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Archive for February 29th, 2008


Published February 29th, 2008

D-Link cria unidade voltada ao mercado corporativo

Tradicional fabricante de equipamentos de redes para pequenas e médias empresas e usuários finais, a D-Link agora criou uma nova unidade de negócios para atender a grandes clientes, denominada Business Solution.

O portfólio de produtos está dividido em cinco grandes categorias: conectividade e segurança, mobilidade, vigilância IP, telefonia IP e gerenciamento de internet e usuários.

De acordo com o presidente da companhia para o Brasil, Alexandre Wu, até o fim do ano a meta é que a área tenha 20% de participação no faturamento da empresa. Até o final de 2010 a expectativa é que esse percentual chegue a 35%. A D-Link fechou o ano passado com um faturamento de US$ 97 milhões e a previsão para 2008 é de US$ 115 milhões.

Perguntado como a empresa, entrando para o mercado corporativo bem depois dos grandes fornecedores, conseguiria já no primeiro ano essa expressiva participação do segmento na receita total, Wu respondeu que verificou junto aos canais de venda que existem alguns segmentos que não são atendidos satisfatoriamente, sem revelar quais. Já foram cadastrados 45 canais de venda para trabalhar especificamente com os produtos para grandes empresas. A estes vão se somar os 4 mil que a empresa já contava nas áreas de varejo e consumidor final.

Internamente, a D-Link destacou 12 funcionários da área de serviços para atender os novos clientes. “No Brasil temos 122 profissionais na área de serviços, o que é 60% do nosso time que tem 200 pessoas. Desses 10% foram deslocados para atender ao mercado corporativo”, informa Wagner Moita, diretor de serviços da D-Link. Moita explica que o modelo de negócio será o mesmo já usado para os outros segmentos. Ou seja, pode ser por integração ou representação. Integração é quando o cliente fecha o contrato com o canal que normalmente atua também como integrador. No modelo de representação, o cliente fecha o contrato com a D-Link.

Wu explica que a enfoque no mercado corporativo não acontece só no Brasil, mas sim globalmente. “Antes essas vendas eram passivas. Ou seja, os clientes conheciam a solução e nos procuravam. Agora estamos lançando novos produtos a adaptando a estrutura para vendê-los”, finaliza. Helton Posseti

Fonte: Tiinside

Published February 29th, 2008

SEAL TELECOM E VIDYO FIRMAM PARCERIA

PRESS RELEASE

A Seal Telecom, distribuidora especializada em sistemas de comunicação presencial e à distância, acaba de anunciar mais uma parceria firmada recentemente. Trata-se da americana Vidyo, empresa dedicada a desenvolver soluções de videoconferência de alta definição por meio da tecnologia IP.

A grande novidade que o acordo traz ao mercado brasileiro é que a Seal passará a comercializar com exclusividade equipamentos baseados na nova tecnologia de codificação de vídeo escalonável denominada H.264, ou ainda SVC (Scalable Video Coding).

De acordo com Alexandre Novakoski, gerente de canais da Seal Telecom, a técnica de escalonamento de vídeo representa um avanço significativo se comparado com os sistemas baseados em controle de multiponto (MCU). “O sistema SVC é capaz de comprimir uma seqüência de vídeo em diversas camadas suscetíveis de decodificação, gerando inúmeras resoluções possíveis. Essas camadas, por sua vez, proporcionam uma maior adaptabilidade às variações presentes nos sistemas de rede integrada, evitando, assim, que haja perda na qualidade da imagem durante uma reunião em videoconferência, ou mesmo delays indesejados”.

Em recente boletim divulgado pela consultoria americana Wainhouse Research, conhecida mundialmente por analisar o mercado de comunicação unificada, a Vidyo é citada como a “próxima Google”, considerando-se os potenciais de crescimento da tecnologia de vídeo escalonável. “Estou seguro de que essa parceria vem antecipar necessidades de um mercado em plena expansão”, completa Novakoski.

Fonte: Itweb

Published February 29th, 2008

Videoconferência serve biotecnologia no Brasil

A rede de videoconferência da Rede Nordeste de Biotecnologia (Renorbio), no Brasil, foi activada pela primeira vez, no passado mês de Janeiro, através do serviço de videoconferência da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).

Segundo o portal da RNP, o objectivo da Renorbio é acelerar o desenvolvimento da região do Nordeste brasileiro, integrando a formação de recursos humanos ao desenvolvimento científico e tecnológico em Biotecnologia.

Esta rede «trará benefícios imediatos para o desenvolvimento da área de biotecnologia na região nordeste do país, possibilitando que as aulas de pós-graduação e gestão da rede temática sejam realizadas através do serviço de videoconferência da RNP» elucida o gestor de projectos especiais da RNP, António Carlos Fernandes Nunes. Várias universidades federais e estatais, centros de pesquisa, institutos e instituições públicas participam nesta iniciativa.

Este projecto é financiado pela Finep, empresa pública financiadora de projectos vinculada ao MCT, com coordenação geral da Universidade Estadual do Ceará (UECE), gestão financeira da Sociedade Brasileira de Biotecnologia (SBBIOTEC), e gestão técnica e administrativa da RNP.

Fonte: I-gov

Published February 29th, 2008

ABA promove Fórum Internacional de Comunicação Digital

A Associação Brasileira de Anunciantes, ABA, realiza na próxima terça-feira, dia 4 de março, no Rio de Janeiro, o primeiro Fórum Internacional ABA Petrobras de Comunicação Digital.

Além de debater os aspectos fundamentais da mídia digital, atividade que vem ganhando cada vez mais importância na área de comunicação, o evento discutirá a valorização da web como meio gerador de negócios e de suporte operacional mercadológico e o seu uso como canal de comunicação e fator central para agregar valor às marcas.

O fórum será aberto com uma conferência internacional com Jeff Benjamin, Diretor de Criação da Crispin Porter, que falará sobre Comunicação Digital Integrada: o fim das fronteiras entre as ferramentas de comunicação.

Em seguida, haverá o Painel Empresas, que discutirá Os Desafios da Gestão de Comunicação Digital. Casos de sucesso: Coca-Cola e GOL Linhas Aéreas, apresentado por Celso Amereno, gerente on-line da Gol Linhas Aéreas, e por Adriana Knackfuss, gerente de marketing interativo da Coca-Cola Brasil. A moderadora do painel será Patrícia Fraga, gerente de multimeios da Petrobras.

À tarde, estão programados mais dois painéis. Andréa Leal, trade market manager da Microsoft; Leandro de Paula, diretor comercial da Microsoft; e Marco Bebiano, diretor de relacionamento da Google, vão debater A Comunicação se reinventando nos meios digitais durante o Painel Fornecedor. Vinicius Andrade, professor da ESPM e Doutor em Comunicação Digital, será o moderador.

Na seqüência, o Painel Agências vai discutir A convergência On-line / Off-line na prática: os desafios da integração no dia a dia das agências, com a participação de Michel Schwartzman, sócio-diretor de criação da 10’ Minutos Interactive, e Carlos Merigo, analista de tendências da agência Fisher América, e moderação de Leonardo Brossa, gerente de mídia da NDS Comunicação Digital.

O I Fórum Internacional ABA Petrobras de Comunicação Digital será realizado no Centro de Convenções do Barrashopping, das 8h30 às 18h.

Fonte: Revistapublicidad

Published February 29th, 2008

Confusão na TV digital afasta consumidores

Três meses depois do lançamento, emissoras e fabricantes tentam mais uma vez atrair o públicoRenato Cruz

Lançada há três meses, a TV digital ainda confunde o consumidor. As emissoras e a indústria fizeram uma campanha para o lançamento em 2 de dezembro, na Grande São Paulo, mas, mesmo assim, o desconhecimento segura o mercado. “Tem muita gente que compra uma antena parabólica porque não recebe um bom sinal analógico, quando poderia comprar um set-top box (também chamado de conversor), que custa quase o mesmo preço”, afirmou o professor Gunnar Bedicks Jr, da Universidade Mackenzie. “Eles não sabem que podem ligar seu set-top box na TV analógica, e ter uma imagem melhor.”

Um estudo do Mackenzie mostrou 56% das residências na Grande São Paulo recebem um sinal analógico ruim. A qualidade de recepção poderia ser um argumento de venda importante para a indústria e o varejo, mas a mensagem, até agora, tem se concentrado na alta definição, que depende de televisores de alto custo, com telas de plasma ou cristal líquido (LCD).

No lançamento, em dezembro, houve problemas de equipamentos fora da norma, que tiveram que ser modificados pelos fabricantes. Um importador, por exemplo, trouxe televisores portáteis que não conseguiam reproduzir o som do sistema brasileiro. Os programas de TV ficavam mudos.

“Estamos remontando o grupo que reúne as emissoras e a Eletros (associação de fabricantes), para lançarmos uma campanha de sustentação”, explicou Roberto Franco, presidente do Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre. A idéia é, além de retomar a campanha publicitária, trabalhar com varejistas, instaladores e antenistas. A intenção é lançar a campanha o mais rápido possível, até o começo de abril.

A TV digital oferece som e imagens melhores que a analógica. Ela também permite mobilidade e interatividade. A mobilidade está no ar, mas os celulares que recebem TV aberta ainda não estão disponíveis. A interatividade depende do software Ginga, desenvolvido no Brasil, que não está presente nos equipamentos atualmente no mercado. Quem vê a TV aberta e não quer trocar de aparelho, pode comprar um conversor, que custa a partir de R$ 500.

Em dezembro, foram vendidos cerca de 48 mil equipamentos, segundo estimativas da indústria. De lá para cá, houve anúncios de conversores de R$ 180, que não chegaram ao mercado. “Não tenho nenhum número sobre o mercado”, disse Franco. “Mas ninguém esperava um estouro de vendas.”

Ele destacou que em outros mercados a introdução da TV digital não foi rápida. O Japão ficou quase três anos com transmissões experimentais. Na Inglaterra, uma das empresas quebrou e o governo teve que modificar o modelo de negócios. Nos Estados Unidos, onde o sinal analógico vai ser desligado em 17 de fevereiro de 2009, o governo está oferecendo até dois cupons de US$ 40 para que as pessoas que ainda dependem do sinal analógico possam migrar. Lá, existem conversores a partir de US$ 50. “Na Europa também foi dado subsídio”, afirmou Franco.

Um estudo da Nielsen, divulgado este mês, mostrou que 13 milhões de residências americanas não estão prontas para a TV digital. Outras 6 milhões de residências tinham aparelhos de televisão, que não eram os principais, que só recebiam sinal analógico. Durante o período de transição, as emissoras veiculam os sinais analógico e digital, simultaneamente. Nos EUA, o sinal analógico será desligado no ano que vem. No Brasil, a previsão é 2016.

A próxima cidade a receber a TV digital deve ser o Rio de Janeiro, mas as emissoras não ainda não conseguiram fechar uma data única de lançamento, como aconteceu em São Paulo. A perspectiva é que as primeiras transmissões ocorram em abril ou maio. Mas a maioria das emissoras deve começar somente no segundo semestre.

NO COMEÇO

48 mil equipamentos de TV digital foram vendidos em dezembro, segundo estimativas da indústria

R$ 500 é o preço do conversor mais barato no mercado hoje

2016 é o fim da transição para a TV digital no País, quando todos espectadores devem estar preparados

Fonte: Estado

Published February 29th, 2008

Portabilidade numérica valerá a partir de agosto, diz Anatel

A partir de agosto, os usuários de telefone fixo ou móvel que mudarem de operadora dentro de seu código de área poderão manter o número, conforme anunciou nesta terça-feira (12/2) o presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg. Segundo ele, a portabilidade numérica será implantada gradualmente até março de 2009.

Sardenberg aconselhou a todos que mantenham os números de seus aparelhos. “Guarde o número, porque perder o número, trocar o número é um prejuízo pessoal para o relacionamento com família e amigos. Se for de empresa o prejuízo é maior ainda”, disse. Segundo ele, a manutenção do número é de interesse tanto para o indivíduo quanto para a coletividade.

O presidente da Anatel disse ainda que o sistema de telefonia celular começa um quarto ciclo. Na primeira fase, de 1996 a 1998, foi implementado o serviço móvel, com a criação da infra-estrutura em regime de duopólio (com duas empresas por área). Na segunda fase, de 1999 a 2006, houve a introdução da competição plena e de novas tecnologias.

“Foi o período em que já havia quatro operadoras nacionais e melhoria da qualidade dos serviços prestados”, afirmou. Os anos de 2007 a 2010 compreendem o terceiro ciclo, em que gradativamente estão sendo ratificados os modelos de competição. No final do período, 100% dos municípios brasileiros deverão estar cobertos com os serviços telefônicos e a introdução da banda larga móvel (3G) em pelo menos 3,6 mil cidades.

“A partir de amanhã, quando será ampliado o atendimento aos direitos dos usuários, estará sendo iniciado o quarto período para a telefonia no país”, anunciou Sardenberg. Entre esses estão pagar somente valores devidos, obter nova conta se encontrar erro de cobrança e receber em dobro os valores pagos indevidamente.

As novas regras prevêem também a possibilidade de mudar de plano a qualquer momento, o recebimento do contrato de assinatura com seus direitos e deveres, o cancelamento do contrato em até 24 horas, e o cancelamento de benefícios e promoções.

Em relação ao atendimento, o novo regulamento obriga o registro das reclamações e ordens de serviço, além do recebimento imediato do protocolo para acompanhar os pedidos. Pelas novas regras, os usuários de telefones pré-pagos passam a ter o direito de inserir créditos e somá-los aos existentes. O prazo de validade dos créditos foi ampliado de 90 para 180 dias.

Todas as mudanças, que garantem os direitos dos usuários, deverão estar afixadas nas lojas de telefonia. Reclamações podem ser feitas pelo telefone 0800-33-2001.

Com informações da Agência Brasil.

Fonte: Tiinside

Published February 29th, 2008

Oi anuncia lucro líquido de R$ 2,4 bilhões em 2007

Neste ano, companhia prevê investimento de R$ 4 bilhões em telefonia móvel

A Oi revela os resultados do ano fiscal de 2007. A operadora de telecom obteve receita bruta de R$ 25 bilhões e a receita líquidade R$ 17,6 bilhões. O lucro líquido consolidado atingiu aproximadamente R$ 2,4 bilhões.

A companhia ampliou de 14%, em 2006, para 18% sua participação na receita bruta consolidada da companhia, refletindo a estratégia vencedora de convergência de serviços.

O consolidado chegou a R$ 6,5 bilhões, com aumento de 6,5% em relação a 2006. Os investimentos totalizaram R$ 2,3 bilhões. Deste montante, 76% foram destinados à telefonia fixa (a maior parte banda larga) e o restante, à telefonia móvel.

Ao fim de 2007, a dívida líquida da empresa totalizava R$ 2,7 bilhões, o que equivale a 41% do Ebitda acumulado em doze meses. O saldo de caixa e aplicações financeiras alcançou R$ 6,7 bilhões.

Já o provedor Oi Internet terminou 2007 com aproximadamente 3,7 milhões de clientes. Deste total, 2,9 milhões utilizavam o acesso discado e cerca de 770 mil haviam aderido ao serviço de banda larga. O provedor está presente em mais de 2,2 mil localidades.

Investimentos e telefonia móvel

A companhia pretende desembolsar cerca de R$ 4 bilhões em 2008. No ano passado, o investimento foi de R$ 2,3 bilhões.

A expansão dos investimentos neste ano será determinada, entre outros fatores, pelo início das operações em terceira geração (3G), a entrada da companhia no mercado de telefonia móvel do Estado de São Paulo (tanto em segunda como em terceira geração) e a implementação da portabilidade numérica, que começará a ser oferecida em agosto em algumas cidades e evoluirá gradualmente até o primeiro trimestre de 2009.

Em telefonia móvel, a Oi espera encerrar o ano com 18 milhões de usuários em telefonia móvel apenas na Região I, o que significará aumento de 13% em relação ao fim de 2007.

Fonte: Itweb

Published February 29th, 2008

Microsoft vê avanço do Windows no mercado de servidores

Por Daisuke Wakabayashi

SEATTLE (Reuters) - O sistema operacional Windows para servidores poderosos, da Microsoft, continuará a ganhar mercado diante dos rivais Linux e Unix, declarou na quarta-feira o encarregado da divisão de servidores e ferramentas de software do grupo.

A divisão tem espaço para crescimento mesmo em um ambiente de desaceleração da economia dos Estados Unidos, disse Bob Muglia, vice-presidente sênior da divisão de servidores e ferramentas da Microsoft.

O lançamento do Windows Server 2008, uma atualização de seu sistema operacional para grandes servidores, ajudará a Microsoft a estender a tendência de ganho de mercado diante do Linux, um adversário relativamente novo, e do velho oponente Unix, ele disse.

“Nos últimos seis meses vimos (ganhos de mercado em) aceleração”, disse Muglia em entrevista telefônica em um evento de lançamento do Windows Server 2008. “E prevemos que isso venha a continuar.”

De acordo com o grupo de pesquisa Gartner, a participação do Windows nos embarques mundiais de servidores cresceu em um ponto percentual, para 66,8 por cento, em 2007, ante o ano anterior.

O sistema Linux, de fonte aberta, caiu em um ponto percentual no ano passado, para 23,2 por cento, e o Unix caiu a 6,8 por cento em 2007 ante 8,1 por cento em 2006.

A Microsoft se beneficiou, de acordo com Chris Voce, analista da Forrester, ao melhorar suas ofertas no segmento de servidores usados para hospedagem de sites.

Muitos criadores de software anteriormente optavam por um pacote de software de fonte aberto incluindo o Linux, o Apache e o programa MySQL, de gestão de bancos de dados, produzido pela Sun Microsystems

O Windows Server 2008, sucessor do Windows Server 2003, é o principal produto em um ciclo de atualização do grupo Microsoft para servidores e ferramentas de software, uma unidade que há 22 trimestres consecutivos vem registrando crescimento de receita superior a 10 por cento.

Daqui a alguns meses, a Microsoft planeja lançar a nova versão de seu software SQL Server, para gestão de banco de dados.

Fonte: Br.reuters

Published February 29th, 2008

“O Windows Server 2008 simplifica a autenticação”

A Microsoft lançou esta semana, nos Estados Unidos,  o Windows Server 2008n com grandes expectativas até porque o novo software deverá, nas esperança do fabricante, desencadear um processo mais consistente de adopção, do Windows Vista. Cá em Portugal o produto só será lançado a 11 de Março, durante o TechDays. Contudo José Grilo, responsável da área de Server & Tools da Microsoft Portugal, responde já a algumas questões sobre o software.No desenvolvimento do novo Windows Server 2008, a Microsoft esteve particularmente atenta a quatro áreas: segurança, virtualização produtividade na Web e BI. Para já, diz quem testou o novo software que ele oferece melhorias significativas na segurança e facilidade de gestão. José Grilo explica algumas das novidades do servidor, como por exemplo o Server Core: uma configuração minimalista que pode desempenhar vários papéis de servidor como DNS, DHCP, ou componentes de  Active Directory, mas não aplicações.

Computerworld: O que traz de novo o Windows Server em termos de controlo de acesso à rede?

José Grilo –  No Windows Server, toda  esta função é feita por software (Network Access Protection) , e portanto não há nenhuma máquina dedicada para fazer esta função. São atributos do sistema operativo que pode ser configurado para funcionar nesta forma.

Computerworld: É uma das funções que pode ser desempenhada numa configuração do tipo Server Core?

José Grilo – e. O Server Core constitui uma base mínima e depois pode ser-lhe atribuída só uma função, ou uma série delas, se a máquina tiver capacidade para isso.

Computerworld – A pressão para usar funções de NAP é a mesma cá do que nos Estados Unidos?

José Grilo –  Os vários inquéritos que fizemos aos vários gestores de TI dizem que a segurança é a preocupação na cabeça de qualquer um. Uma falha nesse aspecto coloca em risco o negócio, e o NAP pode ser peça crucial para neutralizar penetrações não desejadas. Há várias formas de invadir uma rede, mas com o NAP podemos diminuir o risco. Acho que é uma forma muito económica de promover esse tipo de prevenção. Eu preciso de ter confiança nos computadores que vão entrar na rede da empresa.

Computerworld – Quais foram as indicações manifestadas pelas pessoas que testaram o servidor cá em Portugal? Que correcções foram sugeridas?

José Grilo – As apreciações iniciais têm sido positivas. Ao contrário do caso de outros produtos nossos, as funcionalidades do sistema operativo foram estabelecidas em definitivo muito cedo. Por isso, foi possível concentrar esforços na optimização desses elementos.

Computerworld – Isso marca uma mudança de estratégia de desenvolvimento de software?

José Grilo – Não, não é global. Por exemplo, o SQL Server ainda não tem as suas funcionalidades completamente fechadas. E na mesma fase de desenvolvimento o Windows Server já.

Computerworld – Que outras funcionalidades mereceram atenção por parte de quem já experimentou o Windows Server?

José Grilo – As funcionalidades do Terminal Server Gateway provocaram entusiasmo. E existe uma funcionalidade que ainda não foi suficientemente explorada, mas acho que deverá ter sucesso muito grande: o servidor Web, ou Internet Server. Sobretudo devido à nova arquitectura modular que tem. Hoje há uma forte tendência para o crescimento dos serviços de alojamento. As empresas que operam neste mercado deverão a apreciar o facto de não colocar limites na utilização da base de dados. Antes impunha dois tipos de limites: referente ao espaço endereçável e relativo à tecnologia das bases de dados.
Outras facilidades para o alojamento são a facilidade de integração com o .Net. É muito mais simples a forma como se tem de desenvolver e disponibilizar as aplicações sobre o servidor de Internet. Além disso, gestão foi melhorada porque a capacidade de reporting do que se passa no interior do servidor de Internet.

Computerworld – As funcionalidades para o hosting ainda não foram experimentadas por clientes porquê?

José Grilo – Ainda não fizemos a devida divulgação dessas funcionalidades. E depois é um mercado que ainda está a emergir e os fornecedores ainda estão a planear a sua estratégia. Mas já temos cliente que anunciou a disponibilização de serviços sobre o .Net. Os testes estão a correr muito bem.

Computerworld – Quais são os defeitos ou aspectos a serem melhorados, segundo as pessoas que testaram o Windows Server?

José Grilo – Até agora não tivemos aqueles comentários do tipo:”era mesmo bom que trouxesse isto…”. As adopções que decorreram envolveram muita pouca interacção com o desenvolvimento nos Estados Unidos.

Computerworld – Quais foram os principais desafios nessas adopções?

José Grilo – A preocupação normal foi a integração das novas versões com as versões antigas: as questões da interoperacionalidade. A migração dos sistemas na qual existe um momento transitório e implica uma coexistência fundamental: os directórios antigos vão ter de funcionar com os directórios novos, com funções sincronizadas. Essa é a parte principal do planeamento que é necessário fazer para a adopção.

Computerworld –  Qual é a importância do BitLocker no Windows Server?

José Grilo – Terá um papel fundamental nos servidores para os quais não se consegue garantir segurança física. Garante que se um disco for removido, dificilmente se conseguirá ler o conteúdo do disco, que estará encriptado. Uma das aplicações mais interessantes é o Read ojkjn, Controller, que tem uma utilidade particular para os domain controllers instalados em agências ou balcões remotos, com máquinas que estão colocadas num bastidor. Por outro lado, não há informação que seja colocada  no servidor que possa ser lida pelo resto da rede: ele recebe informação mas não a transmite. Isso significa que é impossível inserir informação falsa, objectos corrompidos, utilizadores características, que possam afectar o bom funcionamento do directório.

Computerworld – Isso não daquelas medidas de segurança que pode atrapalhar os processos de gestão e manutenção?

José Grilo – Nos ambientes remotos não é necessário alterar aspectos do directório, portanto esse problema não se coloca. O Bit Locker é mais um exemplo de uma funcionalidade que é instalada em cima do Server Core.

Computerworld – Como é que o Server Core contribui para tornar a gestão do servidor mais fácil?

José Grilo – Se eu tenho menos módulos tenho de me preocupar com menos software. E uma das áreas em que a gestão é mais facilitada é na introdução de correcções. Há algumas que só dizem respeito a funções específicas. Logo quando há novas correcções  ou preciso de eliminar alguma vulnerabilidade, não preciso de distribuir por todos os servidores, mas só pelos que têm a funcionalidade activada.
Quando surge um Service Pack, a quantidade de informação a distribuir é muito inferior à necessária no caso de se tratar de um servidor com todas as funcionalidades.

Computerworld – Que vantagens traz o Windows Server 2008 mais directas para o negócio?

José Grilo – Até agora, se um cliente quisesse aceder por via remota ao servidor o que usava era uma VPN, para garantir confidencialidade de informação, não a garante segurança. Com o Terminal Services Gateway, é feita uma verificação de segurança primeiro, e é permitido que o utilizador seja autenticado para aceder a determinada aplicação específica. Com a VPN, o utilizador era autenticado para aceder a um servidor. Em termos de desempenho, o Terminal Services é melhor, e faz a autenticação para as aplicações de acordo com o perfil de cada utilizador. Tem uma integração muito melhor com o directório. No fundo, facilita os processos de mobilidade, ao simplificar a autenticação. E hoje a mobilidade é muito importante para o negócio.

Fonte:  Computerworld