Avanços na educação
Instituições de ensino estão investindo cada vez mais em tecnologias que aprimoram, qualificam e auxiliam na democratização do ensino em toda parte do planeta.
Em tempos de um mercado cada vez mais competitivo, no qual o diferencial é critério básico para os indivíduos que adentram ou que pretendem fazer parte deste contexto, as regras básicas são atualizar-se, reter a maior parte de conhecimento possível e desenvolver diversas habilidades.
Para as instituições de ensino, detentoras dessa responsabilidade, fica certo que inovar e promover ações para alcançar resultados faz parte das novas demandas do mercado. E, tratando dessas necessidades, a globalização exige mais agilidade nas atividades justamente onde se encaixam as tecnologias.
Entre os benefícios disponíveis pelas tecnologias, há o de transformar os fatores tempo e lugar em critérios subjetivos, que figuram na escala das necessidades e dos objetivos particulares de cada aluno. Assim, a educação tem conseguido fugir dos padrões antigos e tem apresentado soluções específicas para o aprendizado.
As opções são diversas e adaptam-se às finalidades da aplicação dos conteúdos, além da infra-estrutura básica das salas que são climatizadas, iluminadas com equipamentos de última geração, e do acesso constante aos laboratórios de informática, onde é possível trabalhar a interdisciplinaridade e a pesquisa.
Tudo se intensifica com o nivelamento das séries, a proposta de ensino e o grau de exigência das atividades. Hoje é comum encontrar nos cursos, nas escolas e universidades ferramentas como a internet (com suporte banda larga em tecnologia wireless wifi), softwares desenvolvidos especificamente para demandas, laptops, TVs, DVDs, sistemas de áudio vídeo integrados, câmeras, projetores, lousas eletrônicas interativas, gravadores digitais, MP 3, MP 4, dentre outros. A idéia é tornar a informação mais acessível e atrativa para os estudantes com a utilização desses recursos.
Brasília no hall da modernidade
A capital da República está dentro do circuito dos grandes centros mundiais que adotaram a tecnologia como recurso integrante do ensino. São várias instituições locais que investem em inovações e acreditam que os recursos estimulam a comunidade acadêmica. É o caso do COC, a mais nova instituição educacional na cidade, que, a exemplo de outros estados da Federação, traz em sua proposta pedagógica o vínculo ao uso das tecnologias.
No início da década, a COC inovou criando na rede de escolas o Projeto Educação 2000, que propôs a utilização do computador em sala de aula como instrumento de suporte ao trabalho do professor e para proporcionar mais interação. Atualmente, desenvolve diversas atividades e projetos e, para isso, criou departamentos de suporte voltados a qualificar e intensificar o modelo de ensino da instituição.
São núcleos de tecnologia que desenvolvem conteúdos acadêmicos como programas em áudio, vídeo, animações, associados aos livros produzidos pela Editora (também da instituição) e a parcerias estrangeiras como com a France Press, que licencia programas como documentários, de produção própria, para fazer parte das atividades em sala.
Ainda compõem essa estrutura outros recursos, como canais de televisão, rádio, grupos de pesquisa e conteúdos em outras mídias eletrônicas, como vídeos em tecnologia 3D, livros eletrônicos (conteúdo em CD apresentado em sala), dentre outros.
Há um banco de dados à disposição para que os professores utilizem materiais e criem novas aulas (Builder COC). Tem também outro sistema de acompanhamento em que os alunos via internet e celulares GSM têm acesso a um plantão on-line para dúvidas e esclarecimentos. As aulas digitais por meio de uma lousa eletrônica (DigiCOC) em todas as salas, interligadas ao banco de dados com vídeos, imagens, gráficos e outros recursos, permitem melhor visualização dos itens das aulas.
Em 2008 será implementado na sexta série o projeto piloto “LapCOC”, ambiente onde todos os estudantes terão durante as aulas um laptop à disposição, desenvolvido e padronizado pela instituição, conectado às atividades ocorridas. Também funcionarão no COC DF cursos superiores no sistema EAD (educação a distância), as tele-salas, em que uma vez por semana os alunos terão encontros por videoconferência com um professor em um estúdio de Ribeirão Preto, que ministrará a aula e fará todas as exposições simultaneamente.
Mas somente as tecnologias não são suficientes, diz o professor Tadeu Terra, diretor do COC DF. Para ele, a influência dos meios causa mudanças na concepção atual dos processos educacionais, mas não apenas por causa delas, e sim pelas novas exigências do setor. “Não é a tecnologia em si que faz a diferença, mas a forma de usá-la, de como criar um projeto pedagógico que você mude os paradigmas da educação”.
O professor também afirma que os papéis de docentes e discentes serão diferentes. “Num futuro próximo, a função do professor passará de provedor de conteúdo a orientador de estudos e o aluno vai poder construir o projeto educacional dele aprofundando-se nos conteúdos que desejar”.
Comunidade interligada
A tecnologia também deixa de estar presente apenas nas salas para ser mais uma ferramenta fundamental na gestão e nos projetos pedagógicos. Com website e sistema de gestão acadêmica novos, a instalação de rede wireless, o Colégio Ciman também pretende entrar nesta corrida tecnológica utilizando a comunicação entre pais e comunidade escolar como um dos vértices para a eficiência integral dos processos pedagógicos.
E tudo começa com a criação do novo portal (www.ciman.com.br), em processo de reformulação, que terá design moderno, arrojado e formato totalmente acessível, e que está sendo preparado para receber o software de gestão Phidelis, desenvolvido de forma que todas as suas funcionalidades possam ser utilizadas pela internet.
Assim, além de notícias sobre eventos e atividades desenvolvidas nas duas unidades da instituição, o novo site vai permitir que os pais possam acompanhar com mais proximidade o desempenho escolar dos filhos com acesso a boletins eletrônicos, curriculares, matérias lecionadas, segunda via de boletos de pagamento, entre vários outros serviços, em áreas restritas. Os professores também vão poder fazer registros acadêmicos de qualquer computador on-line.
“Não basta apenas entregar computadores aos alunos. Deve haver, principalmente, uma orientação pedagógica que inclua a tecnologia no contexto das atividades desenvolvidas. Se isso não ocorre, sua utilização é desvirtuada”, conclui Lucy Aissami, diretora pedagógica do Ciman.
O Ciman também implantou tecnologia wireless (transmissão de sinais por ondas, sem fio) para facilitar o acesso dos professores ao software e financiou notebooks para professores e funcionários. O objetivo foi o de equipar o corpo docente para a familiarização com os recursos tecnológicos.
Fonte: Comuniweb
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