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Archive for June 23rd, 2008


Published June 23rd, 2008

Que tal proclamar a independência de seu PC?

Com softwares livres mais sofisticados e fáceis de usar, é possível usar (quase) só programas abertos e gratuitos. Vale a pena?

A profissional do terceiro setor Marcela Freitas, de 25 anos, usa porque quer liberdade. O estudante Gabriel Moreira, de 20 anos, porque tinha problemas no PC. O agente penitenciário Diógenes de Castro, de 28 anos, porque se encheu da mesmice. Até há pouco restrito a nerds e iniciados, o software livre sai do casulo e chega às pessoas “comuns”.

Já surgem “leigos” que não querem nem saber o que é código de programação, mas que vêem o software de código aberto, com interface cada vez mais simples, como uma alternativa viável ao onipresente Windows e demais programas proprietários, muitos deles pagos. Também é uma opção para quem não quer mais usar softwares piratas.

Você já imaginou ter um PC totalmente “livre”? Se antigamente isso era sinônimo de complicação, programas como Ubuntu, BrOffice e Firefox tornaram ações como navegar na web, digitar textos, ouvir música e assistir a vídeos tão fáceis como no Windows, Office ou Internet Explorer.

“Ao descobrir isso, abandonei os softwares pagos e troquei tudo por programas livres”, diz Marcela. “Assim não fico na mão de uma só empresa (a Microsoft). Sou livre, não pago nada e nem recorro à pirataria.”

O maior ícone atual desse movimento é o Firefox, navegador de internet que pode ser instalado tanto em sistemas operacionais livres (o famoso Linux, do qual o Ubuntu é a versão mais bem-sucedida) como no próprio Windows. Na semana passada, o lançamento da versão 3.0 do programa mobilizou, em 24 horas, 8,3 milhões de pessoas, com 9 mil downloads por minuto. Em um dia, a nova versão já é usada por cerca de 4% dos internautas, aponta a Net Aplications.

Não é uma virada, nem mesmo algo que “abale” as estruturas da Microsoft. Mas já mostra uma tendência de as pessoas buscarem outras opções. Hoje, o Internet Explorer (que já vem integrado ao Windows), é usado por 73,75% dos internautas. O Firefox, por 18,4%. Mas o navegador livre cresce. Há dois anos, tinha 10,7%; o Explorer, 84,1%.

“Trabalhamos para que o software livre seja cada vez mais amigável, para ser uma alternativa”, diz Fábio Filho, gerente do Ubuntu, um sistema operacional livre. “Queremos preservar o direito de escolha”, diz o vice-presidente de marketing do Firefox, Paul Kim.

Fonte: estadao

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Published June 23rd, 2008

Planos e aparelhos 3G ainda custam caro

Se você está disposto a entrar de cabeça no 3G, prepare o bolso. Os celulares mais avançados e os pacotes mais completos saem por boas centenas de reais. Os planos de voz das operadoras têm limites de tráfego e, dependendo do uso que você fizer dos aparelhos, essa quantidade pode ser insuficiente. O jeito é contratar um serviço de dados, que vai acrescentar à sua conta um valor mensal entre R$ 50 e R$ 100.

Aparelhos mais simples, como o Nokia 6120c e o LG MU500, podem até sair de graça, mas para isso é necessário se comprometer com um plano de pelo menos R$ 100 ao mês.

O sofisticado Palm Treo 750, por exemplo, não sai por menos de R$ 899 na Claro –isso se você contratar o plano 900, que custa R$ 376,90 ao mês e inclui 750 minutos de voz, 150 Mbytes de acesso à internet, 200 mensagens multimídia, 200 mensagens de texto e cem minutos de VoIP (voz sobre protocolo de internet).

Se o consumidor escolher o plano 80, o mais modesto (com 70 minutos de voz e 10 Mbytes de dados), o Palm custará nada menos que R$ 1.599.

A TIM oferece 3G para planos a partir de 120 minutos. Isso significa que o cliente vai pagar R$ 96,90 de mensalidade (que inclui minutos locais, pacote viagem, torpedo, fotomensagem e dados) mais pacote de dados. O menor, de 40 Mbytes, custa R$ 19,90. O maior, de 1 Gbyte, R$ 69.

Segundo uma vendedora de uma loja TIM no centro, com um pacote de 1 Gbyte dá para acessar a internet por 140 horas, ou quase seis dias inteiros –”Dá para navegar quatro horas por dia”, disse.

Mas cuidado: o plano de dados se refere a páginas carregadas. Para acessar o Gmail, por exemplo, você clica, no mínimo, em três páginas: o endereço do site, a sua entrada inicial e em um e-mail que você tenha interesse em ler. A cada clique, são consumidos vários Kbytes.

Na Claro, é possível ter 3G a partir do plano 80 –o valor mensal é de R$ 87,90 e inclui 70 minutos de ligações locais, dez minutos de videochamada, dez minutos de TV, 30 fotos, 30 torpedos e 10 Mbytes de dados. O plano com maior tráfego é o 3G 900, com 150 Mbytes.

Depois de estourar o limite estipulado pelo plano de dados contratado, o usuário pode ter sua velocidade reduzida até o fim do mês ou pagar pelos Mbytes excedentes. Por isso, fique atento às cláusulas do contrato, aos asteriscos e às letrinhas pequenas para não tomar um susto ao fim do mês.

O analista de sistema Gustavo Henrique Dias Mileo, assinante da Claro, utiliza seu celular 3G principalmente para acessar a internet –tanto no navegador do próprio celular quanto em computador tradicional, usando o aparelho como modem.

Apesar de não ter reclamações sobre a cobertura e a velocidade do serviço, ele hesita em assinar um plano de dados porque foi informado em uma loja sobre uma limitação que reduz a velocidade até o fim do mês depois de 1 Gbyte baixado. “Estou esperando que eles quebrem essa restrição para fazer o plano”, disse.

Fonte: folha

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