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Archive for August, 2007


Published August 29th, 2007

Assembléia terá que criar fundação para expansão da TV Alese

O presidente da Assembléia Legislativa de Sergipe, Ulices Andrade (PDT), informou que para que a TV Alese seja transmitida em canal aberto, a Assembléia deverá abrir uma fundação, nos mesmos moldes da Fundação Aperipê. O esclarecimento foi dado pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, durante visita dos presidentes de Assembléias estaduais ao seu gabinete.“É uma luta para que se tenha tevê aberta nos Estados. Essa tevês serão conduzidas por uma fundação. Como o Governo daqui de Sergipe já tem uma fundação [Aperipê], então a Assembléia terá que fazer uma fundação para dar entrada no Ministério das Comunicações”, disse o deputado, durante reunião da União Nacional dos Legislativos Estaduais (Unale), ocorrida na manhã de hoje, 27, no plenário da Assembléia Legislativa.

Ulices explicou que o ministro Hélio Costa ressaltou que as tevês dos legislativos estaduais já deverão se preparar para implantação da TV digital. “Com a implantação da TV digital o sinal chegará a um raio de 300 km, não vai precisar ter repetidora, porque o Estado é pequeno, e o sinal da TV Alese chegará nos Estados de Alagoas e Bahia”, comentou o deputado.

“A nossa luta é para democratizar a informação. Para que ela chegue as pessoas que não tem como pagar as tevês por assinatura e chegar em diversos cantos do Estado”, argumentou Ulices Andrade sobre a importância da expansão da TV Alese que hoje só pode ser assistida por aracajuanos que possuem tevê por assinatura.

 Fonte: Infonet noticias

Published August 29th, 2007

TV digital poderá gerar 25 mil empregos diretos em 10 anos, prevê NEC

A implantação da TV digital no Brasil, processo que será oficialmente aberto no dia 2 de dezembro deste ano, mas levará 10 anos até o desligamento da TV analógica, poderá gerar 25 mil empregos diretos e um volume de recursos de 20 bilhões de reais nos 10 anos.

A previsão é da NEC, companhia japonesa de equipamentos, e foi apresentada na manhã de hoje (27/08) pelo diretor de telecomunicações da empresa, Humberto Yamamuro. Segundo ele, o volume de recursos está relacionado ao tamanho do País e ao modelo de negócios adotado pelo governo brasileiro. “Isso não inclui a produção de conteúdo”, ressaltou Yamamuro.

Segundo ele, a migração para o padrão digital abre uma série de oportunidades de novos negócios dentro da cadeia: “a formação de capital humano, a convergência de serviços, a convergência de terminais e a implantação de terminais específicos”, citou.

O executivo também ressaltou a importância da parceria Brasil-Japão como “oportunidade para a indústria brasileira”, seja no compartilhamento  de informações para as especificações técnicas, como na criação de softwares que possam ser aplicados internacionalmente e na transferência de tecnologia de transmissores e receptores para a produção local.

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Em relação à polêmica do set top box, que o governo gostaria que chegasse à população a um preço de cerca de 100 reais, mas as fabricantes falam em 800 reais - com exceção da RF Telavo em parceria com a Encore, da Índia - Yamamuro lembrou que o padrão de modulação MPEG4, adotado pelo Brasil, só começa a ser adoitado na região Ásia/Pacífico em 2008 e na Europa no ano seguinte.

“Esse é um componente que encarece o equipamento do ponto de vista da indústria. Mas, a partir da adoção em massa, o preço tende a cair”, ressaltou o diretor da NEC.

 Fonte: COMPUTERWORLD

Published August 29th, 2007

Bloqueio de gravação na TV digital prejudica o consumidor, dizem especialistas

Pesquisadores e especialistas em direito do consumidor abriram guerra contra as emissoras de televisão e querem que o governo proíba o bloqueio de gravação de programas na TV digital. Estudo produzido pelo Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas defende que a adoção de tecnologias que impedem a gravação é inconstitucional e prejudica o consumidor.

O estudo foi encaminhado ao Comitê de Desenvolvimento da TV Digital, formado por 11 ministros. A reportagem apurou que, como não há consenso no comitê, a decisão sobre o bloqueio será do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “A lei expressamente permite que o usuário faça cópias para fins privados”, defende o coordenador do centro, Bruno Magrani, um dos responsáveis pelo estudo.

Para o advogado do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), Luiz Moncau, o bloqueio fere o Código de Defesa do Consumidor. “A capacidade de decisão do consumidor fica prejudicada. A lei permite, por exemplo, você usar um pequeno trecho de um programa na sala de aula, o que não será possível se houver o bloqueio”, reclama.

Emissoras
As principais defensoras do bloqueio são as empresas, que alegam que a gravação de programas em alta definição permitiria cópias com a mesma qualidade de DVD, o que seria um prato cheio para a pirataria. “O que queremos é que seja proibida a segunda cópia. Isso não restringe que o cidadão faça uma cópia do programa para assistir depois”, explicou na semana passada o presidente da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), Daniel Slaviero.

Magrani alega, porém, que o consumidor não pode ser prejudicado por causa de criminosos. “Você não pode usar a pirataria para impedir direitos do consumidor. Já existem leis para proteger os direitos autorais”, argumenta. Moncau ressalta que a adoção de sistemas anticópia não impedirá que hackers “quebrem” o código que protege a gravação do sinal, como aconteceu com o DVD e o Iphone, por exemplo.

“Com isso, só é prejudicado o consumidor que não tem o conhecimento técnico e que usará a cópia para fins privados”, disse.

Estudo
No estudo, os especialistas alegam que o bloqueio descaracteriza o aspecto livre da televisão digital. “Cria-se um novo regime, a televisão digital gratuita, mas cujo sinal é controlado pelas emissoras, que passam a ter a prerrogativa de decidir o que pode ou não ser feito com ele em substituição ao espectador”, afirma o documento.

O estudo defende ainda que a medida, para ser implementada, precisa de intervenção do Estado na fabricação dos conversores, já que a indústria teria obrigatoriamente que incluir nos equipamentos uma tecnologia cara e que demanda pagamento de royalties.

“Com a adoção obrigatória da tecnologia anticópia cria-se injustificado monopólio para a empresa detentora da tecnologia, violando o princípio da livre concorrência”, diz o texto. O documento ressalta ainda que nos Estados Unidos, maior produtor mundial de conteúdo televisivo, a restrição não foi adotada.

Fonte: Estado de Minas

Published August 29th, 2007

Sprint estende mercado WiMax para a Samsung

«São mercados muito bons os que entregámos à Samsung», foi desta forma que o presidente da unidade para o wireless de alta-velocidade da operadora de telecomunicações Sprint, Barry West, comentou, em declarações à Reuters, a entrega do mercado nova-iorquino à Samsung.

A Sprint já havia referido a intenção de investir cinco mil milhões de dólares no desenvolvimento de um standard móvel wireless de alta-velocidade até 2010.

Antes de Nova Iorque, a empresa já havia entregue à Samsung os mercados de Washington, Baltimore, Philadelphia e Boston.

Os responsáveis da Samsung referiram, em nota de imprensa citada pela Reuters, que o mercado móvel WiMax poderá tornar-se lucrativo dentro de três a cinco anos.

O Worldwide Interoperability for Microwave Access (WiMax) é um interface sem fios para o acesso wireless em redes metropolitana.

Fonte: Sapo PT

Published August 29th, 2007

Nortel se une a universidades líderes para impulsionar Banda Larga Móvel 4 G

A Nortel está se unindo a universidades líderes no mundo todo para desenvolver inovações que possam atender a crescente demanda por aplicações de banda larga móvel 4G, como vídeo, TV móvel e outros serviços multimídia.
 
A pesquisa da Nortel em parceria com as universidades dá suporte à nova era das comunicações que é caracterizada pela Hiperconectividade, na qual tudo que puder ser conectado será conectado - incluindo comunicação pessoa-pessoa, pessoa-máquina e máquina-máquina.
 
Para aumentar a sua vantagem competitiva e fomentar novas tecnologias 4G de banda larga móvel, a Nortel tem expandido sua já existente parceria de pesquisa com universidades líderes, tais como University of Waterloo, no Canadá, University of Texas, em Austin, nos Estados Unidos, e a National Taiwan University (NTU), em Taiwan. A Nortel também formou novas parcerias com a Mera Networks, na Rússia e com a Technische Universitaet Ilmenau na Alemanha. As pesquisas da Nortel com essas universidades são destinadas a melhorar a eficiência espectral e diminuir o tempo para o mercado para as soluções 4G de banda larga móvel da Nortel, as quais incluem os padrões de celular: WiMAX móvel (IEEE 802.16e), Long Term Evolution (LTE) e Ultra Mobile Broadband (UMB)
 
“Por meio dessas parcerias, a Nortel está compartilhando conhecimento e expertise crítico para identificar novas tecnologias que ajudem a melhorar as eficiências espectrais e as vantagens de custo que os nossos provedores de serviço precisam”, disse John Hoadley, líder em 4G Business e Ecosystem Development, Carrier Networks, Nortel. “A Nortel também está formando a base para uma futura experiência de comunicação hiperconectada, na qual o número de dispositivos e aplicações conectados à rede será bem maior do que o número de pessoas usando a rede”.
 
A Nortel está expandindo a sua relação com a Universidade de Waterloo, que foi anunciada em 2006 com o Conselho de Ciências Naturais e Engenharia de Pesquisa do Canadá (Natural Sciences and Engineering Research Council of Canada - NSERC). A Nortel está trabalhando junto com o grupo Coding and Signal Transmission (CST), da universidade, para aumentar a capacidade das futuras redes wireless por meio de técnicas avançadas de transmissão multiuso. Como parte da expansão desta parceria, a Nortel está utilizando as facilidades de pesquisa do campus online de Waterloo para permitir que os estudantes e a faculdade testem e desenvolvam a próxima geração de tecnologias wireless.
 
Como um patrocinador da Universidade do Texas (UT) no Wireless Networking and Communications Group - WNCG, de Austin, a Nortel tem trabalhado com a universidade no desenvolvimento de avançadas tecnologias 4G de banda larga móvel, incluindo MIMO-OFDM. A tecnologia MIMO e as tecnologias avançadas de antena ajudarão a melhorar a eficiência espectral, cobertura de rede e capacidade das estações base de celular. Isso permitirá que os provedores de serviço ofereçam aplicações de dados com mais velocidade, incluindo vídeo móvel, jogos online e outras transferências de dados de alta velocidade. A Nortel e a UT também têm planos para trabalhar em avançadas tecnologias multiuso MIMO e retransmitir links para estender a cobertura das estações-base de celular. A meta é possibilitar uma verdadeira experiência de banda larga 4G em qualquer lugar, cobrindo uma área com pequenos pontos de acesso de retransmissão, ao invés de custosas estações-base, para assegurar as capacidades de alta velocidade e largura de banda.
 
A Nortel também anunciou, em 2006, uma parceria com o Graduate Institute of Business Administration e o departamento de engenharia elétrica da NTU para um teste de serviço de banda larga WiMAX. Hoje, a equipe da Nortel está trabalhando com os pesquisadores da universidade em uma prova de atividades conceituais de WiMAX e interoperabilidade para assegurar que há um ecossistema de ponta a ponta para dar suporte à adoção difundida de WiMAX. O trabalho realizado com a NTU vai ajudar a disponibilizar capacidades otimizadas sobre WiMAX 4G tais como videoconferência multimídia com voz, vídeo e IM, aplicações com base local.
 
A Nortel está trabalhando com a Mera Networks, o maior provedor de serviços de pesquisa e desenvolvimento de telecomunicações da Rússia e o Technische Universitaet Ilmenau, na Alemanha, para desenvolver combinações avançadas de processamento de formas e tecnologias MIMO. Essas técnicas avançadas de rádio wireless melhorarão a performance da rede e aumentarão a capacidade ao reutilizar as fontes de espectro até quatro vezes em relação aos sistemas convencionais. Isso ajudará a melhorar a experiência de banda larga móvel do usuário final e permitirá que os carriers entreguem dados com alta velocidade, incluindo vídeo e outros serviços multimídia de modo mais eficiente.
 
A Nortel investe em aproximadamente 50 iniciativas de inovação tecnológica com mais de 20 das maiores universidades e consórcios de pesquisa ao redor do mundo para ajudar a abastecer a nova era das comunicações, na qual as informações estarão conectadas a uma inteligente e pervasiva rede de banda larga móvel.

Fonte: IT career

Published August 29th, 2007

Novo software inteligente previne falhas na Internet

Cientistas da Universidade de Coimbra estão a criar um software inteligente para prever e remediar falhas inesperadas nas aplicações críticas da Internet em sistemas que têm de estar em funcionamento ininterrupto - foi hoje anunciado.Já experimentado com sucesso em várias aplicações web em laboratório, o sistema representa «uma revolução positiva na indústria do software», na qual se prevê venha a ter «um forte impacto».

«No dia em que os computadores conseguirem prever que vão falhar e tiverem a capacidade de efectuar medidas preventivas, evitando essas mesmas falhas, será um passo de gigante para a economia. Para se ter uma ideia, um site Web de uma corretora que esteja em downtime durante uma hora pode representar um prejuízo de 6 milhões de dólares», sustenta, em nota divulgada hoje, o coordenador da investigação, Luís Moura e Silva.

O coordenador da investigação desenvolvida no Departamento de Informática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) disse hoje à agência Lusa que este novo software poderá estar apto a ser comercializado dentro de três anos.

«Nos próximos três anos, vamos optimizar as técnicas e melhorar os algoritmos», disse ainda o investigador do Centro de Informática e Sistemas da Universidade de Coimbra (CISUC), adiantando que, no final deste período, a tecnologia poderá ser validada para o mercado.

Segundo a nota da FCTUC, actualmente os investigadores estão a fazer a depuração do programa, aperfeiçoando «os algoritmos de previsão no sentido de evitar falsos alarmes».

Esta inovação tecnológica venceu, em Junho, o prémio para o melhor artigo científico «numa importante conferência internacional», a «6th IEEE International Symposium on Network Computing and Applications» (IEEE NCA07), que reuniu, em Boston (Estados Unidos da América), cientistas de todo o mundo.

O sistema, que vai «permitir que as aplicações críticas na Internet se mantenham em funcionamento ininterrupto, apesar dos diversos problemas que sempre ocorrem, evitando consequências nefastas e graves perdas económicas», está a ser concebido na FCTUC com a colaboração de cientistas da Universidade Politécnica da Catalunha, em Barcelona, e do ZIB, um instituto de investigação de Berlim.

Luís Moura e Silva adiantou à Lusa que actualmente estes programas são utilizados em sistemas «muito particulares», como a NASA ou a Agência Espacial Europeia.

Com o software desenvolvido pelos investigadores da FCTUC, a aplicação poderá ser generalizada a todos os sistemas de Internet que tenham de funcionar 24 horas por dia durante os sete dias da semana.

«A vantagem número um desta solução em relação aos sistemas de redundância é o facto de ser mais barata», frisou o professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.

Esta nova tecnologia apoia-se em técnicas «self-healing» (auto-curativas), que podem facilmente ser aplicadas a sistemas informáticos genéricos, podendo complementar ou substituir o modelo de réplicas actualmente usado para salvaguardar as aplicações em caso de falha.

Estas novas técnicas «incidem na monitorização contínua de dados do sistema e se forem detectadas potenciais anomalias o sistema provoca uma acção automática de prevenção, de modo a evitar a ocorrência de uma avaria», lê-se ainda na nota da FCTUC.

Fonte: Diário digital

Published August 29th, 2007

Santos recebe um dos maiores congressos das Américas, o Intercom

As universidades Santa Cecília, Católica e Unimonte da cidade de Santos, em São Paulo, serão palco, a partir do dia 29, quarta-feira, de um dos mais importantes eventos científicos da área de comunicação das Américas, o 30° Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom 2007), que vai até 2 de setembro, domingo. A escolha por Santos foi motivada pelo fato de ter sido sede no décimo e vigésio congressos.
Desde a sua fundação em 1977, todos os anos a Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação –, promove seu congresso em um grande centro do País. Nos últimos dez anos, a entidade realizou o evento em diferentes instituições, cidades e regiões brasileiras, com o intuito de discutir e difundir temas prementes do campo da comunicação por meio de eixos temáticos centrais, que contribuam para a sociedade.
Neste ano, com tema central Mercado e Comunicação na Sociedade Digital, o evento tem como objetivo reunir pesquisadores brasileiros e do exterior em um fórum científico interdisciplinar para refletir especialmente sobre o tema, bem como sobre todas as questões relevantes e emergentes da área de comunicação, além de proporcionar encontros e debates entre estudantes, profissionais e professores.
Para o presidente da Intercom, o professor José Marques de Melo, a presente conjuntura, marcada pela adoção de novas tecnologias no sistema comunicacional, desafia a comunidade acadêmica a refletir e a pesquisar sobre o impacto das indústrias digitais nos processos de mediação simbólica. “Falar em mercado e comunicação na sociedade contemporânea, marcada pela digitalização, pela aceleração, pelas mutações, é se referir não apenas às plataformas e meios existentes, mas a novos e desconhecidos cenários. O mercado, diante disso, tem que se reconfigurar, para abranger mídias, plataformas, performances desconhecidas das tradicionais disciplinas e profissões existentes”, afirma.
As tecnologias digitais evoluem a uma velocidade assustadora, o que influi diretamente no negócio da publicidade e da comunicação. Ações inovadoras e de alto impacto publicitário exploram plenamente os recursos dinâmicos e interativos da World Wide Web. Sites de relacionamento, blogs, fotoblogs e videoblogs explodem no mundo e reforçam o antigo sentimento de pertencimento às comunidades, agora virtuais. Aparelhos celulares já são utilizados para receber e-mails, navegar na web, escutar músicas e até mesmo assistir seu filme, jogos ou noticiários preferidos. O Voip funciona e resultou em reduções drásticas de custos de telefonia para pessoas físicas e jurídicas. O processo é dinâmico, pois certamente novos canais de comunicação vão surgir com o avanço da tecnologia e permitirão a publicação ou envio de mensagens comerciais de características semelhantes às atuais.
Marques de Melo ressalta ainda a importância do evento para as novas gerações que estudam comunicação nas universidades brasileiras e para aqueles que desenvolvem suas atividades profissionais: “Há mais de três décadas o nosso país vem pesquisando os fenômenos nacionais de comunicação. Esse conhecimento autóctone, gerado principalmente nos cursos de pós-graduação, nem sempre tem sido transferido para a sociedade”.
Falar hoje de um mercado e uma sociedade digital é falar simplesmente de uma lógica de dispositivos e ações, linguagens e rotinas, de processos e relações que estão presentes na vida dos profissionais, docentes, alunos e ex-alunos, mas também na vida do conjunto da cidadania.
A programação tem início com o pré-congresso que antecede o Intercom 2007 com debates sobre novas tecnologias de informação e a comunicação. Serão apresentados dezenove trabalhos no Colóquio Binacional Brasil-Argentina, que acontece nos dias 29 e 30, na Universidade Monte Serrat (Unimonte) – campus Vitório Lanza. Dentre os trabalhos inscritos estão temas como: mercado de opinião pública, educação a distância, sociedade digital na América Latina, desafios da formação universitária, rádio digital e perspectivas, os modelos de fomento ao cinema no Brasil e Argentina, entre outros.
O Colóquio Internacional é resultado da parceria entre Intercom e Fadeccos – Federación Argentina de Carreras de Comunicación Social. Toda a programação conta com convidados internacionais vindos da África do Sul, Estados Unidos, França, México, Portugal, Venezuela, Espanha, Inglaterra, Argentina, Moçambique e do Brasil, que participarão de painéis de debates, simpósios e conferências distribuídos em todos os dias do congresso.
Dentre os vários temas que serão debatidos e apresentados, a partir do dia 30, no Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom 2007) estão: inovações jornalísticas; infância e mídia; pesquisas de recepção do público da TV Globo; capitalismo e comunicação: a privatização do conhecimento; futebol é programa de índio; o livro brasileiro, da política ao didático;
SBT: jogo, televisão e imaginário lúdico; rumos da TV digital; futuro das rádios e rádios digitais; vida na rede: blogs e relacionamentos digitais; jornalismo digital; produção de conteúdos e mídias digitais; imagens e imaginações digitais; comunicação e bibliotecas digitais; dentre outros.
Também estão marcados dois grandes eventos: Cecom – Ciclo de Estudos Interdisciplinares da Comunicação: Mercado e Comunicação na Sociedade Digital; e Intercom 30 – Desafios da Imprensa na Sociedade Digital. Eles tratarão da visão profissional na comunicação, onde haverá a participação dos jornalistas Sinval Itacarambi Leão, Rodrigo Manzano e Pedro Venceslau (Revista Imprensa), Eduardo Ribeiro (Jornalistas & Cia), Emiliano de Castro (diretor do Second Life Brasil), Adilia Belotti (diretora do portal iG), André Porto Alegre (Promocine e ex-Conar), Tales Giacomello (Y&R), Carlos Cipriano (roteirista) e os pesquisadores Manuel Carlos Chaparro (Usp), José Marques de Melo e Tyciane Viana Vaz (Umesp), César Bolaño (Ufs), Roseane Pinheiro (Rede Alcar), Nelia Del Bianco (UNB), Ida Stumpf (UFGRS), Rosa Maria Dalla Costa (UFPR), entre outros.

Fonte: FOLHA BLU

Published August 29th, 2007

Minicom diz que questão do bloqueio de conteúdo em TV Digital é mal interpretada

O Ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou que tem visto muita informação circulando que não corresponde ao que de fato está se discutindo no governo. “Está claro que será permitido fazer uma cópia dos programas de televisão transmitidos em alta definição – o que estamos definindo é se será possível fazer isso repetidas vezes, porque pensamos que os produtores do conteúdo têm o direito de ter suas obras preservadas”, afirma.

Costa também informou nesta quarta-feira (22/08/07) que a decisão final sobre a questão de permissão das cópias ilimitadas de conteúdo em alta definição na TV Digital será tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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O ministro lembra, no entanto, que é preciso esclarecer que o que será definido pelo presidente é a possibilidade de fazer repetidas cópias de programas de televisão em alta definição de um mesmo aparelho. “Mas fora isso, está tudo autorizado e se a pessoa tiver três televisores em casa, pode fazer três cópias da programação de um canal”, esclarece.

Fonte: COMPUTERWORLD

Published August 27th, 2007

Videoconferência ligará prisões e tribunais

O Departamento Judicial de Sarawak, uma das ilhas da Malásia, propôs ligar as prisões e esquadras do território aos tribunais por videoconferência para ouvir os suspeitos e criminosos.
Com esta medida as autoridades pretendem não só reduzir os custos, mas também evitar problemas de segurança que podem ocorrer nos cerca de 20 a 30 transportes de prisioneiros que são ouvidos nos tribunais diariamente.
Um sistema de videoconferência já foi implementado em Sarawak em Março, mas agora chega a vez de o pôr em acção, revelou o Chief Justice da ilha, Tan Sri Richard Malanjum ao Daily Express .
De acordo com o responsável o sistema que vai ligar as prisões aos tribunais deverá estar pronto até ao final do ano.

Fonte:IGOV

Published August 27th, 2007

TV Cabo: Crescimento no mercado europeu

O futuro da TV Cabo, operadora detida pela PT Multimédia, vai passar pelo crescimento no mercado europeu, uma vez que no plano nacional não existe mais espaço. No entanto, de acordo com fonte oficial da empresa dirigida por Zeinal Bava, “a estratégia definitiva para esse ataque está dependente da nova estrutura accionista, que assumirá a gestão da empresa após o spin-off com a Portugal Telecom (PT)”.

“Neste momento, o actual Conselho de Administração não pode tomar decisões que influenciem a cotação da empresa, ou seja, antes de Setembro jamais haverá decisões concretas nesse sentido”, explicou ao CM a mesma fonte.

A TV Cabo adquiriu no início deste mês três operadoras de cabo (Bragatel e Pluricanal de Leira e Santarém), pelo que a margem de crescimento por consolidação no mercado nacional se terá esgotado. Por essa razão, a expansão da empresa para o mercado europeu é vista como “um passo natural”.

“A PT Multimédia está bem cotada no panorama europeu e tem know-how na distribuição por cabo. Por isso, a opção será crescer para o exterior ou ficar quieta e ser comprada por uma operadora de maior dimensão”, diz a nossa fonte.

‘MEO’ EM CEM MIL LARES

O serviço de IPTV da PT, ‘MEO’, continua a crescer. Até final deste ano, a plataforma que combina TV, telefone, internet e vídeo on-demand estará disponível em cerca de 30 mil lares, valor que a PT quer subir para cem mil durante o primeiro semestre de 2008, quando a rede estiver instalada em todos os distritos do País.

O CM apurou também que o serviço de IPTV deverá chegar aos arquipélagos da Madeira e dos Açores durante o segundo semestre do ano que vem.

Fonte: Correio da manhã

Published August 27th, 2007

Congresso realizado na semana passada discute os limites da TV digital

Faltam quase três meses para a TV digital estrear no Brasil. Vários pontos já foram definidos, como sistema de transmissão, detalhes técnicos, etc.

Mas em um assunto ainda não se chegou a um consenso: você, usuário, poderá gravar os programas que chegarão em alta definição na sua televisão da mesma forma que faz hoje com o que vem pela velha tecnologia analógica?

Esse foi um dos temas mais discutidos no Congresso de Tecnologia e Televisão, realizado na semana passada em São Paulo pela Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão (SET). O evento reuniu membros do Fórum Brasileiro de TV Digital, grupo que discute as normas da TV digital e que que reúne emissoras, governo, fabricantes de eletrônicos e universidades.

Em três dias, a divergência de opiniões entre o grupo foi a tônica. Emissoras defendiam um controle rígido quanto ao que se pode gravar. Acadêmicos reclamavam o “direito constitucional” do usuário. E a indústria de eletrônicos já preconizava que, dificilmente, será possível ter uma cópia pessoal em alta definição da novela. Mas, até agora, nada está decidido.

“Falta esforço público para debater a questão”, diz o professor da USP Marcelo Zuffo. “Temos que evitar o problema da pirataria, de um programa ir parar em camelôs ou na web. Deveriam ser criadas regras. E isso não iria contra o direito constitucional que o usuário sempre teve de gravar um programa.”

Com a TV digital, será possível receber imagens em alta definição, com muito mais detalhamento do que hoje. E, com um gravador digital de alta definição – que pode ser tanto os concorrentes Blue-Ray e HD-DVD como os que gravam as imagens em disco rígido – será possível gravar filmes, shows e programas com qualidade muito superior ao dos DVDs atuais.

E as emissoras temem que, com isso, se instale a pirataria. No evento, elas defenderam regras que permitam, por exemplo, gravar apenas uma vez o conteúdo. Se quiser copiar para outro DVD, isso é barrado automaticamente.

Há tecnologia para isso. Chama-se Gerenciamento de Direitos Digitais (DRM, na sigla em inglês). É usada no comércio de músicas e filmes na web e em países que aderiram à TV digital.

No evento, o diretor da Rede Record, José Marcelo Amaral, anunciou que as emissoras encaminharão ao governo um pedido para que se estabeleça a proteção de cópias.

De acordo com o engenheiro da Rede Globo Paulo Henrique Castro, isso “não irá atrapalhar o usuário”. “Gasta-se milhões em um conteúdo. Defendemos que o usuário possa gravar uma vez só em DVD. Sem isso, não conseguiremos os direitos para transmitir conteúdos ‘premium’, como grandes filmes.”

Mas para o pesquisador da Genius/Gradiente Aguinaldo Silva, pelo medo da pirataria, há risco de não se poder gravar em alta definição. “As emissoras não querem risco. O que deve acontecer é o usuário poder gravar só em baixa definição. Mas, como o sinal é digital, a qualidade é melhor que em um DVD.”

Para dar um fim às especulações, o Ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse que o próprio presidente Lula deverá tomar a decisão. “Está claro que será permitido fazer uma cópia dos programas em alta definição – o que estamos definindo é se será possível fazer isso repetidas vezes, pois pensamos que os produtores têm o direito de ter suas obras preservadas.”

 

Fonte: Estadao.com.br

Published August 27th, 2007

As Bellas e a Fera no Youtube

O programa As Bellas e a Fera, que vai ao ar todas as segundas-feiras aqui na webradio Rádio Criciúma, foi parar no Youtube.

Enquanto assiste a um slide com fotos de vários programas e bastidores, o internauta ouve, on demand, o programa do último dia 13, que contou com a apresentação de Maíra Rabassa, Marina Bitten e Vinícius Valcanaia e com uma entrevista com o cantor criciumense Edson Valsechi.

Fonte: Rádio Crisciuma

Published August 27th, 2007

Ministro das Comunicações abre em São Paulo congresso sobre TV digital

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, abre na manhã de hoje, 22, em São Paulo, o Congresso SET 2007, sobre tecnologia de broadcast (radiodifusão).

O congresso, realizado pela Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão (SET), vai debater a tecnologia de TV digital no Brasil abordando principalmente seus testes, implementação e estabelecimento de normas.

Segundo a SET, esta edição do Congresso acontece em momento oportuno para a televisão brasileira, pois em dezembro, começam os testes de transmissão da TV Digital em São Paulo. O objetivo do evento é atender a proposta mundial da Convergência Digital para os mercados de tecnologia de conteúdo eletrônico audiovisual.

A programação do SET 2007 incluiu 36 sessões em quatro plenários simultâneos, com a participação de 150 palestrantes e previsão de 1.500 participantes.

Paralelamente ao congresso, realiza-se a Feira de Equipamentos e Serviços – Broadcast & Cable 2007. Estão previstas 200 empresas expositoras e 150 estandes.

Fonte: O Povo.com.br

Published August 27th, 2007

Depoimento de réus à distância

Você aprova a decisão da Segunda Turma do STF, que considera inconstitucional a tomada de depoimentos sem a presença física do réu perante o juiz, por meio de sistemas de áudio e vídeo?

Sim

Antônio A. Genelhu Junior - Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB/ES

Garantias sagradas

Arecente decisão da 2ª turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que afirma que a videoconferência viola princípios constitucionais, harmoniza-se ao posicionamento da OAB-ES sobre o tema. Para nós, é importante agilizar e reduzir os custos do processo, mas não se pode fazê-lo violando garantias sagradas para o cidadão e para seu defensor, o advogado.

Importante ressaltar que a tecnologia da videoconferência poderá causar vários outros problemas: o perigoso distanciamento entre julgador e réu e a falta da garantia de contato pessoal e reservado entre o cidadão processado e seu advogado.

Com isso, perde a Justiça, pois, como decidido pela Suprema Corte, a adoção da videoconferência leva à perda da substância do próprio fundamento do processo penal, tornando a atividade judiciária mecânica e insensível, tudo o que não se pode permitir no ato do julgador.

Obviamente que a OAB não se opõe aos avanços tecnológicos no Poder Judiciário. Mas é preciso que algumas modalidades, como a videoconferência, sejam analisadas, regulamentadas e, somente após isso, utilizadas. Mesmo assim, apenas em casos específicos e amplamente justificados, sendo a exceção, quando necessário, mas nunca a regra diária no processo penal.

Há tempos estamos dizendo que há outros caminhos para alcançar uma justiça ágil, eficaz, segura e sem tantos gastos com a remoção de detentos para participarem de audiências. Uma possibilidade concreta é a criação de estruturas cartorárias nos próprios ambientes prisionais, onde as audiências poderiam ser realizadas.

A medida evitaria o transporte dos réus presos, não acarretando altos custos e logísticas grandiosas para carregar detentos. Por outro lado, garantiria conquistas de que não se pode abrir mão, como o direito de ampla defesa dos acusados e das prerrogativas da advocacia. Nunca é demais lembrar que tais conquistas existem em nome da cidadania, e os regimes que não permitem esses sagrados direitos constitucionais não são democráticos. E nós, afinal, queremos a consolidação do nosso estado democrático de Direito.

Não

Margareth Vetis Zaganelli - Professora dos cursos de graduação e mestrado em Direito Processual da Ufes, pós-doutoranda na USP

Contribuição à justiça penal

Fundamenta-se a inconstitucionalidade do interrogatório on-line nos princípios do devido processo legal e da ampla defesa, da Constituição Federal e, ainda, no artigo 185 do Código de Processo Penal – CPP que dispõe: “O acusado, que for preso, ou comparecer, espontaneamente ou em virtude de intimação, perante autoridade judiciária, no curso do processo penal, será qualificado e interrogado”.

Em que pese a opinião de renomados doutrinadores que se opõem ao interrogatório on-line, comparecer de acordo com o diploma processual penal não se trata necessariamente de comparecimento físico, na presença do juiz, o que poderá ser feito por videoconferência. O progresso tecnológico alcançado permite grande detalhamento nas transmissões, com grande nitidez de imagem e som, permitindo-se notar variações de voz e expressões faciais. Desde que todos os direitos do réu sejam assegurados como ciência prévia, inclusive ao seu advogado, que deve estar presente ao ato, inquirição direta e interação recíproca entre o magistrado e o réu, e exista lei federal regulamentando a matéria, a utilização de interrogatório por meio digital poderá ser um instrumento de desburocratização da justiça penal.

Em situações especiais, em que o transporte do preso para o fórum pode trazer perigo à sua integridade e/ou dos policiais da escolta, a inquirição via on-line é até mesmo recomendável. Nunca é demais lembrar o alto custo para o erário público e, por conseguinte, do contribuinte, da logística necessária para locomoção de um preso até o local em que será interrogado. Em um episódio recente, assistimos a uma megaoperação da Polícia Federal para translado de Fernandinho Beira Mar, do presídio de Catanduvas, no Paraná, para Vitória, no Espírito Santo.

Importante ressaltar que diversos países europeus adotam o interrogatório on-line, contendo em suas legislações mecanismos que autorizam a utilização de teleconferência na produção de provas processuais, e, ainda, o Tribunal Internacional de Haia permite a oitiva de peritos e de testemunhas mediante videoconferência.

O Poder Judiciário não pode ficar alheio ao progresso tecnológico. Visando ao ideal de justiça célere, desde que todos os direitos fundamentais do acusado sejam assegurados, o interrogatório on-line poderá trazer uma contribuição à justiça penal.

Fonte: A Gazeta

Published August 27th, 2007

Na telinha - Videoconferência: contato entre juiz e réu é ilusão

Uma das decisões do Supremo Tribunal Federal de maior repercussão, nos últimos meses, foi a da 2a Turma, que considerou que interrogatório criminal realizado por videoconferência fere o direito constitucional da ampla defesa. Trata-se de um Hábeas Corpus concedido em favor de um réu já condenado na primeira instância e no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, com HC negado pelo STJ.

Ele foi condenado pelo crime de extorsão mediante seqüestro e roubo. Teria que cumprir pena de 14 anos e dois meses, em regime fechado. Com a concessão do Habeas Corpus certamente saiu livre, se não condenado em definitivo por outro delito. Espera-se que, pelo menos por gratidão às sofisticadas teorias constitucionais, se abstenha, por algum tempo, de novos roubos e seqüestros. A comunidade, confusa e indefesa, agradeceria.

O grande perigo social da decisão está no discutível precedente, que pode mandar para as ruas centenas ou milhares de assaltantes, já condenados — com robustas provas, como parece ter sido o caso em exame — mas que foram interrogados sem o tal “contato físico” com o juiz. Espera-se um dilúvio de Hábeas Corpus invocando o mesmo direito. E não será a nata da bondade humana que festejará a inesperada liberdade.

Os inimigos da videoconferência — fiquemos apenas na tese, em abstrato —alegam que é direito do réu comparecer a uma audiência tendo um juiz de carne e osso à sua frente. Seria sua oportunidade, como réu, de convencer o juiz quanto à sua inocência. Com seu jeitinho humilde e simpático, semblante irradiando honestidade, o réu certamente, se fisicamente presente, “faria a cabeça do juiz”, mostrando que tudo o que consta do inquérito policial é ilusão de ótica e perseguição policial.

O juiz, obviamente seduzido pelo poder persuasivo do réu, acreditaria na sinceridade do réu, revelada até no tom de voz. Em suma, a defesa direta, pessoal, do réu, seria muito mais eficaz que aquela, técnica, produzida por seu advogado — esse profissional frio, interesseiro e que não estava no local dos fatos. Sem condições, portanto, de informar o que realmente aconteceu. “Eu, Excelência, que estava lá, é que tenho autoridade para dizer o que ocorreu!” — explicaria o réu ao crédulo juiz.

Argumentam, ainda — os inimigos da videoconferência — que o Código de Processo Penal, de outubro de 1941, não prevê esse uso da tecnologia, não havendo também lei federal posterior a respeito, como seria necessário, vez que cabe à União legislar sobre processo. Além do mais — acrescentam —, falar frente a uma tela, mesmo vendo a figura do juiz, produz certa inibição, o que não ocorreria se o “contato” fosse pessoal, mais “humano” e acolhedor. Isso tudo em mencionar que o “recente” — de 1969 — Pacto de San José da Costa Rica também assegura ao réu o direito de ser apresentado ao juiz.

Contra-argumentando, cabe dizer inicialmente que o interrogatório do réu não tem única finalidade. Não é apenas peça de defesa. Se assim fosse, poderia o réu confessar seu crime com calma, detalhes e verossimilhança, sem que essa confissão fosse levada em conta porque, “afinal’, o interrogatório — concebido apenas como forma de defesa, consoante a unilateral teoria — não poderia ser desvirtuado, transformando-se em confissão. Mesmo que o réu, em crise de remorso, chorasse e implorasse ao juiz para que, por favor, acreditasse na sua culpa, esse raro, milagroso esforço de sinceridade teria que ser ignorado. Essa teoria que vê no interrogatório apenas uma manifestação de defesa é obviamente insensata e favorecedora do crime.

No interrogatório cabe ao réu defender-se, se quiser. Tolera-se até que minta — não será processado por isso. Ao juiz, por sua vez, cabe — sem ameaças, mas com psicologia e “jeito” — tentar obter a verdade, ou um máximo de verdade. Nada faz de errado se conseguir obter uma confissão. A mesma habilidade deve usar quando ouve a vítima, que pode, excepcionalmente, ser moralmente pior que o réu. Não pode mentir ao acusado, dizendo, por exemplo, que o cúmplice já confessou, mas deve perquirir o que realmente ocorreu. É sua obrigação, se não quiser que a justiça se transforme num jogo mentiroso, ingênuo e desmoralizado.

A busca da verdade é o objetivo maior de toda atividade processual, em qualquer país civilizado. Descobrir a realidade para poder a ela aplicar a legislação pertinente, com os possíveis temperos da equidade e princípios gerais de direito. Não se alegue que o juiz tem a obrigação de agir como um funcionário ingênuo, perguntando mecanicamente detalhes irrelevantes, preocupado em evitar que o réu, mesmo defendendo-se, acabe revelando o que realmente aconteceu.

Há quem, absurdamente, critique o juiz que faz bom uso da sua superioridade cultural sobre o réu, geralmente de pouca escolaridade. Se todo processo visa a busca da verdade, isso ocorre também, e até com mais razão, na área penal. Os juízes são — pelo menos em tese —, selecionados pelo critério de competência técnica e capacidade mental. Têm que usar essa inteligência em toda a instrução processual, inclusive nos interrogatórios. Se o réu se prejudicar respondendo, paciência. Mesmo porque poderia silenciar, cabendo ao juiz extrair conclusões pessoais — bem razoáveis… — sobre o significado desse silêncio. Silêncio, lembre-se, interpretado em conjunto com outras provas. Com boa informação — inclusive a fornecida pelo réu, mesmo suspeita — haverá maior possibilidade de decisão justa, tanto ao réu quanto à vítima e a sociedade.

O interrogatório apenas compõe o conjunto da prova. E toda prova é relativa. Há até mesmo, sabe-se, confissões falsas, com réus presos e condenados a “infinitas” penas de prisão que “negociam” sua confissão com outros presos. Assumem a culpa de um homicídio, por exemplo, porque nova condenação seria gota d’água em seu balde de condenações. E já que falei em “conjunto da prova”, tudo indica — não li os autos — que houve prova de sobra comprovando que o seqüestrador, libertado pelo Habeas Corpus em exame, cometeu o crime. Não foi condenado por um detalhe relacionado, estritamente, com a técnica inerente à videoconferência.

Alegam ainda, os inimigos da videoconferência, que responder a perguntas, frente a um computador, mesmo vendo a fisionomia do juiz, inibe o réu, o que não ocorreria se o contato fosse pessoal, “olho no olho”, menos “insensível, mecânico”.

O argumento não convence. Se o juiz tem expressão naturalmente carrancuda, é antipático, mesmo sendo o interrogatório realizado à moda tradicional a alegada “inibição” permaneceria. O réu, nesse caso, preferiria ser “entrevistado” por videoconferência, por um juiz simpático, cara de bonzinho.

Em suma, a alegada necessidade de um “contato físico” é ilusão. Réu e juiz nem mesmo se cumprimentam. Não apertam a mão nem dão tapinhas nas costas. Não confraternizam. Na verdade, tradicionalmente, é mínima a utilidade do interrogatório. Alguns acusados até trancam-se em silêncio. O réu “abre-se” se assim quiser, mas isso é raro. Quem realmente defende o réu é seu advogado. O réu mais atrapalha do que lucra quando se mete a atentar convencer o juiz, dizendo coisas que não deveria dizer.

É exagero equiparar um interrogatório bem feito, hábil e sem ameaças, com as velhas técnicas inquisitórias da Inquisição. Nestas, o acusado de heresia era realmente torturado na “roda”; ou com ferro em brasa, chicote ou engolindo baldes d’água. Se, graças à sua instrução e inteligência, o juiz consegue obter a verdade — seja do réu, da vítima, das testemunhas e do perito — que seja isso festejado, porque a missão do juiz é buscar a verdade. Repito: as vítimas e a sociedade também merecem respeito.

Outro aspecto relacionado com o interrogatório refere-se à comunicação entre o réu e seu advogado. O acusado tem todo o direito de se comunicar com seu advogado, antes do interrogatório, mas não durante o ato. Afinal, trata-se de um diálogo, não de uma mesa-redonda. Imagine-se um grande empresário que comparece ao interrogatório acompanhado de vários advogados, cada um especialista em determinada área do Direito: penal, tributário, civil, administrativo, previdenciário, etc. A se permitir comunicação em pleno interrogatório teríamos mais um comício cochichado que um interrogatório digno desse nome.

No Hábeas Corpus em exame, diz o parecer da Procuradoria Geral da República que o acusado teve oportunidade de se comunicar previamente com seu advogado gratuito e estiveram presentes ao ato dois defensores da Procuradoria da Assistência Judiciária. Conclui-se que a condenação foi justa, em nada influindo a circunstância do uso da informática.

O único ponto mais forte na decisão concessiva do HC está no fato de a videoconferência não estar prevista expressamente em lei federal. Todavia, o Código de Processo Penal data de 1941, quando a informática engatinhava no hemisfério norte. E é discutível a necessidade de a legislação processual penal ter que se modificar a cada aperfeiçoamento da tecnologia, o que ocorre com muita freqüência. Desde que assegurado o contraditório, o amplo direito de defesa — como foi a condenação em exame — não há que valorizar demais a ausência de menção expressa, em lei, da videoconferência.

E ressalte-se que um CD com a visão do interrogatório, transmitindo as falas do réu e do juiz permitirá aos tribunais de apelação aquilatar mil vezes melhor a sinceridade do réu. Muito mais que uma peça datilografada, que pode conter imprecisões. E não se fale em ameaças não visíveis ao réu porque essas ameaças podem existir antes do interrogatório, na forma tradicional de se ouvir o réu.

Na verdade, parece-me que a ojeriza maior dos criminalistas contra a videoconferência está no dissabor profissional de ter que ir ao presídio onde está o cliente — realmente um grande dissabor — para assisti-lo durante o interrogatório. Muito mais nisso do que na importância teórica do fictício “contato físico”, que nunca existiu mesmo.

Todos os ministros do STF são indiscutivelmente honrados e notoriamente competentes, mas o excesso de trabalhos e atribuições pode, em tese, propiciar julgamentos menos afinados com o melhor interesse da justiça e das conveniências práticas, que também são importantes para o país. Em tese, é possível que a decisão seja revertida pela alta Corte, em seu conjunto, com alguns ministros revendo sua posição, o que só merecerá elogios. Será uma demonstração evidente de personalidade e força interior.

 

Fonte : Consultor Juridico