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Archive for January 11th, 2009


Published January 11th, 2009

Setor não se entende sobre destinação do 3,5 GHz

Nem bem 2009 começou e a Anatel já está sendo confrontada com o que deve ser um de seus principais alvos no novo ano: a readequação do espectro de radiofrequência para atender à crescente demanda dos serviços móveis. O primeiro sinal de que esta não será uma tarefa fácil está nas 226 contribuições feitas pelas mais diversas empresas na consulta pública nº 54/2008, onde a agência propõe a destinação, em caráter primário, da faixa de 3,5 GHz para o Serviço Móvel Pessoal (SMP).

Várias entidades apresentaram sua contribuição mais de uma vez, mas ainda assim o quantitativo de comentários é expressivo, ainda mais considerando tratar-se de um texto de cunho técnico.

Tantas intervenções têm relação com a disputa entre os diversos segmentos de mercado pelo espaço de 3,5 GHz, adequado para novas tecnologias de banda larga e móveis, como o WiMAX. Mas os comentários revelam também um desconforto geral com alguns conceitos e a falta de objetividade da proposta apresentada em itens cruciais para a adaptação.

O ponto de maior polêmica continua sendo o nível de mobilidade dos serviços prestados nesta faixa e quem poderá explorar essa mobilidade. Os prestadores de SCM, encabeçados pela Abramulti, querem que não haja qualquer restrição à participação das empresas nos leilões das frequências de 3,5 GHz, permitindo assim que todos os prestadores de telecomunicações entrem na disputa pelas faixas.

Este pedido, no entanto, não está restrito às SCMs. Concessionárias como a CTBC e fornecedores de tecnologias como a Qualcomm fizeram comentários na mesma direção, embora mais sutis. A Qualcomm inclusive criticou a destinação em caráter primário para o SMP, ação que considerou “prematura”, visto que não existiria uma indicação clara da indústria para a fabricação de equipamentos diretamente relacionados com a telefonia móvel nesta faixa.

Mobilidade restrita

Tema de inúmeras controvérsias ao longo dos últimos dois anos, a mobilidade restrita voltou a ser tema na consulta do 3,5 GHz. Tudo porque a Anatel incluiu um artigo na proposta eliminando a previsão regulatória da nomadicidade (nome técnico para a mobilidade restrita). O entendimento geral é de que a retirada da previsão da mobilidade restrita significaria a autorização para todas as prestadoras de telecomunicações pudessem oferecer serviços com mobilidade plena. Esse entendimento está explícito em pelo menos uma contribuição, da Telcomp.

No entanto, a grande maioria das empresas é contra a eliminação do conceito de mobilidade restrita da regulamentação. Mas, ao contrário do que se possa pensar à primeira vista, o posicionamento não é uma defesa de que as empresas que não são operadoras do SMP tenham uma atuação limitada na oferta de serviços móveis.

A maior parte das críticas à retirada da nomadicidade está no fato de que a Anatel não foi clara se a barreira à mobilidade está de fato sendo removida ou se existirão outras limitações. O entendimento de boa parte das concessionárias e dos fabricantes de equipamentos é que, da forma como está o texto, a exclusão da mobilidade restrita resultaria na eliminação de um “direito adquirido”.

Como já era de se esperar, as operadoras móveis também são contra o fim da mobilidade restrita. Mas neste caso porque temem uma “concorrência predatória” por parte das demais empresas, como declarou a Claro. A Vivo também protestou sobre este item e alertou a Anatel sobre os problemas de se controlar a oferta restrita de serviços móveis, rememorando o “Caso Vésper” - autorizada do STFC que oferecia telefonia fixa por WLL com mobilidade plena apesar de existirem regras proibindo esse tipo de produto.

Fonte: Teletime

Published January 11th, 2009

Microsoft reconhece falhas no Vista com a chegada do Windows 7 beta

Nova York - Executivo aponta função User Account Control como “um dos maiores problemas” do Windows Vista e promete avanços na versão 7.

Os participantes da Conferência Internacional Cyber Security 2009, em Nova York (EUA), foram lembrados das desvantagens do Windows Vista um dia antes da provável apresentação pública de seu sucessor, a versão beta do Windows 7, na abertura da CES 2009, nesta quarta-feira (07/01) em Las Vegas (EUA).

Enquanto apresentava as diferenças de segurança entre o Vista e o Windows 7 durante o evento, o consultor da Microsoft, Michael Dunner perguntou aos participantes quantos deles usaram o Vista. Quando as pessoas levantaram suas mãos, Dunner perguntou “Quantos de vocês gostaram dele?” e apenas metade de platéia voltou a levantar a mão.

Dunner chegou a apontar a função User Account Control (UAC) do Vista como “aborrecedora” e um dos “maiores problemas” do sistema operacional - afirmação reforçada pela platéia.

A função do UAC foi criada para elevar o nível de segurança do Windows Vista, evitando que os usuários sem privilégios de administrador tenham acesso a mudanças no PC. No entanto, por conta da forma como foi configurado, o UAC chegava a impedir que usuáiros autorizados acessassem aplicações e funcionalidades com uma série de telas. O aborrecimento chegou a ser explorado em comerciais de TV pela rival Apple.

A Microsoft reconheceu o problema e disse que deve aprimorar a função no Windows 7 para torná-la mais eficiente e reduzir o número de mensagens exibidas para o usuário sem autorização.

Os comentários de Dunner e a resposta da audiência a respeito do Vista aumentam as evidências sobre a baixa aceitação ao sucessor do Windows XP. Muitas empresas optaram por esperar pelo lançamento do Windows 7, previsto para o início de 2010, para atualizar o Windows XP.CES2009_SELO-VOLTAR.jpg

Elizabeth Montalbano, editora do IDG News Service, de Nova York.

Fonte: Idgnow

Published January 11th, 2009

Steve Jobs esclarece estado de saúde e alivia mercados

Acabaram-se as especulações em torno da saúde de Steve Jobs, que tanto penalizaram as acções da Apple em bolsa. Ontem, o líder da empresa que criou o iPod e o iPhone revelou que sofre de um desequilíbrio hormonal que o tem feito perder peso. Os títulos da Apple reagiram no mercado de Nova Iorque com uma valorização de quase cinco por cento.

A especulação sobre o check-up clínico de Jobs duram há meses e foram ganhando volume com a ausência do CEO da firma em importantes eventos públicos. O estado de saúde do líder da Apple, que há quatro anos foi operado para a remoção de uma espécie de cancro no pâncreas, era dado como a razão essencial do mau desempenho dos títulos da empresa em bolsa.

Ontem, através de um comunicado pessoal, Jobs revelou que perdeu peso “durante todo o ano de 2008. As razões para tal facto eram um mistério para mim e para os meus médicos.” Os testes prosseguiram e o CEO da Apple viu-se em condições de garantir que, finalmente, os médicos encontraram a causa do problema: “um desequilíbrio hormonal que foi ‘roubando’ as proteínas que o meu corpo precisa para se manter saudável”, afirma Jobs.

O tratamento, segundo indica o comunicado, é “relativamente simples”, mas deverá prolongar-se até ao Verão, para que o presidente executivo recupere completamente o peso que perdeu ao longo de 2008.

Steve Jobs foi um dos fundadores da Apple, mas a certa altura decidiu cruzar outros caminhos. Esse período acabou por resultar num declínio da companhia, incapaz de, com os seus Macintosh, concorrer com as firmas que fabricavam PC. Regressou à empresa há cerca de uma década, para revolucionar a gama de computadores e entrar na era dos gadgets, com dois produtos que são claramente líderes de mercado: o leitor de música iPod (já vendeu dezenas de milhões de unidades) e o telefone iPhone, que junta no aparelho telefónico a Internet e um leitor de MP3.

Fonte: Ultimahora

Published January 11th, 2009

Microsoft pode anunciar corte de funcionários ainda este mês

Rumores dão conta que, pela primeira vez em sua história, companhia fará um corte formal de pessoal.
Por IDG News Service, EUA.

Acompanhando as notícias sobre os impactos da crise mundial em todo o mundo, começaram a circular esta semana rumores de que a Microsoft estaria preparando o primeiro corte formal de pessoal de sua história. Os últimos comentários sugerem que a companhia deve anunciar a demissão de cerca de 15 mil funcionários o que, segundo uma fonte, seria anunciado no próximo dia 15 de janeiro.

Notícias de que a Microsoft estaria apertando o cinto não são novas e ela não é a única companhia a fazer isso. Em dezembro o Yahoo anunciou o corte de 10% de sua força de trabalho e há rumores de que a IBM também estaria planejando cortes. Mas é tentador especular eu os cortes planejados pela Microsoft são mais que uma resposta à crise, especialmente diante da perda de market share dos principais produtos da companhia nos últimos meses.

O Windows, por exemplo, enfrentou um período duro no final do ano. No início de dezembro, analistas anunciaram que a participação de mercado do sistema operacional estava abaixo de 90% pela primeira vez. Durante o período de férias, a participação caiu outro ponto percentual. Muitas destas máquinas foram trocadas por outras rodando o Mac OS X ou o Linux OS.

O Internet Explorer também vem perdendo mercado. Desde outubro do ano passado, sua participação caiu 3,1%. Em seu lugar entram rivais mais modernos, como o Firefox e o Google Chrome, percebidos pelos usuários como mais rápidos, seguros e aderentes e padrões do que o browser da Microsoft.

O domínio do mercado de sistemas operacionais vem sendo considerado como fundamental para a atuação da companhia em outras categorias, como a de produtividade. Mais recentemente, no entanto, empresas como a Salesforce.com e o Google surgiram como ameaça ao tradicional modelo de software no desktop ao oferecer seus aplicativos via web e tornando o Windows mais ou menos irrelevante.

Estas perspectivas combinadas com a previsão de que as vendas da Microsoft estarão abaixo das expectativas pela primeira vez desde 2000 certamente mostram tempos difíceis no horizonte da companhia de Redmond.

Fonte: Computerworld

Published January 11th, 2009

Empresas querem mais ética e moral nas suas equipas

Entre as habilitações técnicas que os responsáveis de TI corporativos mais procuram nos seus líderes de projecto está o conhecimento e experiência em programação .Net, em administração de redes e em VoIP. Mas o que quase todos consideram mais importante na hora de contratar candidatos de baixo e médio nível são as qualidades éticas e morais. Isto mesmo é revelado num estudo realizado pela Society for Information Management (SIM), segundo o qual a grande maioria dos mais de 300 responsáveis de TI inquiridos apontou estas qualidades como as mais relevantes, suplantando as capacidades de comunicação e o enfoque de negócio. Embora não tenha revelado o número total dos inquiridos que apontaram os valores éticos e morais como sendo os mais importantes.

Jerry Luftman, vice-presidente da SIM, assinalou que as conclusões deste estudo põem a descoberto a crescente preocupação de muitos executivos de TI perante o aumento das notícias sobre o comportamento ilícito de técnicos corporativos, que decidem ignorar a ética, burlando, por exemplo, os sistemas de segurança das empresas para as quais trabalham, com o objectivo de obterem informações confidenciais. “Todo este problema da falta de ética e moral no seio das empresas está a tornar-se cada vez mais numa séria preocupação para os executivos de TI”, sublinha.

Um exemplo é o que refere Paul Major, CIO da The Aspen Skiing em Aspen, Colorado: “para mim, estes valores são a porta de entrada no meu departamento”. Este responsável referiu ainda um episódio recente na sua empresa, em que teve que despedir duas pessoas da sua equipa porque não possuíam os princípios defendidos pelo departamento e pela companhia. Paul Major disse ainda que, antes mesmo de analisar os conhecimentos técnicos do candidato durante as entrevistas de emprego, ele passa a pente fino todo o CV à sua frente, para ter uma ideia de como a pessoa se apresenta.

Entre as restantes conclusões deste inquérito da SIM está ainda o aumento já previsível na percentagem dos orçamentos de TI dedicada à contratação de profissionais técnicos fora do país, dos 3.3% de 2008 para 5.6% em 2009. O vice-presidente da SIM afirmou que a actual crise económica é o principal factor na origem desta previsão, sublinhando ainda que, actualmente, a procura de profissionais de TI qualificados é bastante superior à oferta, nos EUA.

Em resposta a uma outra questão deste inquérito, apenas 15% dos entrevistados afirmaram prever uma diminuição nas suas equipas de TI no próximo ano. Embora o estudo tenha sido conduzido em Junho, numa altura em que a recessão económica ainda não era uma certeza, Luftman considera que não deverão registar-se grandes alterações nos planos de redução de pessoal das empresas.

Fonte: Computerworld

Published January 11th, 2009

Nova linha de TVs acessa vídeos direto da internet

Aparelho da LG será demonstrado na maior feira de eletrônicos do mundo, a Consumer Electronics Show, que começa no dia 8 em Las Vegas

Assistir a vídeos da internet na televisão exige o uso de um segundo aparelho, como um videogame ou um set-top box. Mas a LG  anunciou o lançamento de uma linha de TVs que pode desempenhar esse papel sozinha, além de captar sinais transmitidos por satélite ou cabo. A TV tem uma conexão Ethernet e, por isso, libera o espectador de instalar um aparelho externo. A nova TV será demonstrada na Consumer Electronics Show, feira que começa nesta quinta-feira (8/01) em Las Vegas.

Com modelos de LCD e plasma, a série da LG chama-se Broadband HDTV e deve custar cerca de US$ 300 mais do que os aparelhos comuns, de acordo com previsões da fabricante.

Um dos sites de vídeo aos quais o usuário terá acesso é o Netflix. Será possível escolher diretamente pela TV qualquer um dos cerca de 12 mil filmes e programas desse serviço, pagando uma mensalidade. Recentemente, a LG anunciou que a nova TV poderá também acessar filmes do serviço CinemaNow e vídeos do YouTube.

Mas não será possível navegar livremente na internet usando apenas a nova TV, pois o chip e a memória interna da televisão não são suficientemente potentes para navegar. Empresas como Samsung e Panasonic também deverão anunciar aparelhos semelhantes na Consumer Eletronics Show.

Fonte: Epocanegocios

Published January 11th, 2009

Balanço aponta que 119 mil usuários usufruíram da portabilidade em 2008

Número representa apenas 0,2% do total de 60 milhões de clientes que moram em cidades onde o serviço já está disponível

A portabilidade numérica - que permite ao usuário de telefone trocar de operadora e continuar com o mesmo número - ainda não despertou o interesse dos brasileiros. Segundo balanço de 2008 divulgado hoje (06) pela ABR Telecom, entidade de administra a portabilidade, apenas 119,1 mil usuários usufruíram do benefício, o que representa 0,2% do total de 60 milhões de clientes que moram em cidades onde o serviço já está disponível.

A portabilidade começou a ser implantada no dia 1º de setembro do ano passado pelo interior do País e até o dia 2 de março de 2009 estará disponível em todo o Brasil. Nestes quatro meses, segundo a ABR Telecom, 180 mil usuários pediram para trocar de operadora e manter o mesmo número de telefone.

Fonte: Bemparana

Published January 11th, 2009

Hackers disponibilizam programa que desbloqueia iPhone

Um grupo de hackers que conseguiu desenvolver um programa que desbloqueia o iPhone 3G, disponibilizou-o on-line para download.

Através do programa Yellowsn0w 0.9.1, os utilizadores do smartphone da Apple podem aceder a aplicações não autorizadas pela Apple e utilizar um cartão de SIM de uma operadora que não esteja exclusivamente ligada ao iPhone.

De acordo com os responsáveis pelo desenvolvimento do programa, que disponibilizam neste link as instruções de instalação, o único requisito necessário é a instalação do firmware 2.2 do aparelho.

Os hackers ressalvam contudo que este programa poderá não funcionar com todas as operadoras e que como não é oficial, a Apple poderá vir no futuro a bloquear o aparelho com novas actualizações de firmware.

Fonte: Sol.sapo

Published January 11th, 2009

Novo netbook da LG com modem 3G integrado será vendido pela Vivo

Os modems 3G foram um grande sucesso em 2008. Seguindo a tendência de cada vez mais mobilidade, a LG lançou um netbook que já vem com modem 3G embutido. No Brasil, O X110 será vendido a partir de janeiro - inicialmente com exclusividade pela operadora Vivo. O computador deve ser comercializado junto aos pacotes de serviços de conexão a banda larga 3G.

O X110 pesa pouco mais de 1 kg, tem tela de 10 polegadas e vem nas cores preto, branco e rosa. Vem com Windows XP Home, 160 GB de disco rígido, webcam de 1,3 megapixel e roda processador Intel Atom.

A Vivo ainda não confirmou quando o computador estará disponível em suas lojas nem quanto vai custar.

Segundo a LG, ainda no primeiro trimestre do ano uma versão do netbook deve chegar às lojas varejistas. O preço sugerido pelo fabricante para essa versão é de 1599 reais.

Fonte: Idgnow

Published January 11th, 2009

China abre as portas para os serviços 3G

A China deu início a aguardada introdução de serviços 3G no país.

A partir de agora, empresas nacionais e estrangeiras rivalizarão em um mercado avaliado em 41 bilhões de dólares.

As vendas na China poderão se tornar essenciais a fornecedores como a Motorola, a Alcatel-Lucent e a Nokia-Siemens Networks, conforme a demanda por celulares diminuir.

De acordo com a imprensa local, a China Mobile, maior operadora chinesa, espera que no mínimo 100 milhões de pessoas assinem serviços 3G nos próximos três anos.

Entretanto, o espaço das fabricantes de handsets estrangeiras está diretamente relacionado com o objetivo de reguladores chineses de auxiliar a indústria de tecnologia do país, obrigando operadoras móveis a comprarem produtos domésticos.

Os principais competidores chineses desse mercado são a Huawei Technologies e a ZTE, ambas companhias com apoio do governo que já comercializam equipamentos de baixo custo na África e na Ásia e estão aperfeiçoando suas tecnologias.

As empresas estrangeiras provavelmente responderão por menos da metado do mercado de 3G no país, segundo a consultoria BDA China.

“Basicamente, essa será uma concorrência também política”, declarou Duncan Clark, presidente da BDA.

Fonte: Info

Published January 11th, 2009

Gartner aponta tendências do consumo energético, virtualização e cloud computing

Na 27ª conferência anual sobre centros de dados organizada pela Gartner, que se realizou em Las Vegas, a consultora revelou os resultados de diversas investigações relacionadas com o consumo de energia, virtualização, cloud computing e outros temas de TI empresarial, actualmente em voga.

Num inquérito realizado junto dos profissionais de TI presentes na conferência da Gartner, 42% afirmam ser actualmente responsáveis pela gestão de três ou mais centros de dados na América do Norte, sendo que, destes, 45% estão a expandir o número de centros de dados ou a planear fazê-lo, e 43% estão a concentrá-los.

Nesta conferência foi também referido que a construção de um data center de características padronizadas de Tier 3 e com uma superfície total de aproximadamente 2700 metros quadrados de extensão, que suportará 150 watts por cada 300 centímetros quadrados, custa cerca de 21,3 milhões de dólares e representa uma despesa anual em electricidade de 1 milhão de dólares.

No entanto, algumas das melhores práticas de TI verdes que minimizam o uso de sistemas de refrigeração e ventilação, alimentadores de potência y luz, etc., podem contribuir para reduzir para metade os custes energéticos associados à operação de um data center. Uma empresa com uma estratégia verde agressiva paga cerca de 560 mil dólares anuais em electricidade para um centro de dados com uma carga de 500 quilowatts, enquanto uma organização com práticas tradicionais pode chegar a gastar pelos mesmos recursos nada menos que 1300 milhões de dólares, de acordo com a Gartner.
A consultora conclui ainda que num centro de centro de dados convencional, entre 35 e 50% da energia eléctrica consumida são gastos em refrigeração, sendo que a aplicação de melhores procedimentos de TI verdes poderiam reduzir estes números para 15%.
V
inte e seis por cento dos profissionais presentes na conferência da Gartner dizem que só adquirem produtos de TI “verdes” se estes permitirem reduzir custos, poupar espaço ou adiar a construção de um novo data center. Por outro lado, 34% mostra-se mais amigo do ambiente, garantindo que vão investir em produtos de Green IT mesmo se estes representarem um acréscimo nos custos.
Os gastos em armazenamento estão a crescer quase três vezes mais do que a generalidade dos orçamentos em TI. Entre 2007 e 2011, a despesa em armazenamento irá crescer mais de 7% ao ano, enquanto a média dos orçamentos anuais em TI crescerá apenas 2.5%. Em 2012, os utilizadores irão instalar 6.5 vezes mais o volume de terabytes armazenado em 2008.

O mercado da virtualização de servidores irá crescer cerca de 30% ao ano até 2013, chegando aos 6.8 mil milhões de dólares. A virtualização desktop também registará um impulso, com o número de PC virtualizados a crescer de quase 5 milhões em 2007 para 660 milhões em 2011.
Apenas dois dos principais sistemas operativos de servidor irão registar crescimentos significativos em 2010 — Windows e Linux. Mas outras soluções menos conhecidas poderão experimentar fortes subidas, acima dos dois dígitos, incluindo o JeOS, uma variante do Ubuntu configurada especificamente para appliances virtuais.
Por outro lado, trinta e oito por cento dos profissionais presentes na conferência da Gartner, afirmam utilizar algum tipo de serviço externo de cloud computing. Em 2012, pelo menos 14% das infra-estruturas das companhias Fortune 1000 serão orientadas para os serviços, escaláveis e flexíveis — operados como se se tratassem de “nuvens privadas ” para cada utilizador da empresa.

12% dos servidores x86 correm em máquinas virtuais

A virtualização, uma das tecnologias-chave para a redução de custos nos data centers, é adequada a cerca de 70% dos servidores existentes. Hoje em dia, apenas 12% dos servidores x86 estão a correr em máquinas virtuais. Por volta de 2013, esta percentagem subirá para 61%. Um em cada quatro servidores x86 foram instalados ou reinstalados, em 2008, através de máquinas virtuais. Mesmo assim, o licenciamento do fabricante, os preços praticados e o suporte são obstáculos às estratégias de virtualização, de acordo com 21% nos inquiridos na conferência da Gartner.
Actualmente, cerca de 70% das máquinas virtuais existentes estão a ser utilizadas na produção. Há poucos anos, a maioria só era utilizada em operações de teste e de desenvolvimento.

Fonte: Computerworld