Novo mapa de cobertura começa a ser desenhado
Com o resultado do leilão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) das freqüências de 3G na faixa de 1,9 a 2,1 gigahertz, realizado no último mês de dezembro, a concorrência da telefonia móvel no Brasil promete ficar acirrada já a partir deste ano. Os grandes grupos atuantes hoje no País participaram — sem exceção — e todas as áreas ofertadas foram adquiridas.
A disputa foi maior do que se projetou, o que rendeu aos cofres públicos R$ 5,34 bilhões, com ágio médio de 86,67% sobre os preços mínimos cobrados. Com isso, um novo mapa de cobertura da telefonia móvel começa a ser desenhado para o País, com quatro operadoras competindo em cada área.
Disputa acirrada
Para o leilão, a Anatel dividiu o País em 11 regiões. As de população com poder aquisitivo mais alto foram combinadas às mais pobres, para que nenhuma área ficasse sem cobertura por desinteresse das operadoras.
A região que inclui a capital e o interior de São Paulo e o Norte e o Nordeste do País foram agrupadas em um lote. Agora, TIM, Claro (a única que já opera com 3G no Ceará), OI e Vivo passam a atender a Região Nordeste, esquentando ainda mais a competição.
Além disso, para conceder as autorizações, a Agência reguladora estabeleceu metas. E uma das exigências é que as empresas devem levar a telefonia móvel a 17 milhões de brasileiros que vivem nos 1.929 municípios ainda não atendidos pelo serviço. No Ceará, são quase 1,2 milhão de pessoas, em 82 cidades esquecidas na primeira fase das implantações.
A Agência deu um prazo de dois anos para que a rede alcance todos os brasileiros. Segundo a Anatel, as empresas vencedoras não precisam oferecer a tecnologia 3G imediatamente. Podem chegar valendo-se da atual geração de celulares, que transmite apenas voz, textos, fotos e uma internet ainda que lenta.
Cobertura atual
Segundo os últimos dados divulgados pela Anatel, referentes ao mês de novembro de 2007, existem no Brasil cerca de 116,31 milhões de telefones celulares em operação, com número de acessos por 100 habitantes correspondente a 60,20. Em um ano o número de usuários cresceu 19,5% no País. Eram 97,33 milhões em novembro de 2006.
A maior concentração de aparelhos móveis está na Região Sudeste, com 55,44 milhões de linhas (68,50 acessos por 100 habitantes). Em segundo lugar vem o Nordeste, com 24,78 milhões de usuários (47,34 acessos por 100 habitantes). Na Região, o Ceará vem na terceira colocação. Já são 4,1 milhões de acessos móveis no Estado, que perde apenas para a Bahia.
CUSTO X BENEFÍCIO
O que levar em consideração na hora da escolha do aparelho
Nos últimos dois anos, os telefones com poderes de computadores de bolso se tornaram sonho de consumo de muitos brasileiros. O grande atrativo, além das já ´batidas´ agendas e câmeras, é a possibilidade de navegação na internet e a troca de e-mails. Alguns modelos comercializados no mercado já estão aptos a navegar em banda larga, que será oferecida pela geração 3G.
Entretanto, para quem mal pode esperar para usufruir de tudo que a terceira geração de celulares está prestes a oferecer, é bom estar atento a pequenos detalhes. ´Velocidade de conexão não é tudo´, lembram os especialistas no assunto.
Para se ter uma boa experiência na internet pelo celular, tela miúda e teclados pequenos e apertados ainda comprometem o desempenho de quem pretende trabalhar utilizando o serviço por um período mais extenso, o que torna a navegação e a troca de mensagens difíceis e cansativas. Além disso, menus e sistemas operacionais internos em inglês também podem atrapalhar um pouco.
Se você está pensando em comprar um celular 3G no exterior para economizar, é preciso se precaver. O mesmo vale para modelos que já têm a tecnologia e estavam à venda por aqui, como o Nokia N95, por exemplo. É necessário ter certeza que o aparelho funciona na mesma freqüência que será utilizada pelas operadoras no Brasil para prestar serviços de terceira geração.
Fonte: Diariodonordeste
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