Maior feira do mundo apresenta as últimas novidades da tecnologia digital
Você já imaginou morar numa casa onde tudo é tecnologia? Onde, antes de sair do escritório, com um comando de voz através do celular, você põe o jantar para esquentar no mircroondas, pede para abrir as cortinas e deixa a temperatura da casa do jeitinho que você quer? Isso não está tão longe. Já está no mercado, por exemplo, um computador de cama que garante sono tranqüilo ao combinar tecnologias para monitorar o sono do usuário. O aparelho administra temperatura do ambiente, movimentos do corpo e alivia o ronco. O preço varia de R$ 20 mil a R$ 50 mil.
O aparelho foi mostrado na Consumers Electronics Show (CES), uma feira de tendências e novidades tecnológicas que, há 40 anos, é realizada em Las Vegas. E neste ano não foi diferente. De 7 a 10 de janeiro, cerca de 140 mil visitantes percorreram estandes espalhados num espaço de exposição de 168 mil metros quadrados para conferir o que há de mais novo no mundo da tecnologia. E ao final da feira, um consenso: o futuro nos reserva uma vida sem fios.
A CES é voltada para o consumidor final. Os participantes da CES ficam, literalmente, diante de um palco lotado e ruidoso, no qual empresas de tecnologia de todo o mundo lançam seus mais recentes produtos. O JC mostra hoje o que foi apresentado na CES.
Nesta edição da feira, o serviço especializado em notícias de tecnologia CNET fez uma votação, que contou com a contribuição de especialistas, consumidores e leitores. No quesito “show”, a TV da Philips que segue a linha ecologicamente correta - com uma tecnologia especial para economia de energia - foi a grande vencedora. Entre os celulares, venceu o Moto Rokr E8, da Motorola, que segue a linha focada em música e tem tela sensível a toque. Já quando o assunto é tecnologia emergente, a plataforma Bug Lab, considerado na CES o “lego dos Gadgets”, é a preferida. O acessório vem como um minicomputador que pode ser “quebrado” em vários módulos separados e acoplados a câmeras digitais, GPS ou telas LCD, por exemplo.
Aliás, é possível dizer que a TV foi a grande vedete da CES. Vários fabricantes mostraram na feira aparelhos de ultra-alta definição, com cerca de 4.000 x 2.000 linhas (a resolução da chamada alta definição plena ou full HD é de 1.920 x 1.080 linhas). Mas nada chamou mais atenção do a monstruosa tela de plasma de 150 polegadas (quase quatro metros), da Panasonic.
A apresentação foi feita na segunda-feira, dia 7, na abertura oficial da feira, com a palestra oficial de Toshihiro Sakamoto, presidente da Panasonic AVC Networks. Mas a abertura de fato já tinha ocorrido na noite de domingo, com a palestra de Bill Gates, que aproveitou para anunciar que vai se aposentar.
Mas o co-fundador e quase-ex-funcionário em tempo integral da Microsoft deu o tom ao fazer suas previsões para a próxima década digital. Na avaliação dele, a alta definição será um dos pilares do mundo tecnológico em que passaremos a viver.
“Alta definição é pouco, mister Gates”, parecem dizer as fabricantes de TV, com seus aparelhos de ultra-alta definição, que certamente exibirão imagens de muito impacto se e quando tivermos conteúdo gerado com essa qualidade, seja em discos ou outras mídias, transmitido pela TV digital. No Brasil, estamos em compasso de espera.
Mas apesar da monstruosa tela de plasma de 150 polegadas, há quem aposte no minimalismo, pelo menos no que se refere à espessura. A Hitachi espalhou pelos milhares de metros quadrados da feira cartazes enigmáticos que diziam apenas “1.5.” O número se refere à espessura, em polegadas, das TVs que a empresa está mostrando. Não se sabe ao certo, porém, quando elas estarão definitivamente no mercado e a que preço.
Já a Sony apresentou na CES os bons e velhos televisores “gordos”. Porém, baseados numa tecnologia chamada Oled (diodo orgânico emissor de luz), que permite fazer telas superbrilhantes, superfinas e de baixo consumo de energia. A empresa coloca neste mês, no mercado norte-americano, aparelhos Oled de 11 polegadas. Neles, só o preço não é singelo: US$ 2,5 mil, cerca de cinco vezes o preço de uma boa TV LCD várias vezes maior.
Fonte: Jcnet
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