontece em uma chamada telefônica convencional.

Fonte : Reuters

Published November 26th, 2007

Encriptação do VoIP dificulta escutas policiais

O alerta foi dado pelo comando da polícia federal alemã: o sistema de encriptação dos serviços de Voz sobre IP (VoIP) impede as escutas a suspeitos de crimes e terrorismo.
Joerg Ziercke, presidente do Gabinete da Polícia Federal alemã, admitiu que a encriptação de serviços como o Skype dificulta as investigações e escutas a suspeitos de associação criminosa e terrorismo.

O responsável pelas polícias germânicas admitiu ainda que a polícia não consegue decifrar os sistemas de segurança dos serviços VoIP, pelo que todas as tentativas de escuta têm de ser feitas antes das conversações entrarem nos serviços VoIP ou, em alternativa, no momento em que estes mesmos serviços transmitem a conversação para os destinatários.

As comunicações de VoIP têm por base a divisão dos diálogos dos utilizadores em pacotes de dados, que podem seguir diferentes “caminhos” na Internet até serem reunidos, finalmente, pouco antes de serem escutados pelos destinatários. Este processo torna difícil a intercepção e/ou a escuta das conversações.

Apesar desta limitação, os responsáveis pelas polícias alemãs informaram que não pretendem solicitar ou exigir ao Skype e respectivos concorrentes o fornecimento das chaves de encriptação ou a criação de vulnerabilidades de segurança que permitem a escuta de conversações de suspeitos da prática de crimes, informa a Reuters.

Fonte: ExameInformatica

Published November 26th, 2007

Corte de custos facilitou falha em TI inglesa

SÃO PAULO - Corte em orçamento facilitou falha na TI do governo inglês, que perdeu dados de 23 milhões de pessoas.

Uma investigação conduzida pela polícia e pelo parlamento inglês apontou os cortes no orçamento do setor de TI do Reino Unido como um dos responsáveis pela falha de segurança que levou o país a perder dados pessoais de 23 milhões de contribuintes ingleses.

O episódio foi revelado há uma semana, quando o próprio primeiro ministro da Inglaterra, Gordon Brown, pediu desculpas pela perda de discos rígidos que continham dados de contribuintes ingleses. A falha ocorreu no Her Majesty’s Revenue and Customs (HMRC), órgão equivalente a Receita Federal no Brasil.

A investigação aponta que uma decisão para cortar custos da TI do HMRC fez o departamento abrir mão de encriptar os dados que circulam em mídias que vão de um setor a outro. Se estivessem encriptados, os dados perdidos não deixariam tão vulneráveis as pessoas expostas nos discos perdidos.

Segundo o jornal inglês The Dayli Telegraph, a auditoria PricewaterhouseCoopers está acompanhando as investigações e já apontou que alguns procedimentos de segurança não foram cumpridos. O tráfego dos discos com dados sensíveis, por exemplo, não foi devidamente documentado, além de não passar por processo de encriptação.

Outra falha é que o desaparecimento das mídias demorou tempo demais para ser comunicado pelos analistas de TI responsáveis pelo disco para seus chefes. O tempo perdido diminuiu as chances dos discos serem recuperados por uma investigação policial.

Fonte: INFO Online

Published November 26th, 2007

Matrix Data Center oferece infra-estrutura diferenciada aos clientes

Empresa fornece infra-estrutura de alta disponibilidade que proporciona ainda mais qualidade, segurança, agilidade e flexibilidade no serviço e suporte técnico

A Matrix (www.matrix.com.br), com presença em mais de 20 cidades do Brasil, é uma das poucas empresas do mercado nacional a atuar com infra-estrutura própria e é desenvolvedora de soluções em telecomunicações e infra-estrutura. Atuando no setor de provimento de acesso, hospedagem e infra-estrutura desde 1995, oferece a melhor infra-estrutura do mercado, atendendo desde uma hospedagem básica até grandes projetos. Na sua carteira de clientes se fazem presentes as grandes operadoras de VoIP do mercado nacional e internacional, e também alguns grandes provedores de hospedagem compartilhada.

De acordo com Roberto Lucas, diretor de Operações, Tecnologia e Comercial da Matrix “a empresa tem, historicamente, uma grande e forte tradição no fornecimento de infra-estrutura, sendo que um grande case que foi o IG, onde montamos e fornecemos infra-estrutura para eles desde o inicio de sua operação até o ano de 2003, em praticamente todos os estados brasileiros e inclusive no exterior”.

A Matrix possui uma equipe própria para os serviços de suporte técnico 24 horas. Com uma infra-estrutura completamente redundante, ela atinge níveis de SLA de até 99,99% ao mês, de acordo com o serviço contratado.

Site de Contingência: o IDC Matrix oferece ainda aos seus clientes a opção de site de contingência (Warm Site, Hot site ou Cold site), onde eles (principalmente Bancos e empresas de operações criticas) podem fazer a redundância e contingência de seus sistemas e dados, além de contratar os serviços de Colocation ou Hosting Dedicado (servidores dedicados). Os clientes possuem também a opção de contratar algumas posições de trabalho no IDC Matrix, para que seus funcionários possam utilizar em caso de desastre na sua empresa (incêndio, pane elétrica, desabamento ou outro).

Fonte:  Grupo Kantharos & Oficina da Comunicação Integrada

Published November 26th, 2007

CPqD desenvolve modelo de tráfego de dados para Furnas

Resultados do trabalho garantirão aumento da eficiência da rede de telecomunicações da concessionária

Campinas, 26 de novembro de 2007 - O CPqD, Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações, está desenvolvendo um projeto de modelo de tráfego para as redes de telecomunicações de Furnas Centrais Elétricas S.A, empresa de geração e transmissão de energia elétrica do Grupo Eletrobrás. Atualmente, mais de 40% de toda a energia consumida no Brasil passam pelos sistemas da concessionária.

Com a aprovação da ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica, o projeto do CPqD consiste na modelagem analítica e de simulação do tráfego das redes corporativa e operativa a partir de dados obtidos em campo. O primeiro mapeamento da rede corporativa de Furnas identificou o tráfego de 54 diferentes aplicações e serviços, onde 4 deles ocupam 87% do volume trafegado. Essas medições também serão feitas na rede operativa onde trafegam dados críticos de telemetria – informações sobre as linhas de transmissão, relés, disjuntores, enfim, o sistema de operação como um todo.

A segunda fase do projeto consiste na validação das características tanto da rede corporativa quanto da operativa, por meio de medidas e aplicação dos modelos de tráfego, avaliando o comportamento dos equipamentos envolvidos e prevendo o crescimento das redes, evitando eventuais gargalos e até mesmo podendo ser usado para planejar a capacidade dos enlaces de redes ainda não existentes – como, por exemplo, enlace de dados de uma nova usina. Os resultados deste trabalho garantirão um aumento da eficiência da rede de Furnas, bem como a otimização dos seus investimentos em telecomunicações.

“O aspecto inovador deste projeto consiste em elaborarmos um prognóstico seguro do comportamento das redes de telecom no futuro, de forma que a empresa possa prever os investimentos para prover maior segurança nas operações”, afirma Nelson Mincov, da Gerência de Consultoria em Tecnologia de Informação e Comunicação do CPqD.

“Para Furnas, é vital conhecer as características dos serviços que trafegam em sua Rede de Dados e contar com o conhecimento e experiência do CPqD neste projeto que está sendo bem positivo”, afirma Marcelo Rigueti, engenheiro de Telecomunicações de Furnas.

Fonte: Pimenta Comunicação

Published November 26th, 2007

LANDesk Software patrocina evento na Região Sul

São Paulo, 26 de novembro de 2007 - A LANDesk Software, fornecedora líder de software integrado para gerenciamento de desktops, dispositivos, soluções de segurança, serviços e gestão de processos, participa do Projeto ASSESPRO 25 anos, evento que acontecerá no próximo dia 29, quinta-feira, no Paraná.

Promovido pela ASSESPRO - Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Software e Internet do Paraná - essa ação visa discutir os principais acontecimentos do setor de TI, promovendo maior conhecimento, confraternização e networking aos executivos da região. Para a LANDesk será uma oportunidade para expor a empresa em uma das regiões de maior demanda por soluções de TI.

“Utilizaremos o evento para promover uma maior integração com nossos parceiros regionais. Além disso, a visibilidade junto a empresas do setor nos dá a oportunidade de prospectar novas parcerias e projetos”, afirma Enzo Ebina, gerente de território da LANDesk.

Além da LANDesk, entidades como FIEP, SEBRAE, Secretaria do Planejamento, Curitiba S/A e IBQP também participarão da palestra, entrega de prêmios, homenagens e do coquetel de confraternização, que encerrará o evento.
Sobre o evento
Data: 29-11-2007
Local: Grand Hotel Rayon
Endereço: Rua Visconde da Nácar, 1424 - Curitiba/PR

Fonte: Pimenta Comunicação

Published November 26th, 2007

Dynacom lança mP4 Vision

Empresa sai na frente e lança o primeiro media player com conteúdo do mercado

São Paulo, 26 de novembro de 2007 - O mundo high tech passa por inovações e avanços constantemente e a Dynacom, marca nacional de produtos eletroeletrônicos, acompanha essa evolução. Um exemplo disso é que a empresa acaba de lançar o primeiro media player com conteúdo do mercado nacional. Trata-se do mP4 Vision, um aparelho de media player produzido nacionalmente na Zona Franca de Manaus, que além de reproduzir músicas, vídeos, imagens, programas, planilhas, textos e dados, traz, em sua memória, 10 músicas de variados ritmos como sertanejo, pop, eletrônico, MPB, entre outros.

A decisão de lançar esse produto foi baseada em uma necessidade do mercado. Muitos dos clientes da Dynacom não conseguem manusear e entender o aparelho imediatamente e se frustam por não conseguir usar o produto logo após a compra. “Alguns não sabem que é necessário baixar as músicas para então ouvi-las. Diante disso, surgiu a idéia de vender um produto com músicas armazenadas na memória para que os consumidores possam ir se adaptando ao uso do media player antes de inserir seu próprio conteúdo”, explica Claudio Mirotti, diretor comercial da Dynacom, enfatizando que “se os usuários não gostarem das músicas contidas no aparelho, poderão desgravá-las”.

Com tela de 2” e sentido horizontal, o mP4 Vision conta com um alto-falante de 1/2” embutido no equipamento, jogo na memória, cabo  para conexão USB, abriga diferentes funções e reproduz arquivos nos formatos MP3, WMA, WAV, AMV e TXT. “O mP4 Vision está disponível nas cores preta e branca, possui qualidade e desempenho comprovados, design arrojado e dispõe de capa de silicone para protegê-lo em quedas ou durante a prática de exercícios, e de fone de ouvido especial com suporte para deixá-lo mais fixo os ouvidos”, observa Mirotti.

Além disso, o mP4 Vision viabiliza a transferência de dados entre computadores e permite melhor visualização das imagens de fotos, vídeos, clipes e até filmes em seu display de 65.000 cores. Com uma ampla aceitação nos formatos de arquivos de vídeos - AVI, MPEG, DAT, WMV, ASF, RM, MOV, QT e VOB - o novo mP4 Vision possui ainda rádio FM, com auto scan para memorização de até 20 estações, além de gravar as músicas do rádio para o aparelho. Quanto à disponibilidade para imagens, o aparelho reproduz os formatos JPG, BMP, GIF e GIF animado.

O aparelho vem acompanhado de bateria recarregável à fonte bivolt ou ao PC, que apresenta autonomia de 20 horas de uso na reprodução de músicas e nove horas em vídeos.

O novo mP4 Vision está disponível nas grandes redes de magazines e lojas especializadas de todo o País ao preço sugerido de R$ 259,00 (1GB), R$309,00 (2GB) e R$499,00 (4GB). Os outros modelos da linha de media players da Dynacom continuam disponíveis no mercado.

Para mais informações, ligue para a Central de Atendimento Dynacom (11) 6225-8888, ou envie e-mail para sac@dynacom.com.br.

Fonte: Pimenta Comunicação

Published November 23rd, 2007

Polícia de São Paulo adota sistema de rádio digital

Segurança por criptografia impede escuta e interferência nas conversas por rádio

Criminosos que interceptam conversas de rádio da polícia devem encontrar maior dificuldade com o novo sistema de comunicação baseado em rádio digital adotado pelas Polícias Militar, Civil e Técnico Científica da região metropolitana de São Paulo. Pelo menos é o que garante Bruno Nowak, diretor de estratégias da área de governo e empresas da Motorola.

A companhia lidera o consórcio de empresas responsáveis pela solução integrada de rádio digital, que inclui criptografia de voz, despacho de voz e dados, expansão de PABX e backbone de microondas. Sobre infra-estrutura IP, o sistema também permite aplicação de computação móvel, por meio de uma rede, que forma um subsistema de rádio com transmissão a 96 kbps a notebooks e palmtops robustecidos, adaptados às viaturas policiais.

“São cerca de 10 mil rádios com o sistema digital. Com a criptografia de voz, fica praticamente impossível ouvir as conversas ou interferir na rede e fazer falsas chamadas, como ocorria com a transmissão analógica”, conta Nowak. Segundo ele, a segurança da rede é feita em diferentes camadas, incluindo firewall, detecção de intrusão e a própria estrutura.

O sistema, segundo ele, foi desenhado para missão crítica, desenvolvido para proteger a própria Motorola. “Quando houve o acidente com o avião da TAM (em agosto passado, no aeroporto de Congonhas, São Paulo), identificamos saturação total de sistemas celulares na região. O sistema da polícia não sofreu nenhum pico, porque sua capacidade está preparada para estes casos”, conta Nowak.

Na época, a solução de rádio digital estava em fase de operação assistida. O projeto teve início em 2004, começando por Campinas, Santos e São José dos Campos. Desde então, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo investiu cerca de R$ 150 milhões, considerando equipamentos, infra-estrutura, integração, software e todos os componentes.

Fonte: Itweb

Published November 23rd, 2007

Conversor para TV digital a R$ 750 é caro, afirma Lula

Da FolhaNews
16/11/2007
09h19
-Em encontro anteontem com empresários que foram levar o convite para o lançamento da TV digital no país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu com contrariedade quando lhe disseram que o conversor para captar o novo sinal custaria para o consumidor aproximadamente R$ 750.

Lula disse que era muito caro e afirmou que o governo tomaria medidas, sem especificar quais, na hipótese de o conversor custar mais do que R$ 250. “Não se pode achacar o povo”, disse Lula, segundo relato à Folha de duas pessoas que estavam na reunião que contou com empresários do ramo de TV e integrantes da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão).

No encontro, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, chegou a dizer que, no mundo, o custo de um conversor desse tipo gira em torno de US$ 100 -na cotação de hoje, algo entre R$ 170 e R$ 180. O preço máximo de R$ 250 seria mais do que suficiente para que os empresários tivessem lucro, avaliaram Lula e ministros que estiveram na reunião.

Hoje, a grande maioria dos aparelhos de TV no Brasil não está preparada para receber o sinal digital. A data marcada para o início da transmissão digital no Brasil é 2 de dezembro -pouco mais de duas semanas. Para que as TVs em uso recebam o sinal, será preciso um conversor. Esse aparelho receberá o sinal digital e o transformará em analógico.

A escolha do padrão japonês de TV digital e o início dessas operações foram “vendidas” pelo governo e os empresários como uma evolução tecnológica que beneficiaria o espectador. A qualidade do sinal é superior. No entanto Lula ficou preocupado com a estimativa de custo do conversor que lhe foi apresentada na reunião de anteontem à tarde, que aconteceu no Palácio do Planalto.

Empresários argumentaram que, no início da produção, não teriam escala para lucrar e que o custo necessariamente seria maior, com queda no futuro. O presidente e ministros argumentaram que, mesmo que no início das vendas houvesse pouco lucro ou até prejuízo, os empresários ganhariam no médio e longo prazos porque a TV é, de longe, o meio de comunicação de massa mais importante do país.

Na visão de Lula, um custo elevado teria impacto político negativo na população. As vendas de TV cresceram nos últimos anos -mesmo consumidores de baixa renda têm mais de um aparelho em casa. Depois do encontro, o presidente chegou a dizer que R$ 750 são suficientes para comprar aparelhos de TV grandes, de 20 ou mais polegadas.

Na reunião, Lula se mostrou disposto a dialogar com os empresários. Já foram adotados incentivos à produção de bens para a tecnologia de sinal de TV digital, como redução de impostos e financiamento.

Fonte: Noticias CorreioWeb

Published November 23rd, 2007

´O telespectador brasileiro é um pássaro na gaiola´

Jornalista, produtor, pesquisador, diretor de cinema (prepara para 2008 um filme sobre Abelardo Barbosa, o Chacrinha), Nelson Hoineff passou pelas grandes emissoras de TV do país. Atualmente, dirige o Instituto de Estudos de Televisão - IETV. Em entrevista ao Caderno 3, ele fala sobre a expectativa quanto à TV digital e à nova TV pública no Brasil. Confira:

A menos de um mês para a implantação da TV digital e da nova TV pública, como você avalia esse momento da televisão brasileira? Foram feitas ressalvas quanto à escolha do padrão japonês de TV digital e quanto à criação da TV pública por medida provisória…

É um grande momento, por essas duas razões. Dia 2 de dezembro temos o lançamento da TV pública e da TV digital também. A TV está sofrendo profundas transformações, e o IETV está muito atento a isso. Temos feito uma quantidade muito grande de encontros, além do grupo permanente sobre construção de conteúdo pra TV Digital. Também somos parte do Conselho Consultivo do Sistema Brasileiro de TV Digital. A escolha do padrão japonês pra TV digital, a meu ver, foi completamente acertada, porque ele permite transmissões móveis, sem passar por telefonia, e é um modelo avançadíssimo. Já a criação de uma TV pública que possa atender aos anseios da sociedade brasileira, em relação a uma TV de qualidade, é uma coisa muito boa. Se isso vem por medida provisória, ou não, não me cabe comentar. Participei de dezenas de debates sobre isso. Se é como o ministro Franklin Martins garantiu, com um modelo de gestão da TV pública com pouquíssima interferência do Estado, acho uma coisa muito boa. É bom que tenhamos uma TV pública forte, de qualidade.

Como ficam as experiências anteriores de TV não-comercial, como a Cultura e a TVE do Rio?

Há várias experiências boas de TV Pública, como essas que você falou, e outras nem tão boas. O que se está querendo criar agora, pelo que percebo, é uma TV pública mais abrangente, que vai estar absorvendo a TVE, a Radiobrás… Acho que quando se investe com sabedoria, pode-se fazer uma TV pública de muita qualidade. Torço muito pra que isso aconteça. Não tô dizendo que vai acontecer, porque não tô lá dentro, mas vejo a possibilidade que a gente possa criar um televisão pública forte e competitiva no Brasil, uma TV de alto nível. Espero que seja voltada para uma programação de qualidade, para a diversidade da cultura brasileira, em um nível competitivo, ou seja, não pra pequenos nichos, mas pra várias camadas da sociedade e que ao mesmo tempo imponha padrões de qualidade dentro da TV brasileira, carente de pesquisa, experimentação. E que tenha um jornalismo isento.

Também houve críticas de alguns setores à indicação de Teresa Cruvinel, uma jornalista de batente em um grande jornal diário, pra direção da TV pública…

Eu não quero falar de nomes. A Teresa é uma pessoa que eu conheço muito pouco, estive com ela uma vez só na vida. Mas leio os textos dela, acho uma boa pessoa. E vejo ali na direção executiva da TV nomes como Orlando Senna, que conheço há muitos anos e teve um desempenho extraordinário na Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura. O Leopoldo Nunes, que trabalhou comigo e estava na Ancine. Vejo bons nomes na direção.

As TVs comerciais temem, de algum modo, o impacto dessa nova TV pública?

Não, acredito que não . Quando uma televisão nova é boa, isso beneficia todas as TVs. E acredito na boa fé das emissoras comerciais. Acho que ninguém acorda de manhã com o propósito de emburrecer o público. Agora, a TV em geral é muito limitada, segue o mesmo padrão. À medida que existir uma rede de TV de qualidade, em vez de assustar, pode contribuir com as outras.

Recentemente a revista Carta Capital deu capa para uma matéria apontando que a Globo estaria tendo dificuldades, com maior concorrência…

Também não tô dentro da Globo, mas não vejo dessa forma não. Acho muito bom que haja uma competição sendo estimulada. A Globo é uma rede comercial de televisão muitíssimo boa. Acho que a Record tá tendo um grande avanço, o SBT tá cheio de problemas, mas é uma rede bastante boa. A Bandeirantes tem tido conquistas no jornalismo muitíssimo boas. O que acontece é que estamos acostumados, no Brasil, à falta de competitividade na televisão. Quando essa competitividade aumenta um pouco, a gente se assusta, mas isso não é negativo. É muito bom que no Brasil a gente tenha duas ou três televisões competindo.

A TV digital trará uma programação mais plural, ou mais canais gravitando em torno das principais emissoras, como ´Globo 1´, ´Globo 2´…?

A multiprogramação dessa forma não vai existir nas emissoras comerciais, por duas razões. Primeiro porque elas escolheram usar todo o espectro pro HDTV (TV de alta definição). Segundo porque o governo sinalizou que não seria uma coisa desejável, dentro das emissoras comerciais. Você vai ter multiprogramação pras emissoras públicas, isso vai ser bom, vai aumentar as possibilidades. A gente, dentro do IETV, montou um grupo de estudos que hoje tem 20 e poucos pesquisadores, trabalhando em termos de modelos de conteúdo pra plataforma digital. Na tentativa de elaboração de modelos de conteúdo que levem em consideração aplicações alternativas. E lançamos um prêmio às melhores monografias que digam respeito à construção de conteúdo para TV digital. Estamos fazendo um esforço para juntar todo mundo que tá pesquisando isso no Brasil, fazendo a nossa parte, também com o Encontro Internacional de Televisão, no último dia do festival. Acreditamos que temos uma possibilidade muito grande de afastar a mesmice. As plataformas digitais podem colaborar muito pra melhoria da TV, não somente de qualidade de imagem e som, mas de trazer novos paradigmas.

Com o preço alto esperado para o ´set top box´ (receptor do sinal digital) e as TVs com HDTV, em quanto tempo a TV digital vai, de fato, ser acessível às pessoas?

Esse é um processo dinâmico, como toda nova tecnologia. Cada coisa vai vir a seu tempo, o HDTV, a multiprogramação, a mobilidade, a interatividade… O custo dos equipamentos começa lá em cima e depois cai, como em toda mudança tecnológica. Acho que serão uns dois anos pra cada coisa. Minha previsão é que em dois anos seja generalizada a TV em receptores móveis, celulares ou outros receptores. Isso muda a TV por completo, subverte a idéia de horário nobre. Agora, cada uma dessas aplicações vem a seu tempo.

Pra concluir, o que o público de Fortaleza pode esperar da Mostra Panorama da TV Mundial?

Uma amostra do que é a diversificação da produção de TV em vários países. O telespectador de modo geral é levado a acreditar que TV se produz em três ou quatro grandes centros. Não é verdade. A TV se produz no mundo inteiro, e reflete o local onde ela está. É como um pássaro dentro da gaiola, ele não sabe a extensão do mundo, até que se abra a janela da gaiola. O telespectador brasileiro é um pouco isso, um pássaro dentro da gaiola. As medições de audiência não dizem o que ele gostaria de ver, e sim o que ele viu, dentro de três ou quatro escolhas que lhe foram dadas. O que o IETV tenta fazer é abrir um pouco a gaiola do espectador, mostrar que há muito mais pra se ver.

DALWTON MOURA
Repórter

Fonte: DiariodoNordeste

Published November 23rd, 2007

Perito alemão descarta administração da internet pela ONU

Em entrevista à DW-WORLD.DE, perito alemão em regulamentação da web defende a liberdade da rede e descarta sua administração pela ONU, como sugeriu o ministro da Cultura, Gilberto Gil, no Fórum de Governança da Internet.

De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 1,2 bilhão de pessoas usam a internet, enquanto 5 bilhões ainda não têm acesso à rede. A exclusão digital, bem como a liberdade de expressão, crime cibernético, pornografia infantil, segurança, infra-estruturas críticas e a administração da WWW são temas discutidos no 2º Fórum de Governança da Internet (IGF), que termina nesta quinta-feira (15/11), no Rio de Janeiro.

 

Fundado no ano passado por decisão da Cúpula Mundial da Sociedade da Informação de 2005 na Tunísia, o fórum reúne no Rio cerca de 1.200 peritos de mais de 70 países. A Alemanha participa com um workshop sobre “melhores práticas” na área de tecnologia da informação, coordenado por Horst Zuse, filho do inventor do computador programável, Konrad Zuse.

 

Além disso, a iniciativa “Invest in Germany” distribuiu aos participantes do fórum o livro The Power of Ideas: Internet Governance in a Global Stakeholder Environment, de autoria de Wolfgang Kleinwächter e patrocinado pelo presidente alemão Horst Köhler, no qual 34 peritos internacionais em tecnologia da informação apresentam suas visões sobre o futuro da internet. Em entrevista à DW-WORLD.DE, Kleinwächter fala sobre os principais temas do encontro no Rio.

 

DW-WORLD.DE: A Alemanha apresenta-se no 2° Forum de Governança da Internet como “país das idéias”. Como deve ser a futura ordem mundial da internet na visão dos alemães?

 

Wolfgang Kleinwächter: Não é fácil definir uma “posição alemã”, visto que a governança da internet é um processo multi-stakeholder, em que o governo, a sociedade civil e a iniciativa privada nem sempre defendem a mesma idéia. Apesar disso, existe uma grande concordância de que a rede precisa ser livre e segura. No tocante à supervisão pela Icann [Internet Corporation for Assigned Names and Numbers – corporação responsável por regras para o uso da internet, sediada na Califórnia] e à administração dos recursos centrais da internet há pelo menos o consenso de que o papel único do governo norte-americano precisa ser reduzido.

 

O ministro brasileiro da Cultura, Gilberto Gil, propôs na abertura do IGF no Rio um mandato da ONU para administrar a internet em vez da Icann. O senhor é a favor dessa proposta?

 

Atualmente, a Icann (EUA) define regras para uso da internet

 

De forma alguma. A Icann firmou-se como inovação estável no sistema da política internacional, apesar das fraquezas desse mecanismo. O processo de elaboração política é de baixo para cima, decisões só são tomadas pelo board após amplas discussões públicas, das quais qualquer um pode participar, e após consultas a todos os stakeholders.

 

O board é bem internacional e se renova constantemente, visto que ninguém pode integrá-lo por mais de seis anos. Além disso, o processo de revisão garante um controle permanente da efetividade das estruturas. Caso se subordinasse isso tudo à ONU, seria grande o risco de que o processo predominantemente técnico se tornasse um brinquedo nas mãos dos políticos, prejudicando sobretudo os usuários da internet.

 

O Fórum de Governança da Internet, como “representante da sociedade civil mundial”, não poderia assumir essa tarefa?

 

O IGF é uma plataforma maravilhosa para a discussão. Aqui qualquer pessoa pode dar a sua contribuição e apresentar argumentos fortes para mudanças desse complexo sistema, formado por muitos players e níveis. Justamente por não ter poder decisório, o IGF pode discutir livremente. Transformá-lo numa espécie de autoridade negociadora resultaria no oposto do que os usuários da internet esperam: o desenvolvimento inovador de uma rede segura e livre para todos.

 

É possível administrar (”governar”) a internet sem que isso vire controle?

 

Determinados recursos, como nomes de domínios e endereços IP, naturalmente precisam ser administrados. E muitas coisas da internet – por exemplo, a luta contra o crime cibernético – dependem de cooperação e acordos internacionais. Mas isso é um sistema muito descentralizado de gerenciamento e administração. Entregar todas essas tarefas a uma autoridade seria puro absurdo e não levaria a nada.

 

No Rio também se discute sobre crime cibernético. A armazenagem preventiva de dados telefônicos e de internet, aprovada na semana passada pelo Parlamento alemão, é um bom exemplo de como o Estado pode enfrentar criminosos na internet?

 

Participantes do IGF acessam a internet durante a conferência no Rio

 

Minha opinião pessoal é que um Estado democrático deve prestar muita atenção para não ferir direitos e liberdades fundamentais ou colocá-los à disposição, ao perseguir o objetivo legítimo de combater criminosos também na internet. Crimes precisam ser investigados. Mas colocar todos sob suspeita, espionar ou observar quem faz o quê na web é outra questão. Precisa-se de um sistema muito equilibrado, que também controle principalmente os possíveis controladores e siga regras estritamente democráticas. Caso contrário, rapidamente se pode ter uma situação como na China ou cair nas mãos de um espião.

 

Um outro tema do IGF é o direito ao acesso à informação. Como se poderia diminuir o fosso digital entre países industrializados e nações em desenvolvimento?

 

Este é o grande desafio para o futuro. Aqui se fala muito do “próximo bilhão de usuários de internet”. A Cúpula Mundial da Sociedade da Informação decidiu que, até 2015, metade da humanidade, portanto cerca de três bilhões de pessoas, devem estar online. Para atingir isso, precisam ser mobilizados muitos recursos críticos, desde eletricidade até educação. As chances para tanto, porém, não são ruins, considerando-se o boom da telefonia celular na África e na América Latina e levando em conta que, em três a cinco anos, todos esses celulares serão minicomputadores com acesso à internet.

 

No seu livro The Power of Ideas: Internet Governance in a Global Stakeholder Environment são feitas sugestões práticas para a democratização da internet. O que poderia ser feito imediatamente sem grande esforço?

 

O importante seria fortalecer mundialmente a conscientização e o conhecimento sobre os problemas da internet, isto é, investir mais dinheiro em educação. Na Alemanha, por exemplo, a educação para a internet já deveria começar no jardim-de-infância.

 

Wolfgang Kleinwächter é professor de Política e Regulamentação da Internet na Universidade de Aarhus (Dinamarca), bem como consultor especial da direção do Internet Governance Forum (IGF) da ONU e da Aliança Global para Tecnologia da Informação e Comunicação (Gaid). Desde o final dos anos 1990, atuou em várias funções na Icann. Ele é autor de vários livros sobre governança da internet e sociedade da informação.

Geraldo Hoffmann

 

Fonte: Dw-world

Published November 22nd, 2007

HTC fecha parceria com Celéstica para montar smartphones no Brasil

Desde outubro, integradora vem montando no interior de SP smartphones da empresa taiwanesa que têm sistema Windows Mobile.

A fabricante taiwanesa High Tech Computer Corporation (HTC) está fabricando smartphones no Brasil desde outubro e deverá oficializar a produção nacional até o fim de novembro.
Segundo fontes próximas à questão, a companhia fechou um contrato com a integradora canadense Celéstica para montar seis modelos de smartphones para os mercados brasileiro e latino-americano. Procurada, a representação da empresa no Brasil confirmou a informação ao IDG Now!.

Além da HTC, a Celéstica também tem contratos com supostas rivais da fabricantes de Taiwan, como Nokia, Motorola e Palm.

A produção inclui uma parceria com a Microsoft para que todos os modelos introduzidos no mercado nacional tenham o sistema operacional Windows Mobile.

Entre os modelos confirmados pela blogueira Bia Kunze no seu Garota sem Fio que terão fabricação nacional, estão o HTC S621, aparelho GSM conhecido como Dash que tem câmera de 1,3 megapixel, Windows Mobile 5.0 e tela colorida.

Outros dois modelos confirmados pelo IDG Now! são o HTC S711, que tem sistema Windows Mobile 6.0, aplicativos para e-mail corporativo, reprodutor de músicas digitais e suporte às redes WiFi e EDGE; e o S411, aparelho com flip com sistema Windows Mobile 5.0, câmera de 1,3 megapixel, suporte a redes EDGE e tela de 2,4 polegadas.

Em entrevista dada ao Taiwan Economic News, César Keller, presidente da HTC na América Latina, afirma que a empresa espera que, com a montagem nacional, a participação da HTC entre smartphones no Brasil salte para até 4% no final de 2008.

Fonte: ComputerWorld