IBM apóia distribuidores Linux no mercado corporativo
A IBM oferece seu suporte a PCs sem Microsoft para o mercado corporativo e lança pacote de software de código aberto para supercomputadores
A IBM colocou sua força a favor das distribuições Linux Canonical, Novell e Red Hat, para impulsionar a oferta, no mercado corporativo, de computadores sem produtos da Microsoft. A gigante também anunciou seu primeiro pacote certificado de software de código aberto para supercomputadores baseados em Linux.
No que se refere à competição com a Microsoft, a IBM e seus parceiros afirmam que há demanda de mercado por PCs menos caros do que os vendidos com o Windows e o pacote Office. As quatro empresas - IBM, Canonical, Novell e Red Hat - acreditam que o Vista está abrindo as portas para sistemas operacionais rivais.
Entre as reclamações do Vista está a de que ele requer computadores com configuração mais poderosas do que as máquinas que rodam XP, versão anterior do Windows. Como resultado, muitas empresas atrasaram a migração para o Vista até o fim do ciclo de vida do hardware que possuem.
A IBM aponta que isto abre uma oportunidade para ela e para as distribuições Linux de trabalhar com parceiros de hardware para oferecer computadores pré-configurados com Linux e a Open Collaboration Client Solution, da IBM, que inclui o Lotus Notes, Lotus Symphony, e Lotus Sametime.
O Notes consiste no programa de e-mail e calendário da IBM, além de outras aplicações rodando sobre o servidor Lotus Domino, também da companhia. O Symphony é o pacote de escritório, que foi lançado sem cobrança em 2007; e o Sametime oferece uma aplicação de mensagens instantâneas e conferências online.
A IBM acredita na possibilidade de que integradores de sistemas e provedores independentes de software desenvolvam aplicações para seus clientes usando o Lotus Expeditor, ferramentas de desenvolvimento baseadas no modelo de programação de código aberto Eclipse.
A IBM cita o caso de uma empresa de TI austríaca, a Vdel, que debutou no grupo de alternativas à Microsoft liderado pela IBM, no leste europeu. A empresa oferece o OpenReferent, hardware com software como o Open Collaboration Client da IBM e o sistema operacional Red Hat Enterprise Linux.
Segundo as empresas, a recepção do novo produto foi particularmente forte no mercado russo, onde os desktops ganharam terreno no serviço postal russo e no hotel Rushotel, de Moscou. A Vdel afirma que as máquinas custaram de 30% a 35% menos do que equivalentes com produtos da Microsoft custariam.
Além da Vdel, a AVnet, distribuidora de TI do Reino Unido, começou a vender desktops similares, rodando SUSE Linux Enterprise da Novell. A Canonical, que oferece suporte para o Ubuntu Linux, vai re-distribuir o Lotus Symphony a partir de seu site, no final de agosto.
Supercomputação
A IBM também anuncia um pacote certificado de software de código aberto para computadores de alto desempenho baseados em Linux. Trata-se do HPC Open Software Stack, disponível inicialmente para os processadores IBM Power6.
O produto, integrado e testado pela Big Blue, destina-se a “facilitar o desenvolvimento” de supercomputadores compostos por muitos servidores reunidos em cluster. O software também pode ser útil no desenvolvimento e execução de aplicações e no gerenciamento e monitoramento de tais sistemas.
“Com cada vez mais tarefas de computação migrando para supercomputadores em clusters, há uma necessidade de software que possa usar eficazmente e gerenciar um grande número de processadores encontrados aí”, diz Dave Turek, vice-presidente de computação profunda da IBM.
O pacote HPC está disponível por meio de um repositório de software online hospedado no centro de supercomputação da Universidade de Illinois.
Fonte: itweb
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