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Archive for February 4th, 2008


Published February 4th, 2008

Dois rádios digitais: um ótimo e outro ruim

Vivi duas experiências interessantes sobre rádio digital, em viagem recente aos Estados Unidos: uma ótima e outra ruim. Comecemos pela boa experiência. É provável que o leitor tenha conhecimento dos serviços de rádio digital por assinatura via satélite. Há duas empresas que exploram esses serviços e operam nos Estados Unidos, desde 2003. A primeira é XM, com 170 canais, programação totalmente diversificada, com música pop, jazz, clássico, ópera, notícias, esportes, serviços e outros. A segunda é a Sirius, com 193 canais.

Meu primeiro contato com o rádio digital via satélite ocorreu há dois anos, numa viagem de carro, na Califórnia. Há duas semanas repeti a experiência, comprovando a evolução dos serviços, com canais regionais exclusivos para orientação dos viajantes, informações sobre a situação das estradas, sobre eventuais acidentes, localização de postos de gasolina, restaurantes e hotéis.

Os serviços da XM e Sirius passaram a ser rentáveis no ano passado, especialmente depois que a indústria automobilística decidiu apoiar o projeto, incorporando o receptor de rádio via satélite aos carros novos de melhor padrão. Ambas operadoras cobram uma mensalidade de US$ 12,95, sem qualquer limitação de uso.

No pequeno receptor acoplado ao rádio do carro, são mostradas informações sobre a música, autor e intérprete. A qualidade de som equivale à dos melhores CDs. Nenhuma interferência, tudo límpido, para satisfazer até o ouvinte mais exigente de música clássica.

Para alcançar massa crítica e reduzir custos, XM e Sirius decidiram fundir-se e aguardam a aprovação do negócio pela Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês).

O RÁDIO ABERTO

Muito menos positiva foi minha experiência com o rádio digital das emissoras abertas, em AM e FM, com o uso do padrão In Band on Channel (Iboc) ou HD Radio, criado pela empresa Ibiquity. Nesse padrão, o mesmo programa é transmitido simultaneamente, no mesmo canal, tanto no modo analógico quanto no digital.

O maior problema do padrão Iboc é a sua falta de estabilidade ou homogeneidade. Ironicamente, alguns radiodifusores dizem que “ele é ótimo, quando funciona”. Ouvindo algumas emissoras americanas, pude comprovar que o melhor resultado ocorre nas cidades pequenas, em regiões planas e sem grandes obstáculos. No entanto, várias emissoras de AM desligam o sistema digital à noite para evitar interferências.

Em FM, ocorre, entre outros, o problema do atraso (delay) de 8 segundos do sinal digital, em relação ao analógico. Como o alcance do sinal digital é menor do que o analógico, nos limites de sua propagação, a sintonia oscila entre um e outro, com grande desconforto para o ouvinte.

É bom lembrar que, das quase 15 mil emissoras de rádio dos Estados Unidos, apenas 10% aderiram ao sistema híbrido Iboc, quase 6 anos após sua introdução naquele país. Muito menor ainda é a proporção de usuários que decidiram adquirir um receptor digital, cujo menor preço oscila entre US$ 130 e US$ 150.

NO MUNDO

A introdução do rádio digital tem sido um desafio em todo o mundo. Para que a tecnologia pudesse produzir o melhor resultado seria necessário criar uma faixa de freqüência exclusiva para as transmissões digitais. Essa estratégia exigiria a troca de todos os receptores analógicos por digitais.

A idéia de usar o mesmo canal para transmissões analógicas e digitais, adotada pela empresa Ibiquity, parecia ser, em princípio, a grande saída. Mas essa tecnologia ainda não está madura e apresenta os problemas descritos aqui. Na Europa, são propostas novas faixas de freqüência exclusivas para o rádio digital, o que, no entanto, obriga à troca geral dos receptores. Conclusão: ainda temos de esperar uma solução melhor que as disponíveis no mundo atual.

JUSTIÇA

Para finalizar, uma notícia que diz respeito a esta coluna. A Justiça Federal rejeitou pelo mérito a ação movida pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, contra este colunista. Por sentir-se ofendido com as críticas feitas em artigo aqui publicado, na edição de 4 de fevereiro do ano passado, especialmente quanto ao processo de escolha do padrão de TV digital, o ministro ingressou com queixa-crime na Justiça Federal. E o fez mesmo depois de utilizar espaço equivalente, de meia página, cedido pelo Estado, para sua resposta, na edição do domingo seguinte (11/2/2007). Ao julgar o mérito da ação, a juíza Janaína Rodrigues Valle Gomes, da 5ª Vara Federal Criminal de São Paulo, acaba de rejeitá-la por falta de justa causa.

Em sua sentença, a juíza recorda que, conforme a lei, “não constituem abusos de liberdade de expressão a crítica a atos do Poder Executivo e seus agentes, bem como a crítica inspirada pelo interesse público”, e que, na referida coluna, “não se intentou ofender a dignidade” ou o decoro da autoridade, “mas desqualificar sua gestão e atuação como ministro de Estado, tendo o artigo ressaltado expressamente que a vida pessoal do cidadão Hélio Costa não interessava”. Da sentença ainda cabe recurso.

Fonte: Estadao

Published February 4th, 2008

Câmeras GE ganham novos recursos: detector de sorriso e de piscadas, óptica aprimorada, HDTV, GPS e muito mais

São 9 novos modelos anunciados para 2008

PMA 2008

LAS VEGAS–(BUSINESS WIRE)–A General Imaging, licenciada global exclusiva das câmeras digitais GE, acaba de anunciar a próxima geração de câmeras digitais GE para 2008. Nove modelos inteiramente novos vão oferecer um conjunto de atraentes recursos adicionais, inclusive um dispositivo de detecção de sorriso e piscadas, lentes de melhor qualidade e telas LCD que se ajustam às mudanças da luz ambiente. Um dos novos modelos, a câmera E1050, torna a fotografia ainda mais divertida, com a inclusão de HDTV, tela touch screen e capacidade GPS.

Os modelos GE para 2008 estão entre as primeiras câmeras a incluir o dispositivo de detecção de sorriso e piscadas, duas funções separadas que permitem aos usuários capturar a imagem desejada no momento exato.

Mostradas pela primeira vez na feira de negócios PMA 2008, essas novas ofertas elevam a quinze o conjunto total de câmeras da linha de câmeras digitais da GE. Os recursos mais populares do ano passado costura de panorama, detecção de rosto, remoção de marcas vermelhas dos olhos tudo está de volta em 2008, combinado com câmeras mais compactas. A E1050 cria um novo padrão para o conceito feature-rich (riqueza de recursos), com vários atributos inovadores, inclusive:

  • Gravação de vídeo em alta definição
  • Capacidade de playback em HDTV na gravação de filmes e imagens
  • Controles touch screen fáceis para acesso a um número maior de recursos com menos botões.
  • Receptor de GPS que permite ao fotógrafo saber exatamente onde estava quando registrou suas imagens favoritas.

Em geral, esses recursos só são encontrados em câmeras SLR ou câmeras de vídeo, não em câmeras digitais para capturar momentos de maneira simples como a E1050. E, diferentemente da maioria das câmeras com capacidade para HDTV, a E1050 não exige estrutura de apoio adicional.

Considerando-se que também tem lentes equivalentes a grandes angulares de 28mm, a E1050 de 10 megapixels e zoom de 5X oferece tudo o que os apreciadores de câmeras digitais gostariam de ter por apenas 249,99 dólares, preço sugerido para vendas no varejo.

Mantivemos os recursos mais populares do nosso primeiro ano, acrescentamos uma longa lista de novos recursos e melhoramos o desempenho geral, disse Hiroshi Hugh Komiya, presidente e CEO da General Imaging.

Há novos modelos na série A, de nível básico, na série G, ultracompacta e com lentes dobradas (não projetadas), e na série E, de preço médio. Muitos dos novos modelos começarão a chegar às prateleiras do varejo no início do segundo trimestre.

Todos os modelos 2008 incluem detector de sorriso e de piscadas (duas funções separadas). O dispositivo detector de sorriso detecta automaticamente quando a pessoa a ser fotografada está sorrindo e captura a imagem nesse momento. O dispositivo de detecção de piscadas indica, imediatamente depois da fotografia ser tirada, que a pessoa estava piscando, e o fotógrafo pode então tirar outra foto.

As novas câmeras das séries E e G incluem também lentes asféricas de vidro para imagens maiores e reprodução mais precisa da cor, além de telas LCD de auto-ajuste, que se adaptam a mudanças nas condições de luminosidade.

Muitas dessas novas câmeras GE são mais compactas do que as da linha 2007. A G2 e a G3, por exemplo, têm apenas 18 mm de espessura. Em alguns casos, a posição do flash foi alterada, de modo a não atrapalhar o posicionamento dos dedos do fotógrafo. Essas mudanças basearam-se nas opiniões dos consumidores sobre os modelos de 2007.

Desde o início, dissemos que seríamos uma empresa ágil, que atende às necessidades dos consumidores, e as nossas novas câmeras refletem essa filosofia, disse Rene Buhay, vice-presidente sênior de Marketing e Vendas da General Imaging para as Américas Temos a certeza de que as pessoas vão gostar do que verão.

A General Imaging foi formada em 2006, quando Komiya, que tinha se aposentado como presidente da Olympus Imaging Corporation um ano antes, recrutou um grupo de veteranos do setor para criar uma nova fábrica de câmeras. Komiya primeiro convidou Buhay, cuja experiência com aparelhos eletrônicos incluía passagens por Ricoh e ArcSoft. Além disto, recrutou os serviços de uma equipe de design altamente respeitada para criar uma linha de câmeras sofisticadas, com todos os melhores recursos da indústria.

Ao mesmo tempo, a General Electric, que a revista Fortune classifica constantemente como a empresa mais admirada do mundo, estava avaliando a possibilidade de entrar no mercado de câmeras digitais e procurando o licenciado adequado para carregar a marca GE. A visão da General Imaging de desenvolver uma linha de câmeras de tecnologia avançada e com design marcante encaixava-se perfeitamente nas metas da GE e, assim, as empresas assinaram um contrato de licenciamento em setembro de 2006.

As primeiras câmeras digitais da GE foram vendidas pela Home Shopping Network (HSN), no dia 1o de maio, e pela Sears, Kmart e Radio Shack logo em seguida. Várias outras lojas (tanto na Internet quanto em instalações tradicionais) e distribuidores passaram a comercializar os produtos desde então.

As câmeras digitais da GE agora estão disponíveis nos EUA, Canadá, América Latina, Europa e Ásia.

Avançamos muito em um ano, isto é certo, disse Komiya. Mas este é apenas o começo para as câmeras digitais da GE. Viemos para ficar.

Mais informações disponíveis em www.ge.com/digitalcameras.

Fonte: Businesswire

Published February 4th, 2008

Aquisição do Yahoo posicionaria Microsoft como forte concorrente do Google

por J. Nicholas Hoover / InformationWeek EUA

Segundo Steve Ballmer, CEO da corporação, a Microsoft e o Yahoo criariam uma única plataforma de publicidade online

Sede do Yahoo, em Sunnyvale, Califórnia

A aquisição do Yahoo pela Microsoft por US$ 44,6 bilhões, uma das maiores na indústria de tecnologia, posicionaria a companhia como forte concorrente do Google no mercado de serviços, consumo e publicidade online. Mas também representa desafios significativos de integração para ambas as empresas.

“Qualquer processo de integração grande tem riscos associados a ele”, disse Steve Ballmer, CEO da Microsoft, em uma conferência telefônica com investidores para discutir o anúncio. “Poderíamos ter contratado mais engenheiros, mas o mercado continua a crescer, e o líder continua a consolidar sua posição. Não há nada como a chance de unir a engenharia de duas grandes corporações. Uma boa integração realmente poderia acelerar nosso progresso.”

Além de Ballmer, o arquiteto-chefe de software da Microsoft, Ray Ozzie, e outros altos executivos afirmam que a companhia e o Yahoo trabalhariam juntos para criar uma plataforma de publicidade única. Não ficou claro como os portais e outros serviços seriam integrados, mas Ozzie afirmou que uma combinação seria capaz de gerar uma “plataforma social” que poderia tornar-se um novo ponto de entrada para a web. “A combinação desses dois times nos permitiria entregar uma oferta variada de novas experiências aos clientes, que nenhuma das duas empresas conseguiria atingir sozinha”, declara.

A proposta ao Yahoo, a um prêmio de 62% sobre o preço de ações da companhia ao final da quinta-feira (31/01), é um dos sinais mais abertos de que a Microsoft está em busca desesperada por meios de competir com o Google no mundo de publicidade online, um mercado que a Microsoft prevê dobrar de US$ 40 bilhões em 2007, para US$ 80 bilhões em 2011. “Atualmente, este filão é cada vez mais donimado por um único player”, diz um comunicado da companhia. “Juntas, Microsoft e Yahoo podem oferecer uma escolha competitiva, ao mesmo tempo em que atendem melhor as necessidades de clientes e parceiros.”

Kevin Johnson, presidente da divisão de plataformas e serviços da Microsoft, afirmou em uma conferência telefônica, que a Microsoft, sem solicitar, já recebeu feedback positivo de anunciantes e editores sobre a oferta.

A Microsoft comprou a empresa de publicidade aQuantive, no fim de 2007, por US$ 6 bilhões, em sua então maior aquisição. Entretanto, a gigante continua em um distante terceiro lugar no mercado de publicidade online, enquanto o Google detém mais da metade de todo esse segmento e o de buscas. O Yahoo, que não tem como penetrar no negócio de software e desktops corporativos como a Microsoft o faz, enfrenta dificuldades similares. Depois de anunciar cortes de funcionários e queda nos lucros dias antes da proposta, o Yahoo divulgou a saída do ex-CEO Terry Semel do cargo de chairman que ocupava recentemente.

Apesar da possibilidade de que a nova escala trará mais clientes e criará novas oportunidades de produtos, a Microsoft encara um desafio significativo na integração de duas culturas diferentes, e um número significativo de sobreposição de ofertas. A Microsoft e o Yahoo oferecem vários serviços concorrentes, incluindo e-mail, publicidade, busca e portais de internet.

A Microsoft diz que criou um plano de integração que inclui “pacotes de retenção significativos” para os funcionários do Yahoo. “A combinação de propriedades e serviços das duas companhias nos permitirão atingir escala econômica, além de atingir massa crítica de pesquisa & desenvolvimento para entregar rupturas inovadoras”, declarou Johnson em um comunicado.

Apesar de Ballmer, em uma carta ao conselho do Yahoo, ter mencionado escala econômica que “fortaleceria o valor para anunciantes e editores” e compartilhamento de pesquisa e desenvolvimento que produziria “rupturas” em busca, publicidade e novas experiências, a Microsoft e o Yahoo teriam que passar por um período significativo de trabalho para combinar suas plataformas de buscas e publicidade em algo mais simples, como os executivos aludiram nas conversas com analistas de mercado. E a Microsoft teria que se esforçar para manter os usuários do Yahoo, se ela espera integrar os serviços dele com os seus próprios.

Há também a possibilidade de que o trabalho necessário e o valor gasto em dinheiro no Yahoo poderiam ter o efeito de super-valorizar os executivos da Microsoft, questionamento que Ballmer negou taxativamente. Perguntado se a aquisição poderia ter qualquer efeito nas iniciativas da corporação para o mercado corporativo, o CEO simplesmente disse “não”.

No fim do ano, a Microsoft recorreu às leis federais anti-truste quando o Google quis comprar a empresa de publicidade online Doubleclick. Na carta enviada por Ballmer a investidores, está expresso que a companhia esclareceria qualquer questão regulatória na compra do Yahoo. Se a oferta da Microsoft for efetivada, pode até ajudar o Google a concretizar seu negócio com a Doublecick, já que a combinação Microsoft-Yahoo seria um desafio muito maior para o Google do que as companhias separadas.

Mesmo que a Microsoft esteja investindo pesadamente no mundo online, a web não está em seu sangue como está no do Yahoo. O legado da gigante está em desktops e servidores, e o Yahoo é totalmente internet. “A web continua a supreender a Microsoft”, afirma Ian Campbell, CEO da Nucleus Research. “Esperamos que o Yahoo mude a forma da Microsoft de fazer as coisas”.

Fonte: Itweb

Published February 4th, 2008

Frost & Sullivan analisa a possível fusão entre Oi e Brasil Telecom

Acordo das operadoras terá como resultado a companhia com maior capilaridade de rede do Brasil

Se o governo estiver disposto a colaborar, ainda no primeiro semestre de 2008, acontecerá a principal fusão - segundo a Frost & Sullivan, em análise - para o mercado de telecomunicações - Oi e Brasil Telecom. As operadoras rivais analisam maneiras de serem compensadas por esta mudança nas regras atuais.

De acordo com a consultoria, a fusão das operadoras terá como resultado a companhia com maior capilaridade de rede do Brasil, além de um extenso backbone, o que permitirá à empresa não apenas um maior acesso ao usuário final mas também uma maior capacidade de transmissão. Além de já ser líder em suas áreas, a nova empresa se posicionará de forma importante em São Paulo, uma vez que ambas possuem operações de infra-estrutura na região através da Pégasus, Metrorede e Vant.

No cenário de voz fixa tradicional, a nova empresa será uma competidora poderosa, liderando o mercado com mais de 21 milhões de assinantes e pressionará inicialmente os pequenos competidores (espelhos e operadoras de cabo com ofertas de voz). Embora a Telefônica também deva estar atenta a uma possível ameaça, isso só deverá ocorrer com a implementação da portabilidade numérica (prevista para o segundo semestre de 2008), levando ao aumento de competição o que poderá beneficiar o usuário final no médio prazo.

Já no mercado corporativo, a Oi, que tem se posicionado mais próximo ao usuário residencial, será beneficiada por muitos contratos da Brasil Telecom com o governo, concentrando na nova empresa cerca de 40% das receitas do segmento. Para os clientes corporativos esta fusão significará uma maior concentração do mercado, menor competição e consequentemente maiores preços e uma menor inovação de serviços.

A empresa também se tornará líder de mercado nos serviços de banda larga, atingindo cerca de 3 milhões de usuários fixos e, aliada a estratégia de implementação de 3G e WiMAX, será a única empresa com a mesma abrangência da Telmex (Net - residencial/cabo, Embratel - corporativo/WiMax e Claro - móvel/3G) para a cobertura destes serviços. Isso deverá forçar a Telefônica a acelerar uma estratégia com a Vivo (mesmo que uma união mais comercial do que de operacional).

O fato da Oi ter adquirido as licenças para operar em 3G em São Paulo, permitirá uma abrangência nacional. Contudo, a nova empresa teria somente 16,5% de marketing share e com cerca de 20,2 milhões de usuários, a nova empresa só deverá pôr em cheque as três grandes do setor: Vivo, Claro e TIM no médio prazo. Para isso, ela deverá se valer da portabilidade numérica para uma entrada mais agressiva e uma estratégia bem sucedida em 3G.

Os usuários de telefonia móvel da Brasil Telecom seriam os mais beneficiados, pois a nova empresa ganharia em escala na negociação de handsets, que poderiam ser repassados sob forma de promoções e incentivos para aquisição e fidelização dos usuários. Além disso, a necessidade de uma proposta mais agressiva poderá definir pela continuidade da estratégia da Oi de comercialização de chips desbloqueados.

Fonte: Itweb

Published February 4th, 2008

Microsoft: proposta é vantajosa para acionistas do Yahoo!

Numa carta endereçada ao conselho diretor do Yahoo!, o executivo-chefe da Microsoft, Steven Ballmer, detalhou e justificou a proposta apresentada hoje de fusão entre as duas empresas. Segundo a oferta, a Microsoft propõe a compra de ações do Yahoo! por US$ 31 por ação.

Esse valor será pago em dinheiro ou por meio de 0,9509 por ação da Microsoft. A Microsoft vai oferecer a cada acionista do Yahoo! a capacidade de escolher o pagamento em dinheiro ou por meio de ações da Microsoft.

Ballmer observou que sua proposta representa um prêmio de 62% acima do preço de fechamento da ação do Yahoo! em 31 de janeiro (ontem), de US$ 19,18. “O prêmio implícito para os ativos operacionais da companhia é claramente maior quando ajustado para o cash e ativos não controlados, minoritários”, disse o executivo.

“Independentemente da medida financeira que você usar - Ebitda, fluxo livre de caixa, fluxo de caixa operacional, renda líquida ou preço-alvo de analistas - essa proposta representa um valor vantajoso para seus acionistas.” Ballmer disse que as ações da Microsoft representam uma “oportunidade de investimento muito atrativa” para os acionistas do Yahoo!.

Ele salientou que a Microsoft tem gerado um crescimento de faturamento de 15% e aumento nos ganhos de 26% nos últimos três anos. O preço das ações da Microsoft gerou um retorno positivo de 8% ao longo do ano passado, e de 28% num período de três anos, uma performance muito superior à do índice S&P 500.

“Nossa visão é que a Microsoft tem um potencial significativo de alta por causa do crescimento sólido e contínuo no núcleo de nosso negócio, pelo recente lançamento do Windows Vista, e outras iniciativas estratégicas”, disse.

Fonte: Ultimosegundo

Published February 4th, 2008

Microsoft aposta no Yahoo para vencer Google

Gigante do software quer recuperar espaço perdido em serviços na web.
Depois de diversificar atividades, Yahoo enfrentava declínio no mercado.

Foto: Rick Wilking/Reuters

Rick Wilking/Reuters

O presidente da Microsoft, Bill Gates, em discurso de ‘despedida’ na Feira de Eletrônica CES, em Las vegas (Foto: Rick Wilking/Reuters)

Quando o Yahoo foi fundado, em 1994, era apenas um site que catalogava outros sites por ordem de hierarquia. Até o final do ano contava com milhões de acessos e começava a mostrar o caminho do que seriam as ”buscas na internet”.

Nessa época, a Microsoft chegava a seus 20 anos de vida. Tinha no mercado os Windows 3.1 e NT 3.5 e preparava o lançamento do Windows 95.

Veja ranking das maiores empresas de computação
Bill Gates, o presidente da empresa, figurou por 13 anos no topo da lista da revista “Fortune” dos homens mais ricos do mundo - a fortuna, em 2007, era estimada em US$ 58 bilhões.

Com atuação em 120 países e sede em Redmond (Washington, EUA), a Microsoft tem cerca de 79 mil funcionários. Suas ações já produziram, segundo o economista Richard S. Conway Jr, centenas de milionários (10 mil deles a partir do ano 2000), muitos deles na casa dos 30 a 40 anos.

Com a evolução da internet e das tecnologias, as duas empresas diversificaram seus produtos, sobreviveram ao estouro da “bolha” da internet, em 2000, e começaram a enfrentar forte concorrência a partir de 2005.

O Yahoo comprou o serviço de compartilhamento de foto Flickr e tem hoje desde programa de mensagens instantâneas até e-mail e rede de notícias. Com a chegada da web 2.0 e o crescimento das redes sociais, porém, a empresa viu surgirem serviços novos como Facebook, MySpace, YouTube e o todo-poderoso Google, que se tornou a maior empresa de internet no mundo.

 Monopólio e concorrência

Fundado em 1994 pelos estudantes Jerry Yang e David Filo, da Universidade de Stanford, o Yahoo anunciou nesta semana o corte de pelo menos mil funcionários, do total de 14.300. A empresa teve lucro líquido de US$ 205,7 milhões no quarto trimestre, o que significou uma baixa de 23,5%, e para o conjunto do ano registrou lucro em queda de 12,1%, a 660 milhões de dólares.

A Microsoft, depois de enfrentar acusações de monopólio relacionadas ao Windows e ao navegador Internet Explorer, ganhou um concorrente de peso na rede: o navegador Firefox, da Mozilla. Na tentativa de não perder espaço no mercado de redes sociais, a empresa de Gates comprou 1,6% do Facebook em outubro de 2007 - com o principal objetivo de crescer fora dos Estados Unidos.

A “gigante do software” entrou nos mercados de games em 2001, com o console Xbox, e de tocadores digitais com o Zune, em 2006. O lançamento do Windows Vista, em janeiro de 2007, foi considerado problemático pela imprensa especializada. O Vista exige recursos avançados dos computadores, enfrentou incompatibilidade com programas e equipamentos e viu crescer a presença de computadores da Apple e outros com sistemas operacionais gratuitos baseados em Linux.

A compra do Yahoo poderia colocar a Microsoft em condições de competir com o Google, fundado em 1998 e que se tornou a maior empresa de internet do mundo.

Fonte: G1

Published February 4th, 2008

Linux ganha destaque no mercado móvel

Com o mercado de smartphones a ganhar maturidade, o sistema operativo Linux começa a assumir-se como uma das principais plataformas móveis, conclui a ABI Research referindo que, no futuro, os operadores mundiais suportarão apenas o Windows Mobile, Symbian e o já referido sistema open-source.

Este ano será decisivo para o Linux móvel uma vez que não só várias empresas caracterizam o sistema como a tecnologia do futuro, como a Google pretende que este seja o software fulcral na plataforma Android.

Stuart Carlaw, da ABI Research, explica que “o Linux tem um efeito incrivelmente destabilizante no mercado. Será uma forma fácil para um novo competidor no mercado poder entrar sem ter de se associar a círculos de desenvolvimento da Symbian ou da Microsoft”.

Quem trabalha em Linux diferencia-se através da introdução de novas aplicações destinadas a smartphones e telemóveis, o que acaba por dinamizar a oferta no mercado móvel, refere o analista.

Um dos exemplos conhecidos é o caso da OpenMoko que no ano passado começou a vender o primeiro smartphone Linux totalmente baseado em standards abertos. O Neo1973 foi desenvolvido em parceria com a First International Computer e fez-se valer de soluções de código aberto para todas as suas características, incluindo a interface de utilizador.

Mais recentemente, a NXP Semiconductors, uma empresa independente fundada pela Philips, e a Purple Labs anunciaram um equipamento Linux 3G que custa menos de 100 dólares e que combina videochamadas, reprodutor de música, navegação na Internet e vídeo streaming.

Fonte: Tek.sapo