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Archive for December 5th, 2007


Published December 5th, 2007

Interatividade e multiprogramação ainda estão fora do cardápio brasileiro

Embora a interatividade e a multiprogramação sejam os principais atrativos da TV digital em todo o mundo, os recursos não devem chegar tão cedo nas telas brasileiras.

Muito além das limitações tecnológicas, a impossibilidade de interagir com os canais ou de escolher outros programas no mesmo horário daquele filme chato (e no mesmo canal) têm relação com o poder de investimento das emissoras e também com o domínio dos novos recursos tecnológicos.

Assim como no Japão, país de onde “importamos a tecnologia”, aqui no Brasil nosso sistema de canais abertos é gratuito e tem grande penetração entre a população. Tanto aqui quanto lá, o principal objetivo da TV digital é tornar as imagens de tais canais muito mais nítidas. A interação e a multiprogramação são necessidades secundárias, em princípio.

Já na Europa, o objetivo do sistema foi expandir o número de canais devido ao pequeno leque de opções da programação aberta. “No Brasil temos muitos canais, e a prioridade é melhorar a qualidade de imagens deles. Já na Europa, o objetivo era criar novos canais. Por isso precisavam da multiprogramação”, diz Huber Bernal Filho, consultor e engenheiro de telecomunicações.

Além de não ser o foco brasileiro, as emissoras ainda não tem fôlego para produzir mais conteúdo exibir simultaneamente. “Se já é caro fazer um programa em alta definição, imagina dois ou três”, diz Huber.

Para Marcelo Zuffo, especialista em TV digital, a linguagem é a peça-chave para a multiprogramação: “O Brasil ainda não sabe como colocar tanto conteúdo na televisão, não tem profissionais, nem ‘know how’. Então, o problema está muito mais concentrado em como produzir conteúdo do que se há tecnologia para isso”.

Que botão eu aperto?

E por que TV sem interatividade? Cadê as compras eletrônicas, os votos ao vivo? Calma, os recursos ainda estão a caminho e, mais uma vez, quem os atrasa não é a tecnologia. Se servir de consolo, boa parte dos espectadores dos paises que já têm o sistema consolidado mal podem interagir com os programas.

Mais uma vez, a linguagem é uma das grandes barreiras para a chegada da interatividade. Para criar um sistema de voto ao vivo e até mesmo comércio eletrônico pela TV é preciso estar certo de que haverá compradores do produto. E compradores devem estar familiarizados com a tecnologia. Isso leva um certo tempo.

Além disso, para garantir a troca de mensagens, será necessário que outros players entrem no mercado de TV digital. Os candidatos mais fortes são a banda larga e a telefonia fixa. E as operadoras de telefonia já estão se preparando para a disputa, com cabo, WiMax e 3G. Mas antes é preciso aumentar o índice que aponta apenas 19% da população brasileira com acesso a conexões de banda larga.

Fonte: Tecnologia

Published December 5th, 2007

Anatel espera contar 4 empresas 3G para ter competição

O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ronaldo Sardenberg, disse hoje que a expectativa da agência é de que haja quatro operadoras de telefonia celular de terceira geração (3G) em cada uma das 11 áreas que serão licitadas no dia 18 de dezembro. “Nossa expectativa, no momento, é muito positiva. Espero que fique assim até o final”, disse Sardenberg, após participar de evento promovido pela Claro, em Brasília.

Ele lembrou que, de início, as empresas de telefonia celular contestaram as regras definidas pela Anatel, principalmente a que condiciona a compra de licenças para operar em áreas rentáveis à prestação de serviços em regiões pouco atrativas. “Aparentemente este ruído hoje, se existe, é bem menor”, afirmou.

Segundo Sardenberg é importante que haja quatro operadoras para incentivar a competição nos serviços. “É a competição que baixa preços, que melhora a qualidade e que estimula o interesse (das empresas) de ter um bom relacionamento com os usuários”. Quando há competição, de acordo com o embaixador, há sempre alternativas ao cliente.

O presidente da Anatel disse que a agência vai retomar no próximo ano a licitação das licenças de WiMax, que é uma tecnologia que permite o acesso à banda larga sem fio. A licitação foi suspensa em setembro do ano passado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), por problemas no preço mínimo das licenças.

Fonte: Atarde