Published January 10th, 2009
Criadores de software livre estabelecem roteiro até 2020
No documento denominado “2020 FLOSS Roadmap” fazem uma série de previsões sobre o papel do software gratuito, livre e aberto (FLOSS) até 2020 além de 80 recomendações à indústria.Um grupo de apologistas do software de código aberto publicou um roteiro para esta indústria até ao ano 2020, apresentado durante a realização da conferência Open World Forum, esta semana em Paris.
Os autores do documento, denominado “2020 FLOSS Roadmap”, fazem aqui uma série de previsões sobre o papel do software gratuito, livre e aberto (FLOSS) até 2020 e fazem também 80 recomendações à indústria. A sua utilização da palavra francesa “libre” vem pôr fim à ambiguidade inerente à palavra inglesa “free,” que também pode significar gratuito.
Neste roteiro é dado um panorama muito optimista para 2020, pois os autores acreditam que, nessa altura, o FLOSS estará presente na maior parte da indústria e contribuirá para reduzir a brecha digital entre ricos e pobres. As redes sociais vão assentar sobre serviços omnipresentes e desenvolvidos sobre cloud-computing aberto. Além disso, permitirão às pessoas interagirem não só com os seus amigos, mas também com empresas e governos. Os CIO que agora se preocupam com os inconvenientes de utilizar produtos de outros fabricantes defenderão o uso do FLOSS e este tipo de software estará no centro de todos os data centers ecológicos, assim como noutros modelos de negócio com baixo impacto no meio ambiente.
Mas alcançar este “nirvana” obrigará a acção e não só da parte dos amigos do open source. Legisladores, educadores, investigadores e inclusive consumidores também desempenharão um papel importante, segundo este documento.
Os governos devem favorecer o uso e desenvolvimento de standards e serviços abertos. Este não é só um assunto do mero campo da ideologia, mas algo que deve ser feito se o que se pretende é um intercâmbio eficaz de dados entre diferentes serviços e sistemas. Tudo isto precisa, portanto, de um contexto legal estável e neutro, em que se possa realizar uma clara definição dos standards e serviços abertos. Um enquadramento legal claro também poderia ajudar a evitar a proliferação de licenças de software.
Os investidores, tanto privados como públicos, devem investir em investigação para o desenvolvimento de tecnologias estratégicas baseadas em FLOSS. Os governos e empresas também deveriam estabelecer programas de formação profissional para educar uma nova geração de criadores de software FLOSS.
Fonte: Computerworld
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