A governança participativa e a web 2.0
A eleição de Barack Obama é um momento histórico por aspectos étnicos, políticos e econômicos, mas é marcante pelo uso inovador da tecnologia. É um fato significativo na relação dos candidatos com os eleitores e pode vir a ser também dos governos com os cidadãos. O candidato fez uso intensivo da internet e das redes sociais para a formulação do programa de governo, para mobilizar e ouvir as opiniões dos eleitores e para a captação de recursos para financiamento da campanha.
Essa não é a primeira vez que as redes sociais são usadas, mas deixa claro que as ferramentas tecnológicas que compõem a chamada web 2.0 vieram para ficar. Com esses recursos tecnológicos, a internet torna-se interativa e permite a construção cooperativa de conteúdo e comunicação direta com os grupos de interesse.
Com o fortalecimento da democracia, os cidadãos exigem, cada vez mais, transparência, eficiência da máquina pública, participação nas decisões e contato mais próximo com a administração. Querem influir no orçamento, apresentar suas demandas e receber respostas a elas, saber o que está sendo feito, quanto está sendo gasto; enfim, querem mais cidadania. (SOLON LEMOS PINTO - Vice-presidente da Brisa - InvestNews)
Fonte: Gazetamercantil
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