Oito passos para a Microsoft conseguir ser mais aberta
Editor sênior da InformationWeek norte-americana faz uma breve reflexão sobre a estratégia de abertura da gigante
Recentemente, a Microsoft anunciou uma estratégia de abertura e interoperabilidade. Mas existe muito, muito mais coisas que a gigante precisa fazer para conquistar os céticos endurecidos pelos anos seguidos de concorrência.
Permanece o estigma de que a Microsoft é uma companhia que não quer nada além de rechaçar o código aberto, os padrões abertos e a interoperabilidade. Com as suas diversas iniciativas, neste ano, os oponentes ressurgem para criticar os esforços da Microsoft como sendo desinteressados, mal-direcionados, ou que são pouco mais do que uma atitude de marketing.
Embora alguns desses argumentos sejam válidos, está claro para mim que a Microsoft reconhece uma necessidade de mudança. A web 2.0, a emergência do código aberto e o contínuo impedimento devido aos ataques relacionados à questão da regulamentação criam uma necessidade corporativa de que a companhia realize suas operações de negócios de um modo mais flexível e transparente.
Sendo assim, veja aqui oito iniciativas que a Microsoft poderia fazer para acrescentar verdadeiro valor ao seu compromisso com uma maior abertura:
1. Revelar quais são as patentes que supostamente estão sendo violadas por produtos de código aberto, ou então, retirar as acusações de que o Linux e outros softwares livres estão violando, pelo menos, 235 de suas patentes.
Embora, nos últimos meses, não tenhamos mais ouvido nenhuma ameaça relativa à violação de patentes por parte da Microsoft, o assunto ainda não foi encerrado. “Não existe um meio de eliminar a questão das patentes do contexto da infração às leis”, afirmou para mim, no começo deste ano, um dos mais importantes executivos do setor de propriedade intelectual da companhia, enquanto conversávamos sobre os princípios de interoperabilidade que haviam sido anunciados recentemente.
Enquanto isso, a Microsoft realizou poucas coisas, publicamente, com a finalidade de mostrar como e onde ela acredita que suas patentes estejam sendo violadas, a não ser pela atitude de fazer uma ampla caracterização das áreas às quais se referem tais patentes e por ter divulgado um mapa de protocolos para patentes do Windows Server.
Isso não inspira confiança e faz acreditar que as ameaças da Microsoft com relação a suas patentes não são nada mais do que uma tentativa de difundir medo, incerteza e dúvidas.
2. Dedicar seus desenvolvedores a projetos de código aberto, como o OpenPegasus (software de gerenciamento), para que funcionem na linguagem de programação Python e fazer contribuições além daquelas que sirvam aos seus próprios interesses.
A Microsoft anunciou, no começo deste ano, que iria implantar código aberto no System Center para gerenciar Linux, e que iria trabalhar muito no IronPython, uma implementação em .Net, em código aberto, da linguagem Python. A empresa também utiliza uma implementação de uma interface de protocolo de transmissão de mensagens, em código aberto, em sua plataforma de supercomputação.
A Microsoft deveria mostrar uma atitude de boa-fé, contribuindo para as bases de código central desses projetos, em vez de apenas para as suas próprias implementações, e para quaisquer outros projetos de código aberto que ela decida utilizar. A IBM e o Google fizeram isso, então ela também pode fazer o mesmo.
Fonte: itweb
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