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Archive for July 5th, 2009


Published July 5th, 2009

O acesso à internet 3G está sendo usado como substituto à banda larga fixa

O acesso à internet pela rede de telefonia celular de terceira geração (3G) está sendo usado como substituto à banda larga fixa. Um estudo da consultoria Yankee Group e da Ericsson mostrou que poucos usuários brasileiros realmente aproveitam a mobilidade que o 3G oferece. Oitenta e três por cento das pessoas que responderam à pesquisa usam o 3G em casa, 27% no escritório e 18% em clientes. Os usuários podiam escolher mais de uma opção simultaneamente, por isso a soma das respostas é maior que 100%.

“Setenta por cento usam um modem USB ligado ao computador, e o perfil de uso é muito semelhante ao da banda larga fixa”, diz Júlio Püschel, analista sênior do Yankee Group. Foram ouvidas 611 pessoas em São Paulo, Rio e Brasília. Todos os pesquisados assinam um contrato de dados. Os primeiros serviços comerciais de 3G foram lançados no País há cerca de um ano e meio.

No fim de 2008, o Brasil tinha 1,692 milhão de usuários de 3G, e deve chegar a 4,686 milhões neste ano. “Os notebooks com modem embutido ainda têm menos de 1% do mercado, mas esse é um produto que deve crescer”, diz Caetano Notari, diretor de Consultoria de Negócios da Ericsson. Nesses modelos, é necessário apenas colocar um chip de celular no computador para acessar a banda larga.

Fonte: O Estadão

Published July 5th, 2009

Software livre dá dinheiro

Não é novidade que dinheiro e software livre podem andar juntos. Apenas nos últimos três meses, a popular Red Hat faturou US$ 174,4 milhões. A Novell, que para muitos dos participantes do Fisl 10 trabalha com “o lado negro da força” devido ao acordo assinado com a Microsoft, faturou US$ 216 milhões no mesmo período.

Mas não é preciso ir tão longe para comprovar a eficiência do modelo de negócios baseado em código aberto. A gaúcha Solis, de Lajeado, fechou seu segundo ano de atuação em 2008, com R$ 1,3 milhão em caixa e deve crescer 25% neste ano.

Uma parte importante virá de um projeto de R$ 2,5 milhões em parceria com a UCS que deve resultar em uma solução ERP baseada em código aberto com foco em universidades, batizado de Automatix e com previsão de lançamento para abril de 2010.

“Escolhemos este modelo pois nos dá maior controle e flexibilidade”, afirma o professor Heitor Strogulski, do Núcleo de Processamento de Dados da UCS. “Não sou um aventureiro. Tenho a responsabilidade de manter o sistema de uma das mais tradicionais universidades do Rio Grande do Sul. O projeto está no prazo e, o melhor, dentro do orçamento previsto”, completa.

Junior Alex Mulinari, presidente da Solis, afirma que a maior vantagem oferecida neste modelo de negócios é a liberdade do cliente e que as objeções de muitos executivos, como medo da descontinuidade do produto e falta de suporte, são infundadas.

“Quem tem restrições ao software livre não conhece o modelo. Há um valor agregado de soluções e de um trabalho cada vez mais consolidado”, declara.

Na visão de Ricardo Bimbo, Government Relations da Red Hat no Brasil, com 15 anos de experiência com projetos baseados em software livre, para ingressar neste mercado é necessário ter em mente que os clientes não querem saber de comunidade, mas de solução, projetos, métodos, processos e integração.

“Também não basta implementar e ir embora, como muitos têm feito por aí. É necessário evoluir o modelo para uma relação de transparência com o cliente”, afirma o profissional.

Claro que existem alguns bugs no caminho. Um deles é, segundo Anahuac de Paula Gil, desenvolvedor do KyaPanel, interface de administração de servidores, o fato que o brasileiro ainda é “totalmente inepto em matéria de software livre”.

De acordo com Gil, não há colaboração nem entre usuários, nem do governo, e muitas vezes a comunidade acaba atacando a si mesma. “Produz-se pouco e alguns softwares não tem nenhuma relevância”, reclama o paraibano, que preside o Grupo de Usuários Gnu/Linux do seu estado.

Em janeiro de 2008, Anahuac anunciou o cancelamento do seu projeto, que então já tinha de 3,4 mil downloads. Na época, o profissional publicou um extenso artigo, repleto de críticas ao meio acadêmico, ao mercado e à própria comunidade de software livre.

A desistência não durou muito tempo e o projeto voltou à vida, agora rebatizado de KyaPanel. Anahuac não desistiu de ganhar dinheiro fazendo um software “bacana, que me ajude a pagar as contas, mas sempre mantendo a ética”.

“Parece máxima romântica, mas não é máxima, nem romântica. É a realidade. Somente vai dar certo, se for algo que você goste, algo em que esteja envolvido. E só assim virá o dinheiro”, resume o paraibano.

Fonte: Baguete