SETOR DE SERVIÇOS DE TELEFONIA
GVT quer crescer mais
Empresa sai de um prejuízo de R$ 71,75 milhões para lucro de R$ 59,2 milhões
Após atingir um lucro de R$ 59,2 milhões no ano de 2007, a GVT Holding, empresa que oferece serviços de telefonia fixa convencional, Internet e serviços de voz sobre IP (VoIP), prevê expansão ainda maior dos negócios esse ano, ampliando a quantidade de cidades abrangidas e os investimentos na rede. Em 2006, a empresa havia registrado um prejuízo de R$ 71,75 milhões.
Segundo o vice-presidente Administrativo e de Finanças e diretor de Relações com Investidores, Karlis Kruklis, o crescimento do resultado líquido foi gerado principalmente pelo aumento do Ebitda, bem como dos ganhos financeiros.
O resultado financeiro líquido apresentou aumentou R$ 138,7 milhões, fechando 2007 com uma receita líquida de R$ 53,2 milhões. Essa variação foi causada pela redução das despesas financeiras como resultado da conversão e do pagamento de uma parcela da dívida de longo prazo, ganhos com a variação cambial e com aplicações financeiras de recursos captados na oferta pública de ações (OPA).
O Ebitda apresentou elevação de 40,8% em comparação ao quarto trimestre de 2006 e 40,1% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 108,4 milhões e R$ 358,1 milhões, respectivamente. O resultado deve-se ao crescimento das receitas líquidas de produtos e serviços mais rentáveis e otimização dos custos, propiciando o crescimento da margem Ebitda em 3,2 pontos percentuais, gerando 36,5% no total de 2007.
“Acreditamos na continuidade do aumento das margens ao longo de 2008, na comparação trimestre contra trimestre, devido à melhora do mix de produtos”, explicou Kruklis durante a divulgação dos resultados da empresa nesta terça-feira. A receita líquida da companhia cresceu 27,6% em comparação ao ano de 2006, somando R$ 980,7 milhões, enquanto as receitas relacionadas ao negócio principal da GVT (receita de serviços relacionados a LIS) apresentaram crescimento de 33,8%.
A GVT adicionou 291.047 linhas em serviço no ano de 2007, totalizando no final de dezembro 1.243.501 linhas, aumento de 30,6% em comparação a 2006. Para 2008, o vice-presidente estima uma aceleração do incremento do número de linhas, o que deve causar a ampliação do volume investido. Ele prevê a construção de 400 mil novos acessos. Assim, os investimentos (Capex) devem ficar em torno de R$ 600 milhões, contra R$ 410 milhões em 2007, sem levar em consideração as aquisições.
Expansão geográfica
Os planos de expansão geográfica envolvem duas frentes principais: crescer onde a empresa já está estabelecida, nas cidades atuais ou novas cidades da área original de atuação, no Sul e Centro-Oeste e na região de Belo Horizonte, além de ingressar em novas localidades fora dessa região.
A empresa realiza estudos de viabilidade de investimentos no Sudeste e Nordeste. A rede da Geodex também deve crescer. Atualmente já atende a um terço das necessidades de transmissão intra-regional da GVT, proporção que deve aumentar com as construções previstas.
O início da implantação da portabilidade numérica, a partir de agosto, com várias cidades dentro da área coberta pela GVT - Londrina, Rolândia, Cambé, Arapongas e Apucarana (PR), Goiânia, Anápolis e Aparecida de Goiânia (GO) e Campo Grande(MS) - contempladas ainda este ano, também é visto como uma grande oportunidade de crescimento, porque elimina a principal barreira que inibe a mudança de operadora pelo consumidor, a alteração do número.
Sobre a VU-M - tarifa de interconexão paga pelas operadoras fixas para o uso das redes móveis, a expectativa da empresa é que a Anatel ou os órgãos de defesa da competição determinem a redução, conforme demanda formal da GVT, para acabar com os altos preços pagos pelo consumidor a cada ligação de telefone fixo para celular. Desde outubro de 2007, a empresa está depositando em juízo os valores referentes à diferença entre os aproximadamente R$0,40 cobrados atualmente pelas operadoras de celular e os R$0,28 determinados provisoriamente pela 4ª Vara da Justiça Federal de Brasília. O caso está em revisão no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e na Secretaria de Defesa Econômica (SDE).
Outro plano de expansão é a abertura programada de quatro centro de dados. O primeiro será na cidade de São Paulo, no segundo trimestre, numa área com 600 metros quadrados. Essa unidade custará R$ 8 milhões. Na segunda metade do ano, a operadora prevê implantar mais quatro centros de dados - no Rio de Janeiro, em Curitiba e em Brasília ou Belo Horizonte. Cada um deles demandará investimentos um pouco menores do que os programados para a unidade paulistana.
Sobre a consolidação entre a Oi (ex-Telemar) e a Brasil Telecom (BrT), o executivo declarou que a operação poderá abrir oportunidades de negócios para a GVT. Segundo Kruklis, não haverá mudança no plano estratégico por conta da consolidação.
Fonte: Monitormercantil
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