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Archive for March 7th, 2008


Published March 7th, 2008

Aécio quer transformar a Cemig em empresa de telecomunicações

Ainda não está claro, do ponto de vista legal, se uma empresa de energia pode oferecer os serviços.

No momento em que todo o mercado de telefonia aguarda a fusão Oi/BrT e seus desdobramentos sobre o setor, está em gestação uma nova empresa de telecomunicações. O governador mineiro Aécio Neves encomendou à Secretaria de
Desenvolvimento um estudo para a criação, no âmbito da Cemig (companhia de energia), de uma subsidiária voltada à transmissão de dados, imagens e até mesmo voz em Minas Gerais.

A missão desta “Cemig Telecomunicações” será amarrar e alavancar operações e projetos dispersos já desenvolvidos pela estatal e, a partir daí, oferecer serviços integrados de telecomunicações. Isso significa juntar a estrutura da Infovias – empresa controlada pela Cemig e que possui mais de 1,3 mil quilômetros de cabos ópticos em Minas Gerais – e o Projeto PLC (Power Lines Communications), tecnologia que permite transmissões em banda larga por meio da rede elétrica.

Desde 2001, a Cemig oferece em algumas áreas do estado serviço de internet através do sistema PLC, mas a operação ainda tem pequena abrangência territorial e modesto retorno comercial.

O projeto do governo mineiro é uma espécie de “Ovo de Colombo” das telecomunicações. A parte mais complexa e onerosa do projeto já está amortizada – a rede de fios elétricos da própria Cemig e a estrutura de cabos ópticos da Infovias. Basta só colocar o projeto em pé, ou seja, sistematizar uma operação capaz de aproveitar as sinergias já existentes e seu potencial tecnológico e, sobretudo, comercial.

A Cemig tem o principal: a última milha. Com isso, poderá ampliar a oferta de serviços tanto ao mercado corporativo quanto ao consumidor residencial, leia-se a comunicação de dados e imagem em alta velocidade.

Como já está se tornando hábito em projetos governamentais que envolvem acesso à internet por banda larga, Aécio Neves não deixará de aproveitar o forte apelo social da operação. O estado poderá usar esta nova estrutura para intensificar o processo de inclusão digital da rede pública de ensino.

No limite, a Cemig poderá ainda oferecer serviços de voz em telefonia local, concorrendo diretamente com Oi, Net e CTBC. Tudo dependerá da questão regulatória.

Do ponto de vista legal, ainda não há muita clareza sobre a possibilidade de uma empresa do setor elétrico atuar na telefonia fixa. Esta dúvida começará a ser dissipada nas próximas semanas, quando a Copel enviará à Anatel um pedido formal para oferecer serviços de voz no Paraná por meio de sua rede elétrica.

Fonte: Cidadebiz

Published March 7th, 2008

Teles: caixa e margem na AL fazem Moody’s traçar perspectiva estável

A Moody’s Investors Service avalia que os fundamentos de crédito das empresas latino-americanas de telecomunicações devem seguir estáveis nos próximos 12 a 18 meses. A justificativa, conforme relatório da agência de classificação de risco, está no “robusto fluxo de caixa, nas elevadas margens e na ampla liquidez” dessas companhias.

Como fator de risco para as receitas, a Moody’s menciona a forte pressão competitiva na região.

“No geral, espera-se que a maior parte das empresas de telecomunicação gere níveis estáveis de fluxo de caixa operacional, ajudando a financiar despesas elevadas com investimentos de capital e possível atividade de fusões e aquisições”, declara a analista-sênior da Moodys, Nymia Almeida, no relatório “Latin America Telecom: Six-Month Industry Update”, divulgado hoje à imprensa.

A analista frisa, porém, que a competição será o principal desafio ao setor na América Latina. “A portabilidade numérica e a oferta de novos produtos de telefonia celular baseados na tecnologia 3G (terceira geração) devem aumentar a competição no setor à medida que as operadoras tentam atrair novos clientes para suas redes”, explica. Além da concorrência mais acirrada, podem afetar os ratings das empresas de telecomunicações, no médio ou longo prazos, mudanças no arcabouço regulatório e “o conseqüente desempenho das margens operacionais e fluxos de caixa”.

Apesar de concluir que a “concorrência feroz” pode pressionar as margens operacionais e que os pesados investimentos podem consumir parte dos saldos de caixa acumulados, a Moody’s diz esperar que as empresas mantenham, no médio prazo, “uma abordagem conservadora em relação à alavancagem financeira”. Por este motivo, pondera a especialista da agência de rating, “as atuais condições adversas do mercado financeiro não constituem uma ameaça para as empresas de telecomunicações na América Latina”.

No relatório semestral, a Moody’s enuncia que espera um avanço médio de 5% das receitas do setor de telecom em 2008 na América Latina. A expectativa é de que as margens operacionais das operadoras da região fiquem na faixa de 20% a 40%, “devido aos contínuos esforços de cortes de custos e maior consolidação no setor”.

Fonte: Ultimosegundo

Published March 7th, 2008

Anatel aprova compra da Amazônia Celular pela Oi

Por Gerusa Marques

Agência Estado O conselho diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou hoje a compra da Amazônia Celular pela Oi. O negócio foi fechado em dezembro do ano passado por R$ 120 milhões e aguardava anuência prévia da Anatel para que a transação fosse concluída. A empresa pertencia ao grupo Telemig Celular, que foi adquirido pela Vivo em agosto de 2006.

No entanto, para a Vivo só interessava ficar com a empresa mineira, onde ela ainda não possuía cobertura de telefonia celular. Desta forma, a Vivo vendeu a Amazônia Celular para a Oi. Ao anunciar o negócio, a Oi disse que a Amazônia serviria para aumentar sua cobertura nos Estados do Amazonas, Pará, Amapá, Roraima e Maranhão, o que contribuiria também para o cumprimento de metas previstas nas novas licenças de terceira geração (3G).

A região amazônica estava vinculada à licença de 3G da região da grande São Paulo. A assessoria de imprensa da Anatel não deu detalhes se o conselho da agência estabeleceu alguma exigência para aprovar o negócio.

Fonte: Portalexame

Published March 7th, 2008

Anatel fará novo leilão de 3G até julho

LORENNA RODRIGUES - da Folha Online, em Brasília

O presidente da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), Ronaldo Sardenberg, disse nesta quarta-feira que será feito um novo leilão de freqüências de terceira geração (3G) ainda neste semestre.

Em dezembro do ano passado, a agência leiloou quatro bandas de freqüência para celular, reservando uma quinta para ser vendida posteriormente. A intenção da Anatel era que uma nova operadora pudesse entrar em cada área do país, já que em praticamente todo o Brasil atuam quatro empresas por região.

“Com a iniciativa, estamos pensando em atrair novos investimentos, possibilitar o uso integrado das redes e ganhos operacionais que resultam em menor preço para o usuário”, disse Sardenberg, durante o 2º Acel ExpoFórum, que debate o setor de telefonia celular.

A tecnologia 3G permite maior velocidade na transmissão de vídeos e fotos, acesso à internet pelo celular e pelo computador usando o aparelho como modem. Além disso, é possível assistir televisão em alguns aparelhos. No leilão do ano passado, a Anatel arrecadou mais de R$ 5 bilhões.

Fonte: Folha

Published March 7th, 2008

BrT escolhe fornecedores e lança sua operação 3G em março

A Brasil Telecom escolheu esta semana, após uma acirrada concorrência, dois fornecedores – Ericsson e ZTE - para a implantação da infra-estrutura da sua rede 3G. A operadora lançará a operação 3G nas capitais da sua região até o fim de março próximo. O resultado da concorrência foi anunciado na última segunda-feira à noite (11/02).

A sueca Ericsson será a fornecedora do core da rede. A mesma empresa também está encarregada de fornecer 80% dos equipamentos da rede de acesso, que serão utilizados nos estados GO, PR, SC, RS e no DF. Já a chinesa ZTE será responsável pelos equipamentos de acesso que serão usados no AC, RO, MT, MS e TO.

A tecnologia 3G representa uma perspectiva importante para a oferta de novos serviços, com os recursos previstos nesta modalidade como alta velocidade, gestão de qualidade de serviços, escalabilidade, segurança e mobilidade irrestrita. Trata-se de uma perspectiva importante para a oferta de serviços diferenciados. Será possível, por exemplo, além do acesso móvel à internet em alta velocidade, oferecer serviços como Mobile TV, vídeo comunicação, compartilhamento de vídeos, jogos em alta velocidade, entre outros, que aliam a alta capacidade ao conforto da mobilidade.
Fonte: Assessoria
Autor: Assessoria

Published March 7th, 2008

3G impulsiona banda larga no Brasil na classe C

Ao contrário dos países europeus e asiáticos, onde a terceira geração da telefonia móvel - que já existe há alguns anos - se concentra nas classes mais altas, no Brasil a banda larga móvel deve se situar na base da pirâmide. A afirmação é de Pedro Ripper, presidente da Cisco do Brasil. Para o executivo, a 3G deve se beneficiar das recentes mudanças no panorama social do País, que viu, nos últimos anos, uma grande migração de pessoas da classe D para a C.

Ripper participou do anúncio dos últimos dados do Barômetro Cisco da Banda Larga, estudo realizado pela IDC, com patrocínio da Cisco, sobre a evolução da banda larga no Brasil. O documento aponta um avanço de 30,5% no número de conexões fixas no ano passado, em comparação a 2006. Foram registradas, no período, 1,74 milhões de novas conexões, que fizeram o País atingir a marca de 7,493 milhões de links.

Pela primeira vez (o estudo é realizado desde o fim de 2005), o Barômetro mensurou o número de conexões de banda larga móvel. Em 2007, foram registradas 602 mil conexões. No último trimestre do ano passado, período em que se intensificaram as ofertas por parte das operadoras móveis, o crescimento desse tipo de acesso foi de 124%.

Segundo Vinicius Caetano, analista de Telecomunicações da consultoria IDC, na maioria dos casos as conexões móveis estão sendo adquiridas em substituição às fixas. Ou seja, o mercado, na realidade, é um só para operadoras fixas e móveis. Mesmo considerando que uma parte dos usuários da mobilidade conta, também, com uma conexão com fio, o que se vê, geralmente, é um “roubo” de clientes das fixas.

O lançamento de serviços de terceira geração pelas operadoras de telefonia celular, no fim do ano passado, fez o preço desse tipo de conexão chegar a patamares praticamente iguais aos das fixas, em alguns casos até menor. Além disso, nas móveis, o usuário tem a facilidade de  não contar com um plano de voz para contratar o serviço, o que favorece principalmente as classes mais baixas. 

Ripper destaca, ainda, que a oferta móvel começa a chegar a municípios onde as fixas não atendem. Além disso, se o grande crescimento do mercado de computadores — hoje o Brasil é o quinto maior mercado mundial, segundo a IDC — favoreceu a adoção da banda larga fixa, o mesmo deve ocorrer com as conexões móveis em relação ao aumento do mercado de notebooks.

As conseqüências desse cenário são favoráveis ao consumidor. Segundo o presidente da Cisco, os preços das conexões, que se mantiveram estáveis no último semestre, devem cair. A velocidade da transmissão de dados, por sua vez, deve aumentar. No ano passado, a faixa de velocidade com maior expansão foi a superior a 1Mbps.

Aumento da meta

O sucesso da oferta de banda larga móvel fez a Cisco rever a meta de conexões para 2010. De 10 milhões, o número subiu para 15 milhões. De acordo com Ripper, a previsão é de um crescimento de 1,5 milhão a 3 milhões nas conexões móveis, o que já levaria o País a um montante de quase 10 milhões. Somando as fixas, o executivo espera atingir a nova marca estipulada.

Porém, nem tudo está fácil  para as operadoras móveis. Existe um grande desafio a ser superado: a voz sobre IP (VoIP). Assim como aconteceu com a telefonia fixa, a telefonia celular pode registrar um declínio do tráfego de voz por conta do uso de softwares como o Skype nos telefones móveis, cada vez mais sofisticados.

Já as operadoras de telefonia fixa devem, além de reduzir os preços para competir, começar uma corrida para a fidelização dos clientes chamados high end, que procuram velocidades superiores a 8 Mbps, o máximo oferecido atualmente.

Fonte: Decisionreport

Published March 7th, 2008

Dígitro registra crescimento de 30%

A Dígitro Tecnologia, registrou crescimento de 30%, em 2007, em relação ao ano anterior. O volume de negócios fechados pela empresa foi da ordem de R$ 108 milhões e o faturamento geral de R$ 91 milhões. De acordo com Ednilson Hummig, gerente de marketing da Dígitro, o principal marco da empresa em 2007 foi a entrada na área de prestação de serviços, com o lançamento da Dígitro Service, uma unidade que gerencia a estrutura de TIC, com serviços avançados de supervisão, gestão de performance e tarifação.

“Lançamos, também, o Digitronet, um modelo de negócios que oferece tecnologia em forma de serviços, aluguel de posições de atendimento e minutos de URA, distribuídos via Internet”, explica. Além disso, a catarinense iniciou 2007 como única companhia brasileira a conquistar a certificação exclusiva do setor de telecomunicações, a TL 9000, que exige níveis elevados de qualidade e provê um benchmarking mundial.

A empresa totalizou 2.450 clientes e um parque instalado da ordem de 6.200 plataformas. Somente no mercado de operadoras, a tecnologia Dígitro viabiliza mais de 3,5 milhões de acessos realizados por dia, cerca de 100 milhões por mês. São mais de 28 mil canais de URA – Unidade de Resposta Audível; mais de 1,3 milhão de caixas postais. Além de ter ultrapassado a casa das 3.700 posições de atendimento; dos 2 mil canais SIP e das 50 mil portas instaladas, que processam cerca de 2 milhões de transações por dia.

Fonte: B2bmagazine

Published March 7th, 2008

Firma criada por hacker ataca proteção DRM

A doubleTwist, firma fundada por Jon Lech Johansen (ou DVD Jon, o hacker responsável pela primeira quebra de proteção de DVD) em março passado, lançou um software que permite que músicas digitais com proteção DRM possam ser compartilhadas entre diversos dispositivos.

Segundo o site The Register, o doubleTwist Desktop permite, por exemplo, que um usuário de Windows possa reproduzir um vídeo criado em um smartphone Nokia em um iPod ou PSP, por exemplo.

O download pode ser feito no site doubletwist.com, que possui adicionalmente um kit de desenvolvimento que pretende espalhar a tecnologia criada pela equipe de DVD Jon.

Johansen explica que a solução criada lida com a complexidade da compatibilidade entre arquivos e dispositivos, e tira essa responsabilidade dos usuários. Em uma analogia, a doubleTwist explicou que o cenário de mídia digital se tornou uma “Torre de Babel” em função do grande número de formatos e tecnologias concorrentes.

Foi criada também a Twist Me, uma aplicação de rede social em versão beta que permite que usuários compartilhem mídia diretamente de seus perfis na rede Facebook e sincroniza dados com o PSP, dispositivos da Nokia da N Series, Sony Ericsson Walkman e Cybershow, o LG Viewt e smartphones com Windows Mobile. Para breve está prevista compatibilidade com o navegador Safari, do iPhone, noticiou o site VNUNet.

Atualmente o doubleTwist Desktop funciona apenas com Vista e XP. Uma versão para Mac OS está prevista para o próximo trimestre.

Fonte: Geek