Mobilidade, comunicações unificadas, baixos custos e fácil gerenciamento. Um conjunto de todas essas ferramentas e características tem tudo para ser o sonho de todo gestor de TI de grandes, médias e pequenas empresas. Embora tudo isso possa parecer apenas um sonho bom, muitas organizações já encontram essas facilidades com a adoção das tecnologias IP.
Diante disso, o mercado se movimenta e as mudanças já ocorridas internacionalmente e que pareciam tão distantes passam a se aproximar e até fazer parte de nossa realidade. A partir de 2005, o mercado mundial começou a comercializar mais linhas VoIP do que as tradicionais TDM, agilizando, então, a migração de tecnologias para as redes IP.
Entretanto, no Brasil, o cenário é bem diferente. De acordo com Thiago Siqueira, gerente de pré-vendas da Avaya Brasil, de 70% a 80% da rede brasileira ainda não é IP. “Apesar de ruim por um lado, isso nos deixa uma base instalada muito grande para trabalhar. Com essa base, o desafio passa a ser conseguir que as linhas IP superem as outras no Brasil até 2009″, conta o executivo.
Com a grande demanda, segundo Daniel Brochado, diretor de Engenharia de Sistemas da Nortel, a missão se torna usar a tecnologia para baixar os custos de aquisição da estrutura IP. “Em 2008 temos uma grande oportunidade para isso. Com a massiva adoção de SOA, estão sendo criadas soluções de telefonia com plataformas colaborativas e isso deve atrair o consumidor”, conclui.
Potencial do mercado
Para se ter uma idéia, de acordo com a IDC, o mercado da América Latina para serviços IP corporativos deve aumentar de 2,94 bilhões de dólares em 2008 para 4.3 bilhões de dólares em 2011, mantendo uma taxa média de crescimento de 10,1% ao ano. A tecnologia VoIP foi um dos maiores investimentos em TI no Brasil no ano de 2007, movimentando R$ 9,3 bilhões. A previsão é que, até 2009, esse mercado no mundo cresça 18 vezes em relação a 2004, passando a movimentar US$ 23,4 bilhões.
Apesar das grandes expectativas para o mercado enterprise, o segmento SMB parece ainda não ter aderido totalmente à idéia. “Para eles, a tecnologia VoIP representa redução de custos para chamadas telefônicas de longa distância. É preciso mostrar que o valor disso tudo está, na realidade, na quantidade de melhorias que pode trazer para o negócio”, afirma Siqueira, ao explicar que “na maioria das vezes esses fatores intangíveis não são levados em consideração”.
Outro aspecto relevante em relação à adoção de VoIP pelas médias empresas é que existe uma demanda por infra-estrutura. “Enquanto as grandes empresas contam com o atendimento diferenciado das operadoras, as pequenas e médias dependem de infra-estrutura do canal ou do fornecedor”, afirma Paulo Ricardo Pinto, diretor presidente da Mitel. A empresa, canadense, chegou no País em maio do ano passado e tem como foco o segmento SMB.
Fonte: decisionreport