CTBC vê seu lucro líquido crescer 41,6%
A CTBC, empresa de telecomunicações do grupo Algar, registrou lucro líquido de R$ 25,2 milhões em 2007, um aumento de 41,6% em relação ao ano anterior. A receita bruta da companhia passou de R$ 1,448 bilhão, em 2006, para R$ 1,512 bilhão em 2007, um crescimento de 4,5%.
O Ebitda de 2007, retirando os fatores pontuais não recorrentes, foi de R$ 323,4 milhões, 3,1% maior que o de 2006, o que, com a redução de 13,1% nas despesas financeiras líquidas, propiciou um aumento do lucro.
O investimento total que a CTBC realizou em todas as suas áreas de negócio (Capex), em 2007, foi de R$ 159,9 milhões, 27,3% a mais que em 2006. Deste total, 21% foram destinados à implantação de sua rede NGN, 17% à área de expansão e 11% à banda larga. As informações são do relatório de administração da empresa, que apresenta as demonstrações financeiras consolidadas da companhia de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2007.
Segundo Marcos Bicalho, diretor de relações com investidores da CTBC, os bons resultados da empresa podem ser atribuídos à expansão de serviços da companhia fora de sua área de concessão e à capacidade da organização de substituir as tradicionais receitas de telecomunicações, em declínio em todo o setor mundialmente, por novas receitas, propiciando a manutenção do faturamento da telefonia fixa e o aumento do faturamento de outros negócios (telefonia celular, e comunicação multimídia).
Na sua área de concessão, a companhia está presente em 304 localidades, distribuídas por 87 municípios de Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul, atendendo cerca de 2,6 milhões de habitantes. Na área de expansão, onde atua desde 2003, a empresa oferece serviços convergentes para as regiões de Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Goiânia, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro e São Paulo. No total, a CTBC fechou 2007 com 1,202 milhão de clientes em telefonia fixa, celular e banda larga, um aumento de 4% em relação ao ano anterior.
Só em telefonia fixa, a base de clientes apresentou aumento de 0,8%, enquanto o setor sofreu redução de 0,5%. Isso porque, no final de 2007, 31% da base de telefonia fixa da CTBC era composta por planos pré-pagos. Parte importante do foco estratégico da empresa, o setor de telefonia celular aumentou sua carteira de clientes pós-pagos, que passou de, 116 mil, em 2006, para 127 mil no ano seguinte.
“Esse número representa a maior percentual base da indústria brasileira de Telecom (35%) e faz da CTBC referencial de mercado no indicador ARPU (receita média por usuário), que encerrou o quarto trimestre de 2007 em R$ 63,00”, afirma Bicalho. Houve, também, crescimento em 40% do número de acessos à internet banda larga, com adição de 53 mil novos clientes neste último ano.
Em 2007, a CTBC redefiniu sua missão e resgatou em sua história o conceito “gente servindo gente”, que sempre permeou os negócios não só da CTBC, mas de todo Grupo Algar. Neste sentido, iniciou um importante processo de reorganização das áreas internas para garantir um atendimento ainda mais preciso, personalizado e ágil a seus clientes.
Logo no início do ano, a empresa colocou em prática seu programa chamado “i.você”, que prevê, para os próximos anos, a migração de todas as redes para uma rede sobre o protocolo IP, ou de próxima geração (NGN). Para essa iniciativa, foram destinados, em 2007, 21% dos investimentos totais da companhia.
Em junho, passou a ter uma relação mais estreita e transparente com o mercado, principalmente após a realização de sua primeira emissão pública de debêntures, sob as regras da CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Em dezembro, a empresa adquiriu o direito de oferecer serviços com a tecnologia 3G na freqüência 2.100 MHz para toda sua área de concessão, onde já opera com tecnologia GSM e possuía licença 3G na freqüência 850 MHz, onde poderá ofertar produtos de terceira geração.
“Com essa autorização, a CTBC passará a oferecer a seus clientes facilidades como a utilização de aparelhos móveis para acessar a internet banda larga, com transmissão e recebimento de dados, vídeos, imagens e músicas”, completa Bicalho.
Para 2008 e próximos anos, as apostas de investimentos e crescimento estão no avanço da tecnologia IP e na rede NGN. No segmento de telefonia celular, as operações com a tecnologia 3G serão o principal foco da companhia.
Na área de expansão, a empresa reforçará sua atuação junto às pequenas e médias empresas, oferecendo soluções integradas para o ambiente corporativo. Já na área de concessão, a CTBC pretende manter sua estratégia na fidelização dos clientes, com relacionamento e oferta de melhores pacotes de soluções convergentes aos seus usuários.
Fonte: B2bmagazine
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