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Archive for February 3rd, 2008


Published February 3rd, 2008

Inatel desenvolve set top box interativo

O Inatel Competence Center (ICC) assinou, no mês de novembro, um contrato com a Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica de Manaus (Fucapi) para o desenvolvimento de um Set Top Box que permitirá ao usuário da TV Digital interagir com a programação da emissora, escolhendo filmes, séries e até optando pelo final dos episódios de acordo com sua preferência. O projeto será concluído em maio de 2008 e deve estar disponível no mercado em junho do mesmo ano.

No primeiro convênio com a Fucapi, concluído em dezembro de 2007, foi desenvolvido um Set Top Box para conversão do sinal de TV digital para a TV analógica. Agora, na segunda fase do projeto, a intenção é incrementar o aparelho, que deverá ganhar mais funções e oferecer mais vantagens aos usuários.

As negociações para os dois convênios iniciaram-se após uma visita de representantes da Fucapi ao estande do Inatel na feira Telexpo, em 2006, onde o projeto de Modulação Inovadora para o Sistema Brasileiro de Televisão Digital (MI-SBTVD) foi exposto.

Fonte: B2bmagazine

Published February 3rd, 2008

2 meses depois: o que a TV digital prometeu e (ainda) não cumpriu

A linha de financiamento prometida pelo presidente da República para financiar o varejo e tornar o conversor mais barato ainda não saiu, assim como os recursos de interatividade ainda não chegaram.

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

Na data em que se comemoram dois meses do lançamento oficial da televisão digital no Brasil, neste 2 de fevereiro, pouco ou nada se ouve falar sobre o assunto. Na maior parte das lojas, é preciso um pouco de esforço e muito interesse do consumidor para encontrar os conversores e aparelhos de TV com set top boxes embutidos. Há algumas em que os conversores estão no final da loja, escondidos no fundo da prateleira.

As fabricantes dos equipamentos recusam-se a comentar. Dizem que ainda não têm os balanços e números fechados – apesar da velocidade de processamento dos dados imprimida pela tecnologia da informação. Os fornecedores de equipamentos pedem para que se procure os resultados com a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros). Mas a resposta desta, quando procurada pelo COMPUTERWORLD, é: “ainda não temos balanço fechado de vendas de TV digital”.

A única empresa que se dispôs a conversar com o COMPUTERWORLD foi a Samsung. Benjamin Sicsú, vice-presidente de novos negócios da companhia, afirma não poder falar de números, mas diz que as vendas foram de acordo com o estimado e que o número é pequeno porque o serviço só está disponível por enquanto na cidade de São Paulo. Para ele, os volumes vão crescer quando a oferta do sinal chegar a mais cidades.

A propósito, o cronograma de lançamento parece estar sendo cumprido (ou quase). Estava previsto para o último mês de janeiro que Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte passassem a receber o sinal. Nesta semana, o ministro das comunicações Hélio Costa esteve na capital carioca para lançamento e disse que logo mais será feito o anúncio nas outras duas cidades.

Até mesmo a linha de financiamento para o varejo anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 02 de dezembro do ano passado, data do lançamento oficial, ainda não saiu. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) diz que esses dois meses que se passaram foi o período de operacionalização de uma nova linha – é a quarta dentro do banco de fomento para a TV Digital, as demais são de conteúdo, pesquisa e para os fornecedores –, mas que ela está perto de ser lançada.

Além disso, não existem novidades em relação aos recursos de interatividade. As empresas continuam pesquisando formas de tornar o Ginga, sistema operacional para fazer a intermediação entre os equipamentos, apto para comercialização, mas nada foi concluído até o momento.

Fonte: Computerworld

Published February 3rd, 2008

Os novos percalços da internet avançada

por Tereza Cristina Carvalho* / Especial para Information Week Brasil

Para justificar investimentos em redes ópticas , é preciso desenvolver serviços e aplicações que fazem uso dos recursos disponívies

Nesta última década, muito se falou sobre os grandes investimentos que as operadoras de telecomunicações fizeram em infra-estruturas de redes ópticas e quanto elas estavam sendo subutilizadas. Tanto nos EUA como no Brasil falava-se de um índice de utilização de 2% a 5% da planta óptica instalada. Assim, era premente que fossem desenvolvidas o que se chamou de killer applications, que seriam aplicações avançadas com requisitos de qualidade de serviço incluindo banda larga, baixos atrasos de transmissão e alta confiabilidade; requisitos esses que podem ser facilmente atendidos por infra-estruturas baseadas em fibras ópticas.

Dentro deste contexto, começou a ser desenvolvida a internet avançada (Internet 2), como uma rede exclusiva para pesquisa, tendo como um dos principais objetivos oferecer infra-estrutura de teste para protocolos e aplicações avançadas. Em termos de infra-estrutura óptica, a internet avançada pressupõe o uso de fibra apagada com geração de sinal óptico pelo próprio cliente e não mais pelas operadoras de telecomunicações. Além disso, estamos evoluindo do que chamamos de terceira geração das redes ópticas para a quarta. Na terceira geração, a regeneração do sinal óptico é realizada eletronicamente, com a conversão de sinal óptico para elétrico e vice-versa para recuperar o sinal de atenuações e distorções ocorridas na sua transmissão pelo meio físico.

Isso implica em limitações da taxa de transmissão na faixa de dezenas de Gbps devido a limitações dos próprios circuitos eletrônicos.  Na quarta geração, a regeneração do sinal é realizada por componentes ópticos, o que permite se atingir taxas de transmissão bem mais altas na ordem de Terabps. Roteadores, comutadores, multiplexadores/demultiplexadores ópticos começam a ser disponibilizados em pequena escala por alguns fornecedores do mercado.

Contudo para justificar os investimentos realizados em plantas de redes ópticas e mesmos na pesquisa e desenvolvimento de novos componentes e dispositivos ópticos, precisamos desenvolver serviços e aplicações que fazem uso dos recursos e novas capacidades de transmissão que passam a estar disponíveis. Tais aplicações e serviços tipicamente são multimídia e integram informações na forma de texto, áudio e vídeo. Surgem a cada dia novos tipos de aplicações avançadas nas mais diversas áreas, incluindo entretenimento, artes em geral, medicina, educação, entre outros.

Cinema e teatro distribuídos
Em outubro deste ano, na reunião anual do Global Lambda Integrated Facility (GLIF), que reúne representantes de redes ópticas experimentais do mundo todo (como por exemplo, LamdaRail, dos EUA, e Canarie, do Canadá), foram feitas demonstrações muito interessantes de aplicações que utilizam esta infra-estrutura de rede. Dentre elas, merecem ser citados os casos do CineGrid e de uma ilha distribuída de edição de filmes. No primeiro caso, trabalha-se com a nova geração de cinema digital, chamada de 4K. Esta tecnologia é 4 vezes melhor que HDTV (TV de alta definição) e 24 vezes melhor que TV padrão em termos de resolução.

Em 2001, promovemos na Escola Politécnica a apresentação de uma orquestra distribuída. A orquestra principal tocava em um auditório maior e outros músicos espalhados em quatro salas de vídeo-conferência acompanhavam o maestro e a orquestra do auditório maior.  Nesta época, a velocidade de comunicação entre os diversos locais era limitada pela capacidade dos sistemas de videoconferência, que operavam a taxas máximas de 2 Mbps.

Além disso, havia o atraso de compressão de vídeo, que chegava até um tempo de música. Isso permitia que a apresentação da orquestra fosse realizada somente unidirecionalmente, da orquestra principal para os naipes de músicos. Hoje, experiências como esta são realizadas com vídeo não comprimido a 30Mbps ou mais, o que reduz em muito o atraso e garante uma melhor qualidade da imagem mostrada. Assim sendo, algumas universidades e escolas de música têm começado a transmitir concertos e aulas de músicas pela Internet 2, garantindo alta fidelidade da qualidade do som transmitido. Como exemplo, pode-se citar a Universidade da Filadélfia, com opções de interatividade com o público remoto durante os intervalos dos concertos e após sua realização.

Diagnóstico à distância
Outra área de bastante destaque é a medicina. Tem-se empregado a Internet 2 para a discussão de segundo diagnóstico entre hospitais parceiros ligados em rede, realização de cirurgia remota e apresentação de aulas envolvendo alunos e professores distribuídos em múltiplos locais. No caso do segundo diagnóstico, por exemplo, tipicamente os médicos trocam os resultados de exames via web e discutem o caso entre eles. O paciente está, normalmente, ausente. Com a qualidade de vídeo não comprimido, pode-se pensar no exame virtual de um paciente remoto presente durante a discussão de casos entre os médicos e, em alguns casos, pode-se arrojar, ainda mais, realizando-se cirurgias com robôs controlados remotamente por médicos.

De todas estas inovações, podem-se delinear as tendências de evolução do mercado de redes ópticas e suas aplicações e serviços. Existe a tendência das grandes empresas em seus contratos com as operadoras de telecomunicações de passarem a exigir a cessão de fibras escuras ao invés de contratar os serviços de transmissão de informações, e isto vem levando as operadoras do mundo todo a repensar seus serviços e a introduzir novos modelos de negócios. Neste item, não podemos esquecer as redes sem fio, que estarão cada vez mais integradas a grandes backbones ópticos, dada a importância que os meios de comunicação móveis vêm adquirindo no nosso dia-a-dia.

Em relação às aplicações e serviços que fazem uso da internet, pode-se antever, nas próximas décadas, o crescimento significativo dos setores da indústria de entretenimento, telemedicina e ensino à distância, bem como de setores que oferecem insumos para estes setores primários. A internet avançada viabiliza o desenvolvimento de pesquisas de ponta, cujos resultados possam ser transferidos para a internet 1, e cria novas indústrias no Brasil e no mundo.

* Tereza Cristina Carvalho é diretora do Centro de Computação Eletrônica e do Laboratório de Arquitetura e Redes de Computadores da Universidade de São Paulo
Fonte: Itweb

Published February 3rd, 2008

Enterasys actualiza switches Ethernet 10G

A Enterasys Networks expandiu a sua linha de switches Ethernet de 10 Gigabits com módulos para plataformas topo de gama e com dispositivos para o extremo das redes. A empresa planeia revelar os novos módulos para a série de routers de núcleo Matrix-X no próximo mês. Estes permitirão ao sistema incorporar até 256 portas de Ethernet a 10 Gigabits numa única rack – o limite anterior era de 128 portas.

O switch da série Matrix-N, o N7, também será melhorado com a duplicação da densidade das portas Ethernet 10G. Para o extremo da rede, a nova série G3 SecureSwitch oferece até 12 portas de Ethernet a 10G. Esta gama foi desenhada para suportar aplicações críticas para os negócios, como telefonia IP, vídeo-conferência de alta definição, aprendizagem à distância, BI, ERP, CRm e conectividade Internet. A série G3 pode ter até 96 portas de Ethernet Gigabit RJ-45 com 10, 100 ou 1000 Mbps com opções de Power over Ethernet (PoE) integradas, ou portas de 1G.

Funcionalidades como controlo de largura de banda, QoS e controlo de políticas de segurança são oferecidas até oito utilizadores por cada porta, baseando-se em visibilidade de tráfego L2, L3 e L4. Actualizações de firmware opcionais podem incluir routing avançado de IPv4 ou routing de IPv6.

Estes lançamentos de Ethernet 10G da Enterasys surgem numa altura em que os seus concorrentes também estão a revelar melhorias nos seus switches Ethernet de alta velocidade. A Cisco, por exemplo, revelou esta semana algumas extensões Ethernet 10G e PoE para a gama Catalyst, a fim de suportar aplicações de elevado desempenho e colaboração em tempo real. E a Juniper deverá revelar na próxima semana a sua entrada no sector de switching para LAN empresariais com uma linha de switches de núcleo e de extremo de rede, com suporte de Ethernet 10G.

Fonte: Computerworld

Published February 3rd, 2008

Conservo adota rede de telefonia IP e reduz custos em 40%

Grupo de empresas das áreas de serviços, segurança eletrônica e patrimonial diz que a tecnologia facilitou a comunicação entre a matriz e as filiais.

Por Redação do COMPUTERWORLD

Para facilitar a comunicação entre suas filiais e obter redução nos custos de telefonia, o Grupo Conservo, formado por empresas que atuam nas áreas de Serviços, Segurança Eletrônica e Segurança Patrimonial, optou pelo uso de uma solução de telefonia IP.

O projeto teve início em 2006 o principal retorno esperado era a facilidade em melhorar a comunicação entre a matriz e filiais. Segundo a empresa, esse objetivo foi atingido na mesma semana em que o sistema foi instalado.

Desde que o projeto entrou em prática, todas as ligações locais e para fora do estado ou País são feitas por meio do PABX IP, fornecido Planetfone. A Conservo também utiliza o recurso da URA (Unidade de Resposta Audível) para receber e enviar documentos de fax diretamente no e-mail de cada usuário. Outro benefício trazido pelo projeto foi a instalação de interfaces de celulares no sistema, que permite a comunicação via celular entre matriz e filial a custo zero.

O PABX IP também permitiu a integração com o sistema de Business Intelligence (BI) da empresa. Utilizando a tecnologia de CTI (Computer Telephone Integration), que é a integração entre computadores e telefones, tem sido possível a geração de gráficos e dados estatísticos sobre toda a área de telefonia da empresa - seja por ramal, por grupo, por usuário remoto ou local – deixando a diretoria a par de toda a estrutura de telefonia.

A empresa diz que, com a redução de custos de 40%, foi possível fazer treinamentos entre filiais, por meio de conferência telefônica. Isso trouxe economia de tempo do nosso colaborador que não precisa mais se deslocar em viagens, pois tudo é feito via telefonia IP.

O retorno total do investimento feito no projeto foi obtido no final de 2007 e a expectativa é de que o investimento seja pago já nos próximos meses, ou seja, menos de 12 meses de projeto.

A meta agora é interligar o sistema com os sistemas de gestão para permitir o fornecimento automático de informações aos clientes, fornecedores e colaboradores.

Com 25 anos de mercado, o Grupo Conservo conta com uma equipe de mais de nove mil colaboradores, composta por profissionais treinados e capacitados, assegurando as melhores soluções em termos de qualidade, produtividade e investimento financeiro.

Fonte: Computerworld

Published February 3rd, 2008

BBC troca tapes por Linux

A BBC UK começa a utilizar computadores com Linux para ajudar à produção os seus programas. A decisão está relacionada com a utilização de tapes digitais, muito dispendiosas e propensas a gerar erros.

Copiar tapes digitais é, segundo Stuart Cunningham, da BBC, um processo demorado que tem de ser realizado em tempo real. “A solução para resolver este problema passa por ficheiros baseados no padrão MXF (material exchange format), que permitem armazenar mais em menos espaço”, afirmou. Assim, a equipa de pesquisa da BBC desenvolveu a solução Ingex para produção televisiva, em Linux, sem utilizar tapes. O Ingex é utilizado para colocar reportagens dos estúdios na suite de edição de pós-produção ao interceptá-la através do padrão de transmissão digital SDI (Serial Digital Interface). A solução já está preparada para imagens de alta definição.

A equipa da BBC montou sistemas Intel dual quad-core com 4GB de ram e 4TB de capacidade de armazenamento em disco com o formato XFS. Este formato foi aquele que obteve melhor desempenho na transferência de vídeos com elevadas taxas de bits para o disco. O sistema operativo a correr neste sistema é o OpenSUSE Linux. “O objectivo é conseguir que a BBC se liberte das tapes e obtenha ganhos no tempo que era necessário ao seu processamento manual”, afirma Cunningham.

As tapes, porém, ainda serão utilizadas para back-ups. Cunningham espera que o novo sistema seja utilizado para armazenamento online e offline na próxima fase da produção, e que a utilização das tapes fique restrita aos back-ups e a recurso para quando algo corra mal. O próximo desafio da BBC passará por migrar o seu enorme arquivo de um milhão de tapes para o formato LTO e, eventualmente, para disco.

Fonte: Computerworld

Published February 3rd, 2008

Orascom surpreende ao anunciar conquista de licença 3G na Coréia do Norte

O país asiático figura como um dos mais rigidamente controlados no mundo e muitos dos cidadãos sequer têm acesso a linhas fixas de telefone.

Por IDG News Service

No movimento que pode ser um dos mais surpreendentes acordos na área de telecomunicações este ano, a empresa egípcia Orascom Telecom informou ontem (30/01) que adquiriu uma licença para fornecer serviços de terceira geração de celular na Coréia do Norte.

A Coréia do Norte figura como um dos países mais rigidamente controlados no mundo e muitos dos cidadãos sequer têm acesso a linhas fixas de telefone. Existem também os que sofrem restrições nos números para os quais podem ligar e todas as chamadas no país são sujeitas ao monitoramento do governo.

As comunicações na Coréia do Norte são freqüentemente monitoradas e todo tipo de transgressão é severamente punido, de acordo com grupos de ajuda humanitária que acompanham aquele país asiático.

A licença de 3G foi conquistada pela CHEO Technology, uma joint venture  da qual a Orascom controla 75% e a Korea Post and Telecommunications detém os demais 25%, segundo a empresa egípcia. A rede será baseada no padrão WCDMA, que também é usada na vizinha Coréia do Sul e no Japão. A China, entretanto, ainda não selecionou um padrão de tecnologia para a terceira geração.

A Orascom informou que a licença de 25 anos lhe garante quatro anos de exclusividade no mercado. Ela pretende investir 400 milhões de dólares entre o pagamento da licença e a construção da rede, que vai cobrir a capital e as principais cidades do país em um ano.

Ela afirmou que pretende oferecer “uma rede de alta qualidade, com serviços de voz, dados e de valor adicionado a preços acessíveis”.

Como a Coréia do Norte é um dos países mais pobres da Ásia, oferecer serviços de telecomunicações “a preços acessíveis” poderá significar, para a companhia, ter um dos preços mais baixos do mundo para a terceira geração.

Uma rede de telecomunicações existente na Coréia do Norte foi lançada em 2003 na capital Pyongyang, mas o acesso a ela sofreu restrições em 2004, depois que uma bomba explodiu em um trem no norte do país que antecedia a passagem do líder Kim Jong Il. Houve suspeita de que a bomba teria sido detonada pelo celular.

Fonte: Computerworld