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Archive for December 18th, 2007


Published December 18th, 2007

Intel prevê que vendas de PCs poderão alcançar 13 milhões de unidades em 2008

O ano de 2007 apresentou recordes em vendas de PCs no Brasil, como a Intel previu, com um aumento acelerado dos notebooks (superior a 100% se comparado a 2006). E 2008 não será diferente. Seguindo a tendência deste ano, a empresa acredita que o mercado brasileiro de PCs terá um aumento entre 25% a 30%, chegando a cerca de 13 milhões de unidades vendidas, desde que as condições econômicas se mantenham.

As razões que continuam impulsionando da venda de PCs no mercado são, principalmente, a taxa baixa do dólar, a maior disponibilidade de crédito, a forte aspiração dos consumidores, a crescente concorrência que aumenta e diversifica os modelos e preços disponíveis no mercado e a demanda reprimida nas classes econômicas C e D.

“Percebemos que os usuários que já tiveram a experiência do primeiro computador sentem a necessidade de adquirir produtos com mais funcionalidades e maior poder de processamento, por exemplo como processadores dual ou quad core e notebooks, e os preços em queda acentuam ainda essa tendência,”, analisa Elber Mazaro, diretor de Marketing da Intel.

Já nas classes A e B, a tendência de segmentação se consolida uma vez que estes consumidores pedem por produtos direcionados às necessidades específicas, como PCs dedicados a jogos, educação, centrais de mídia ou entretenimento, público infantil ou uso profissional.

Já os notebooks devem bater novos recordes, com vendas estimadas em 2,8 milhões de unidades, correspondendo a 21% do total de PCs comercializados. A mobilidade continuará na pauta das empresas e consumidores domésticos. Em 2008, o Brasil se deparará com um crescimento exponencial de dispositivos móveis, cada vez com funções mais avançadas de multimídia, avalia a Intel.

A Intel também aposta que algumas tendências irão despertar em 2008 como a aquisição de PCs por meio de canais alternativos, como operadoras de telefonia, e a modalidade de pacote completo de serviços agregado que incluam desde a instalação, acesso à Internet e suporte técnico especializado, além do PC propriamente dito. E para esse tipo de atividade o ideal é o uso da tecnologia de processador Intel® vPro™, uma plataforma com capacidade de gerenciamento remoto, que permite acesso mesmo com as máquinas desligadas, tornando possível, a manutenção de softwares e atualização das máquinas.

O grande desafio dos próximos anos será o crescimento da oferta de banda larga na mesma velociadade em que mercado de PCs cresce. Segundo Mazaro, para isso será cada vez mais fundamental o desenvolvimento de uma infra-estrutura adequada, uma forte atuação do governo nesse sentido, definindo as regras e criando condições para os investimentos necessários, além do desfecho do leilões 3G e WiMAX que definirá os padrões e regras que o mercado deve seguir.

Já no aspecto da comunicação a Intel acredita que a Internet vem se mostrando um veículo cada vez mais poderoso no relacionamento com os consumidores e pretende investir mais de 20% de sua verba anual de marketing em campanhas interativas e de marketing viral que ofereçam conteúdo capaz de prender a atenção do consumidor. Segundo Mazaro, as empresas que investem em pesquisa e conhecem profundamente seus consumidores como a Intel levarão vantagem neste setor, pois serão capazes de desenvolverem campanhas cada vez mais focadas e atraentes ao consumidor.

“O cenário brasileiro é otimista para o próximo ano. Mobilidade, processadores de núcleos múltiplos e internet banda larga são as bolas da vez. Mas apostamos: 2008 é a ponta do iceberg em muitas áreas para adoção da tecnologia”, finaliza Mazaro.

A Intel, líder mundial de inovações em silício, desenvolve tecnologias, produtos e iniciativas para melhorar continuamente a forma como as pessoas trabalham e vivem. Mais informações sobre a Intel estão disponíveis em www.intel.com/pressroom  e http://blogs.intel.com.

Fonte: Administradores

Published December 18th, 2007

TVA só depende da homologação da Anatel para lançar WiMax

Companhia já fechou contrato com a Samsung para a infra-estrutura do serviço de banda larga, que será lançado em Curitiba (PR).

A TVA, empresa de TV por assinatura que está passando para o controle da Telefônica, só depende da homologação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aos equipamentos para lançar o serviço de banda larga via WiMax no País.

A companhia já desenvolveu testes de WiMax em São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ), mas escolheu Curitiba (PR) para fazer o primeiro lançamento comercial do serviço. Segundo Leila Loria, diretora superintendente da TVA, “o lançamento era para ter acontecido neste final de ano, mas ainda não tivemos a homologação da Anatel”.

Segundo ela, o serviço será fixo, na freqüência de 2,5 GHz, e feito através dos cartões PCMCIA. No Rio de Janeiro a companhia fez testes de WiMax com a Motorola, que também foi convidada a testar a opção em São Paulo, onde a Nortel já havia participado de trials com a TVA.

De acordo com Leila, o fato da Sprint Nextel ter postergado o início de sua rede WiMax nos Estados Unidos pode comprometer a oferta de aparelhos, especialmente na versão móvel da tecnologia, por falta de escala.

“Mas a Sprint não desistiu do projeto, foi só um adiamento porque a tecnologia não andou tão rápido quanto eles esperavam”, afirmou. Segundo ela, a operadora americana esteve no Brasil e conversou com a Telefônica porque busca parcerias com outras operadoras que contribuam para os ganhos de escala no lançamento do serviço de banda larga.

Para digitalizar sua rede e implantar o serviço de WiMax em Curitiba, a TVA programa um investimento de 20 milhões de reais, de acordo com Leila.

Fonte: Computerworld

Published December 18th, 2007

CPqD começa a transferir tecnologia WiMax para a indústria em 2008

O instituto utilizou recursos do Funttel para desenvolver know how no padrão de banda larga sem fio, fixo ou móvel, e se prepara para licenciar aos interessados.

O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) começa a transferir tecnologia do padrão WiMax de banda larga sem fio para a indústria brasileira a partir do primeiro semestre de 2008.

O centro recebeu recursos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), em um montante não revelado, e começou a desenvolver as tecnologias de acesso por rádio há três anos. O projeto específico de desenvolvimento do sistema WiMAX teve início este ano e, de acordo com o instituto, “resultou em uma tecnologia flexível e de baixo custo operacional, capaz de atender os requisitos necessários para viabilizar sua implantação e operação no Brasil”, em comunicado à imprensa.

De acordo com o CPqD, a solução que será transferida é composta de estações radiobase (ERBs), estações de assinante e sistema de gerência de rede e serviço. A solução que será transferida suporta serviços de vídeo, voz e dados para atendimento de áreas urbanas e rurais, assim como regiões mais remotas do Brasil.

Nesta primeira fase, a tecnologia já disponível – pronta para ser transferida para as empresas que vão fabricar os equipamentos – contempla ERBs padrão WiMAX na freqüência de 3,5 GHz, terminais de assinantes com interfaces WiMAX (3,5 GHz), acesso WiFi nas freqüências 5,8 GHz, 2,4 GHz e 900 MHz para o usuário e sistema de gerência de rede e serviço.

O CPqD afirma não ter conehcimento de nenhum outro instituto de pesquisa que desenvolva tecnologia no padrão WiMax e a coloque à disposição de toda a indústria, de forma aberta, através de contratos de licenciamento.

O instituto se prepara para implentar o padrão em várias outras faixas de freqüência, para se adequar às possíveis mudanças no cenário, e afirma que a própria TV Digital poderá se beneficiar da tecnologia, utilizando-o como canal de retorno para a interatividade.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) tentou promover um leilão de freqüências WiMax em setembro de 2006, nas faixas de 3,5 e 10 GHz. No mesmo dia, no entanto, o leilão foi suspenso pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que questionava os valores mínimos cobrados. Desde então, o processo licitatório está parado.

Fonte: Computerworld

Published December 18th, 2007

5 entraves que podem ofuscar o brilho do WiMax

Agora que a UIT aprovou a tecnologia como de 3ª geração, analistas definem as principais preocupações relacionadas ao WiMax, que deve viver um boom nos próximos meses.

Em uma noite aprazível, executivos da Sprint e da Motorola, a bordo de um passeio de barco pelo Chicago River, durante conferência sobre tecnologia WiMax, brindaram ao futuro de Xohm. O futuro não poderia parecer mais brilhante para a tecnologia WiMax naquela noite, com um investimento plurianual de 5 bilhões de dólares em Xohm que deverá catapultar WiMax de uma maneira geral.

Se antes era incerta, a performance da tecnologia de banda larga wireless, projetada para acelerar a velocidade de todos os tipos de dispositivos em distâncias superiores a Wi-Fi, agora ficou claro que irá funcionar. Mas espere um instante. Para alguns analistas, WiMax ainda terá que superar alguns obstáculos para uma ampla adoção.

Um potencial entrave poderá ser o impacto que terá, para a divisão Xohm, a saída recente de Gary Foresee do cargo de chairman e CEO da Sprint. A divisão Xohm tem um defensor impetuoso como presidente, Barry West, chief technology officer (CTO) da Sprint, que poderia isolar Xohm da Sprint.

Na opinião de Philip Marshall, analista do Yankee Group, West agora precisa obter o apoio da comunidade financeira fora da Sprint. “Sem este apoio, um novo CEO da Sprint talvez opte por abrir mão do grande suporte de Gary a WiMax”, observou Marshall.

Obviamente, WiMax é muito mais do que a versão Xohm da Sprint e já tem diversos  fornecedores no mercado. Mesmo assim, desperta preocupações que variam desde o preço dos dispositivos, chips e serviços de rede WiMax até se as velocidades de 2Mbps a 4Mbps serão importantes quando comparadas às de outras tecnologias de banda larga wireless emergentes.

Os adeptos de WiMax têm pela frente pelo menos cinco preocupações, de acordo com analistas de tecnologia e fornecedores:

1.Quanto vai custar?
Os preços dos chips, dispositivos e serviços de rede WiMax são a principal pedra no caminho de WiMax. Os preços já estão claros para os fornecedores de serviços, incluindo West, que deverá anunciar o preço de Xohm no começo do ano que vem.

West foi notícia este ano ao dizer que as redes WiMax custariam um décimo das redes wireless concorrentes. Mas esta economia será repassada aos usuários finais?

O executivo já disse que o preço de uma placa para laptop WiMax, por exemplo, seria próximo do preço de uma placa para laptop WiFi, enquanto que uma assinatura mensal custaria quase a mesma coisa que um serviço residencial via cabo ou DSL. “Será acessível”, ele afirmou.

Este “acessível” satisfaria alguns críticos, já que as velocidades de WiMax na iniciativa Xohm deverão variar de 2Mbps a 4Mbps, ou seja, acima das velocidades de clock de muitos planos de banda larga wireless sobre EV-DO ou outras redes ao custo de aproximadamente 60 dólares mensais para usuários corporativos, nos Estados Unidos.

”Existe uma demanda reprimida por acesso à internet em banda larga móvel e disponível em toda parte”, disse Berge Ayvazian, analista do Yankee Group, citando uma pesquisa realizada no primeiro trimestre de 2007 com dois mil consumidores de internet.

A pesquisa mostrou que a maioria dos usuários mudaria da conexão residencial a cabo ou DSL para banda larga móvel e se disporia a pagar um pouco mais pela conveniência adicional da mobilidade, declarou Ayvazian.

A média dos consumidores sediados nos Estados Unidos não pagaria 60 dólares mensais por acesso em banda larga wireless via placa de laptop. Mas desembolsaria uma “pequena quantia” além dos 30 dólares mensais pagos atualmente pelo serviço residencial a cabo ou DSL para obter velocidade de, talvez, 2.8Mbps sobre conexão com fio.

Enquanto isso, a Intel e outros fabricantes de chips têm de reduzir os custos dos chips WiMax não apenas em  placas de laptop, mas também dentro dos laptops e dos telefones celulares mais diminutos, segundo Jack Gold, analista da J. Gold Associates. “WiFi decolou principalmente por causa do chip Centrino da Intel. Resta ver se existe um chip WiMax acessível”, disse Gold.

“Estamos diante de um paradoxo no momento”, apontou Gold, já que os preços dos chips WiMax vão cair quando a produção em volume aumentar. Se um chip set WiMax elevar o preço de um laptop em 40 a 50 dólares, como se estima hoje, provavelmente os usuários não vão comprá-lo, segundo Gold. Em comparação, os usuários se adaptariam facilmente aos 5 a 7 dólares a mais por chips Wi-Fi em laptops, disse Gold.

2. O que WiMax tem de tão especial?
Existe alguma killer application ou algum modelo de uso que somente uma rede wireless WiMax pode suportar? “Minha maior preocupação é como WiMax se encaixa no grupo de soluções wireless, já que wireless na WAN concorre com celular”, ressaltou Craig Mathias, analista do Farpoint Group e colunista do Computerworld/EUA. “O que você faz com Wimax?”

À pergunta sobre uma killer application com WiMax, a Intel deu uma resposta parcial no evento WiMax World, que ocorreu no segundo semestre deste ano, em que demonstrou um dispositivo para games a velocidades WiMax versus DSL para mostrar que WiMax proporcionava vídeo full-motion suave em comparação ao vídeo espasmódico de uma largura de banda mais lenta.

Saindo da área de games e entrando no domínio do usuário de negócio, uma aplicação boa seria utilizar WiMax para exibir vídeos de casas à venda enviados sem fio para praticamente qualquer dispositivo, dando ao clientes acesso rápido aos recursos de uma cozinha ou a uma planta baixa, por exemplo.

Mas talvez a maior vantagem de WiMax esteja na mobilidade, de acordo com Ayvazian. Com WiMax, o vídeo que um usuário residencial de banda larga assiste em um PC hoje também pode ser visto dentro de um carro ou em uma caminhada fora de casa, por exemplo.

3. Até que ponto WiMax é confiável?
A confiabilidade pode não parecer uma preocupação, exceto pelo fato de West ter dito que a iniciativa Xohm não será apoiada por um acordo de nível de serviço, que estabelece uma garantia para uma largura de banda mínima a ser fornecida ou ressarcimento do cliente. Estes SLAs (sigla em inglês para Service Level Agreement, ou acordo por nível de serviço) são rotineiros para muitas redes usadas por empresas, mas não para os serviços celulares existentes.

“Vamos proporcionar uma boa experiência, mas não SLAs”, disse West. Posteriormente, em uma entrevista, ele afirmou que o Xohm será “acessível… próximo das necessidades dos indivíduos”.

Segundo Ayvazian, os comentários de West demonstram que a tecnologia Xohm foi claramente focada em consumidores, não em usuários corporativos. “Seus comentários me surpreenderam”, admitiu Ayvazian. “Eu ficarei surpreso se esta for a resposta final de Barry sobre SLAs”, acrescentou.”Os clientes corporativos vão demandar algum tipo de SLA.”

Entre as vantagens de um serviço WiMax focado em negócio confiável, talvez apoiado por SLAs, estaria a capacidade de fornecer dispositivos mais baratos e cobertura em um vasto campus corporativo, em oposição a montar uma colcha de retalhos de pontos de acesso Wi-Fi, disse Phillip Redman, analista do Gartner.

4. Com que rapidez o WiMax pode ser implementada em milhões de dispositivos?
“O WiMax móvel promete, mas a grande pergunta é: teremos verdadeiros dispositivos eletrônicos de consumo?” perguntou Zeus Kerravala, analista do Yankee Group.

Para Redman, o potencial sucesso do Xohm se esteia, em parte, em uma visão de dispositivos de baixo custo, abaixo de 100 dólares, como um iPhone barato com uma tela maior. “Mas isso será difícil”, acredita o analista do Gartner.

West disse que serão necessários 50 milhões de dispositivos, ou mais, nos próximos três anos, funcionando por meio de redes WiMax Xohm. Sem citar nomes, West informou que cinco fabricantes de laptop já aderiram e vão fornecer chip sets WiMax integrados para laptops.

A Sprint selecionou os fornecedores de infra-estrutura para Xohm porque eles fabricam dispositivos móveis, e um deles, a Motorola, até demonstrou uma versão alfa de telefone wireless capacitado para WiMax. A Intel também demonstrou um laptop com um chip WiMax integrado e está trabalhando com a Nokia para fornecer handhelds que incorporam um módulo Echo Peak com capacidades WiMax e WiFi combinadas.

Inevitavelmente, existe uma relação entre ter dispositivos suficientes executando chips WiMax e atrair interesse do mercado suficiente para que os clientes comprem dispositivos executando WiMax em grande quantidade, observaram analistas.

Talvez não seja muito diferente de antigamente, mas com WiMax, e em especial com Xohm, o cronograma parece ser mais premente do que antes por causa da variedade de tecnologias sem fio concorrentes, sobretudo nos Estados Unidos e em outros países desenvolvidos.

5. Como WiMax se sai em relação à concorrência?
No lado do equipamento de rede, Motorola, Intel e Nokia parecem estar na dianteira em termos de conexão com Xohm. Entretanto, a Nortel Networks, que não ganhou o papel de fornecedora de equipamento WiMax para Xohm, ainda vislumbra um grande mercado para equipamento WiMax e tem vários desenvolvimentos a caminho. No cenário norte-americano, há também dezenas de fornecedores menores trabalhando em cima dessas tecnologias.

A pergunta sem resposta, segundo Ayvazian, é: como Xohm se sairá nos próximos dois anos até a Verizon Wireless e a Vodafone (companhias de telecomunicações internacionais) começarem a trilhar um caminho para uma tecnologia Long-Time Evolution (LTE) para banda larga wireless?

LTE, em alguns aspectos fundamentais, é similar a WiMax, observou ele, já que ambas as tecnologias se apóiam em antenas multiple-input, multiple-output (MIMO) e em Orthogonal Frequency Division Multiplexing (OFDM) para envio de sinais.

Além disso, a AT&T já começou a disponibilizar a rede BroadBandConnect 3G em GSM com a utilização, pela primeira vez no mundo, da tecnologia High-Speed Downlink Packet Access (HSDPA). A AT&T está anunciando velocidades médias de downlink na faixa de 400Kbps a 700Kbps, mas o potencial destas redes, teoricamente, é superior a 14Mbps, disse Redman. Ainda assim, ele acredita que HSDPA será apenas tão veloz quanto WiMax em redes do mundo real.

Redman observou que WiMax apresenta menos latência, o que aprimora seu uso para tecnologia de voz. WiMax também emprega o espectro disponível com mais eficiência, um fator que será importante para as operadoras que fornecem as redes e para os usuários finais.

Entretanto, como acontece com muitas tecnologias de rádio, um grande número de variáveis afeta o que um usuário final pode fazer sem fio, incluindo a eficiência do dispositivo cliente que ele carrega, explicou Mathias.

Em uma rede WiMax, afirmou West, muitos canais poderiam ser acrescentados a uma antena em zonas densamente povoadas para melhorar a performance de um dispositivo cliente. Em outra entrevista, porém, Mathias replicou: “Certamente, mas o que acontece quando você acrescenta muitos e muitos usuários?”

Além disso, a Sprint Nextel, em colaboração com a Clearwire, tem o controle de licenças no espectro de 2.5 GHz para WiMax nos Estados Unidos. Esse controle é o que alguns especialistas vêem como uma vantagem clara sobre qualquer operadora que almeje entrar no mercado WiMax aqui.

Diante do licenciamento do espectro e das tecnologias de banda larga concorrentes, Redman previu, em fins de 2006, que em 2011 haverá menos de 10 operadoras wireless internacionais implementando WiMax.
O fato é que a última previsão Yankee Group foi acelerada. Os 7 a 8 milhões de assinantes de WiMax nos Estados Unidos em 2011 e 27 milhões mundialmente deverá se antecipar em um ano, levando em conta as parcerias da Sprint com a Clearwire e a Google.

É óbvio que WiMax tem pela frente muitas questões, obstáculos reais e obstáculos potenciais. Ainda assim, a promessa é tão grande que, embora os analistas não queiram se mostrar excessivamente otimistas, também não estão pessimistas demais ao prever o sucesso que será alcançado.

O desempenho de Xohm em seus primeiros mercados em Baltimore/Washington e Chicago em dezembro deverá responder a muitas dessas perguntas.

Fonte: Computerworld